Multinacionais do Brasil


Em 2006, o recentemente superendividado (e caloteiro) Brasil passou a emprestar bilhões de dólares para países ricos . E foi o ano em que os investimentos de empresas brasileiras no exterior ultrapassaram os investimentos estrangeiros no Brasil. (…)

O segundo fato é o de que os investimentos das empresas brasileiras no exterior devem fechar o ano na casa dos US$ 26 bilhões. Enquanto isso, os estrangeiros terão injetado no Brasil pouco mais de US$ 18 bilhões. É a primeira vez que isso acontece desde que se começaram a fazer estatísticas sobre o comportamento da economia brasileira. A maior tacada aconteceu em novembro, quando a Vale do Rio Doce fechou a compra da canadense Inco, mineradora de níquel, por US$ 18 bilhões. Mas a Vale não está sozinha nisso. Além dela e dos grandes bancos brasileiros, estão despejando dólares no exterior Petrobrás, Votorantim, Gerdau, Embraer, AmBev, Odebrecht, WEG, Marcopolo, Natura, Multibrás, Embraco, Azaléia, Alpargatas… e a lista é enorme.

(…) Muda, também, a geografia da luta por vantagens comparativas e fatias de mercado: “A competição maior da Gerdau não é mais com a Companhia Siderúrgica Nacional, mas com a Arcelor; a da Embraer é com a Bombardier; a da Petrobrás, com as majors do petróleo; a concorrente principal da Odebrecht não é a Andrade Gutierrez, mas a Morrison Knudsen; a da AmBev não é nenhum cervejeiro nacional, mas os gigantes mundiais.”

Fonte: Estado de hoje, Celson Ming

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