Archive for the ‘BNDES’ Category

Intangíveis

outubro 30, 2007

O estudo feito pelo BNDES/Coppe para mensurar o ativo intangível das empresas recomenda a elaboração de um relatório de intangíveis a ser incorporado aos relatórios anuais das companhias. No Japão, mais de cem empresas acoplam essas informações ao divulgar seus resultados anuais, apesar de não ser uma medida obrigatória. No Brasil, o grupo Suzano já divulga essa informação.Durval Soledade, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) (…) recebeu bem a idéia, adiantando que a mensuração dos intangíveis vem sendo uma preocupação da autarquia, mesmo sabendo das dificuldades de normatizar a questão.

“A SEC [a comissão de valores mobiliários dos EUA] está gastando milhões de dólares num projeto para tentar fazer isso”, lembrou Soledade.Para Soledade, o mercado explodiu com a operação de abertura de capital da Bovespa porque o que estava em jogo era o valor do intangível da bolsa paulista, no caso a marca, credibilidade, capacidade de fazer planejamento, dentre outras. “O que se discutiu foi a visão que cada um tinha do intangível da Bovespa. O tangível da Bovespa é muito pouco, um ativo tangível que não chega perto do valor atribuído a empresa. É a visão holístico do intangível funcionando.”Por essa razão, Soledade acredita que as superintendências de registro, de valores contábeis e de empresas da CVM têm que começar a examinar isto. “Em breve será matéria corrente no mercado.” Ele destacou que os 19 artigos da Lei das S.A. que falam em avaliação ou em laudo de avaliação não se referem aos intangíveis. O assunto só é mencionado no caso de fechamento de capital. “Para cada empresa o intangível tem uma importância diferente. No caso das companhias abertas, o maior ativo intangível pode ser a governança. Já nas empresas emergentes e de capital semente o principal intangível é a tecnologia”, disse Soledade.A CVM lida muito com o capital intangível quando examina os recursos que são encaminhados ao colegiado. A discussão mais recorrente nos laudos de avaliação das empresas é sobre o valor do intangível. Durante o seminário, Natan Szuster, professor da UFRJ e especialista em contabilidade, também apoiou a idéia do relatório de intangíveis. “Ele funcionaria como uma demonstração complementar para o mercado, já que os intangíveis não podem ser contabilizados no patrimônio líquido das companhias”, afirmou.


CVM apóia relatório de intangíveis
Valor Econômico – 30/10/2007

Auditoria

julho 31, 2007

Segundo a Folha de S. Paulo, uma técnica que ajudou a construir a pista de Congonhas foi contratada para auditá-la. Este é um conflito inaceitável na área de auditoria:

Técnica que ajudou a fazer pista vai avaliá-la

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) designou para participar da auditoria nas pistas de Congonhas a chefe do laboratório da USP que já havia participado do processo de sua construção. O laboratório foi responsável por testes que indicaram o melhor material a ser empregado nas pistas durante a reforma feita neste ano.

Ou seja, o IPT -que é ligado ao governo de São Paulo- contratou para ajudar a avaliar as condições da pista uma profissional que havia atuado na elaboração de ensaios que orientaram qual seria o melhor material a ser usado na obra.

(…) O IPT descarta haver conflito de interesse ao utilizar serviços da professora da USP na auditoria. O instituto afirmou que “não aceita trabalhos que possam gerar conflitos de interesses. Nesses casos, ou o IPT declina dos serviços ou não utiliza consultoria em seus trabalhos”.(…)

Em outra reportagem, o governo afirma que o BNDES irá auditar os estudos sobre a implantação do trem-bala. Mas provavelmente o BNDES deverá participar do seu financiamento (muito embora uma das propostas afirma que não é necessário dinheiro público).

BNDES vai “auditar” estudos para trem-bala
Folha de São Paulo – 31/07/2007
HUMBERTO MEDINA

O governo determinou ao BNDES que faça uma espécie de “auditoria” nos estudos para implantação de um trem-bala ligando o Rio a São Paulo. O banco estatal deverá contratar uma consultoria para analisar os números do projeto e verificar se a obra é viável ou não do ponto de vista econômico.

O governo já decidiu que, se o projeto sair, a obra e a operação do trem serão entregues à iniciativa privada por meio de uma concessão.

(…) Técnicos do governo, no entanto, começaram a desconfiar dos números do projeto, principalmente os relativos à demanda pelo serviço.

Os estudos foram encaminhados ao TCU (Tribunal de Contas da União) que, em abril deste ano, concluiu a sua avaliação.

Os técnicos do tribunal estranharam a discrepância entre os estudos. Enquanto pelo da Italplan não havia necessidade de investimento público, o do consórcio Siemens/Odebrecht/Interglobal informava que o empreendimento só seria viável com investimento de US$ 5 bilhões (R$ 9,5 bilhões) do governo, a fundo perdido.

(…)

Lucros

fevereiro 10, 2007

Os resultados começam a ser divulgados na imprensa:

a) O lucro do BNDES é R$ 6,3 bilhões, quase o dobro de 2005, sendo que quase 3 bilhões são de recuperação de devedores.

b) Lucro da Fiat é de R$800 milhões no Brasil. A empresa é a única montadora que evidencia o balanço com resultado no Brasil. O resultado da Fiat significa uma demonstração de recuperação, depois das dificuldades da empresa.

Lucro do BNDES

novembro 17, 2006

O lucro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no período de janeiro a setembro foi de R$ 5,716 bilhões. Aumento de 132% relação ao mesmo período de 2005. Metade deste lucro ocorreu no terceiro trimestre: R$ 2,399 bilhões. É recorde na história do banco. Os tempos são propícios também para os bancos estatais.

BNDES lucra mais

novembro 11, 2006

O BNDES obteve um resultado de R$5,7 bilhões no ano (acumulado até setembro).

Lucro do BNDES sobe 132% no ano

Segundo Fiocca, solução para pendências antigas ajudou o banco a acumular resultado de R$ 5,7 bi até setembro

Jacqueline Farid

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem o lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, um recorde, que significa aumento de 132% ante igual período de 2005. Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido foi de R$ 2,4 bilhões, 276% superior ao do mesmo período de 2005, de R$ 638 milhões.

Segundo o presidente da instituição, Demian Fiocca, o bom desempenho deve-se à melhoria dos resultados das empresas nas quais o banco tem participação acionária e à renegociação de pendências financeiras com clientes. O BNDES tem batido sucessivos recordes de lucro desde 2003, quando alcançou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão. Este ano, até setembro, o resultado é 80% superior ao de ano inteiro de 2005, de R$ 3,2 bilhões.

Fiocca explicou que os resultados refletem a melhor situação financeira das empresas, que reduziram as dívidas e a inadimplência com o banco e possibilitaram a reversão das provisões de despesas no balanço. Nos últimos cinco anos, a despesa média do banco com provisões era de R$ 1,743 bilhão. No terceiro trimestre deste ano, houve receita de R$ 1,1 bilhão com a reversão das provisões, .

Segundo ele, também houve um ‘esforço de gestão do BNDES’, que solucionou ‘pendências antigas’.Como exemplo, citou a participação do banco na reestruturação da Brasil Ferrovias, em maio, com a incorporação da empresa pela América Latina Logística (ALL).

Essa operação levou à troca da totalidade da participação do BNDES na Brasil Ferrovias por ações da ALL negociadas na Bovespa e rendeu ao banco R$ 1 bilhão em ações. ‘Houve desempenho muito bom no sentido de renegociar algumas pendências que vinham sendo provisionadas como perdas’, disse Fiocca.

O porcentual de inadimplência da carteira de crédito do banco foi de 0,55% no terceiro trimestre e de 0,69% em junho. Com isso, as provisões caíram de 3,83% no segundo trimestre para 3,22% no terceiro.

Além da reversão nas provisões, as operações com renda variável (carteira de ações) tiveram lucro líquido de R$ 3,02 bilhões no acumulado de janeiro a outubro e garantiram o resultado recorde do banco. ‘A economia melhorou, as empresas tiveram mais lucro’, justificou Fiocca.

Segundo o executivo, o lucro em renda variável ‘mostra a qualidade da carteira do BNDES’ e reflete o bom desempenho das empresas nas quais o banco tem participação no pagamento de dividendos aos acionistas. Além disso, avalia Fiocca, a ‘percepção de solidez e perspectiva positiva das empresas’ está se refletindo no seu valor de mercado e engordando as ações.

Os ativos do sistema BNDES totalizaram R$ 181,6 bilhões em setembro deste ano, com aumento de 3,8% ante o valor de R$ 174,9 bilhões de dezembro do ano passado.