Archive for the ‘Chile’ Category

Ter Dinheiro pode ser problema

maio 14, 2007

Geralmente associados o fato de ter dinheiro como algo positivo. Este é um dos enganos, que nos alerta para as “regras de bolso” da análise econômico-financeira (algo como “maior, melhor”).

Quando uma empresa possui muito dinheiro, é necessário ter um plano de ação para o investimento que será realizado. Vale uma regra simples: o retorno do investimento deve ser compatível com o retorno esperado pelo acionista. Se a empresa aplicar os recursos a uma rentabilidade de 2% ao ano provavelmente o acionista terá mais alternativas interessantes para este recurso. Nesta situação, é interessante que a empresa distribua o dinheiro que possui sob a forma de dividendos, pois o acionista saberá gastar melhor estes recursos.

A presença de um elevado volume de dinheiro pode ser problemática se abrir uma discussão sobre como gastá-lo. Isto também ocorre com um país.

No Wall Street Journal de 14/05/2007 tem uma reportagem sobre o Chile, país que se beneficia com a alta do cobre (Chile poupa renda obtida com alta do cobre para se proteger quando ele cair, 14/05/2007, de Bob Davis). O Chile está poupando estes recursos para evitar um problema social e político quando o preço da matéria-prima cair, algo que Venezuela, por exemplo, não está fazendo.

SANTIAGO, Chile — Com os preços do cobre em alta, o Chile está abarrotado de dinheiro. Acredite ou não, isso pode ser um grande problema.
Bonanças de recursos naturais quebraram países instáveis do Oriente Médio e da África por causa da corrupção e de guerras. Mesmo países ricos têm dificuldade em lidar com booms de commodities, que podem valorizar a moeda local, fragilizar exportadores e gerar farras insustentáveis de importados.

A economia da Holanda estagnou depois que ricos depósitos de gás natural foram descobertos em seu litoral nos anos 60, num caso que é muito estudado por economistas. Atualmente, a Venezuela e outros países exportadores de petróleo que vivem um boom do consumo sustentado pelo petróleo estão vulneráveis à “doença holandesa”, especialmente se os preços do petróleo caírem.

O Chile está tentando se inocular. Essencialmente, o governo está poupando o que ele calcula ser um lucro extra da mineradora estatal de cobre, e impostos extras arrecadados de mineradoras privadas. O país investe o dinheiro no exterior em instrumentos de renda fixa e está considerando investir também em fundos de ações estrangeiras. Quando a economia do Chile se debilitar, o governo pode usar o “fundo de estabilização econômica e social” como receita.

“A questão que persegue a América Latina e outros mercados emergentes é: como evitar os altos e baixos dos ciclos de commodities?”, diz o ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco. “No Chile temos uma resposta simples: gaste o que é permanente e poupe o que é transitório.”

Até agora, o Chile separou cerca de US$ 6 bilhões e espera adicionar outros US$ 6 bilhões até o fim do ano em seu fundo de estabilização, um total que equivale a cerca de 10% de seu produto interno bruto. Isso foi possível graças à cotação do cobre, que já passa dos US$ 7.800 a tonelada, sendo que até 2003 estava abaixo dos US$ 2.000.

Entretanto, nem todos consideram uma boa política esta economia. A oposição protesta contra esta política e alguns dos problemas do país poderiam ser atacados com os recursos obtidos. A reportagem continua com observação neste sentido.

Embora o Chile seja considerado um caso de sucesso para os padrões da América Latina — ele cresceu em média 5,5% ao ano desde 1990 —, o país tem problemas domésticos urgentes, entre eles uma grande distância entre ricos e pobres, um sistema educacional abaixo do desejado, e portos, estradas e aeroportos inadequados.

Deixar de lado tanto dinheiro “é um crime”, diz o senador chileno Fernando Flores, que já foi ministro da Fazenda do governo marxista de Salvador Allende e depois ganhou uma fortuna como empreendedor de software na Califórnia. “Precisamos de um modelo de investimento e educação para criar novas indústrias.”

Mas autoridades econômicas chilenas dizem que é crítico limitar o efeito do boom do
cobre, de modo que o país não se torne dependente demais de recursos minerais que podem desaparecer rapidamente, resultando em déficits orçamentários. O governo tem por objetivo um superávit orçamentário de cerca de 1% anualmente, e para projetar sua receita usa uma estimativa do preço médio do cobre para os próximos dez anos.

Quando o preço dispara para acima da estimativa de longo prazo, como aconteceu nos últimos anos, o governo consegue superávits bem maiores do que 1% e encaminha o excesso para o fundo de estabilização, onde o dinheiro é investido no exterior.

Uma meta dessa estrita política fiscal é reduzir a valorização do peso, que no decorrer das décadas tendeu a subir com o preço do cobre. Um peso mais forte aumenta o preço de exportação do vinho, produtos florestais, frutas e verduras chilenos, tornando-os menos competitivos internacionalmente. O Ministério da Fazenda diz que sua política de estabilização tem sido um sucesso; descontada a inflação, o peso chileno está atualmente sendo negociado perto de seu valor médio dos últimos 20 anos.

Mas alguns exportadores não estão impressionados. Desde meados de 2003, o peso chileno apreciou quase 25% em relação ao dólar, descontada a inflação. “Com o peso no nível que temos, muitas empresas de exportações têm margens baixas”, diz Recaredo Ossa, diretor-geral da Viña Veramonte S.A., uma grande vinícola de Casablanca, perto de Santiago. Uma autoridade da Fazenda chilena diz que a taxa de câmbio teria disparado sem a política de estabilização.

Mas, em geral, tem havido apoio público para o fundo. A esquerda em grande parte está tolerante porque o governo está aumentando os gastos públicos em cerca de 9% este ano, em termos reais, sem usar o dinheiro que destina ao fundo de estabilização. Gastos com infra-estrutura, saúde, habitação e educação estão crescendo num ritmo ainda mais rápido. Para a direita, o governo — uma coalizão de partidos de centro e de esquerda — ofereceu reduções de impostos para empresas voltados a promover a inovação.

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Correção Monetária no Chile

março 31, 2007

Olha o que encontrei no Diario Financeiro do Chile (31/03/2007), na seção Tribuna Livre:

Propongo derogar el Artículo 41. No es una idea antojadiza. Sólo se trata de reconocer que este sistema de ajuste es anacrónico y no está a la altura de los tiempos ni de la realidad chilena actual.

Creado en los años 70, cuando la inflación superaba el 100% anual, la idea era reflejar el efecto de la inflación en la posición de activos monetarios. Pero hoy este principio no se cumple. Por ejemplo, los activos en dólares se corrigen por la variación de esa moneda, pero el patrimonio equivalente a ese activo se debe corregir por la variación del IPC.

Como consecuencia, cuando el dólar sube más que el IPC, al aplicar la corrección monetaria muchas empresas tienen que pagar millonarias sumas en impuesto a la renta. En contrapartida, cuando el efecto es inverso, se ahorran el impuesto.¿Tiene sentido una norma que genere estos efectos, cuando la verdadera composición patrimonial de las empresas, tanto en pesos como en dólares, no ha sufrido cambios? ¿Cómo es posible que empresas que realizan exactamente las mismas operaciones, si llevan contabilidad en pesos, deban pagar impuestos y si la llevan en dólares no? Lo anacrónico de este sistema legal quedará en mayor evidencia a partir del año 2009, cuando las empresas chilenas apliquen IFRS. En los países en que no hay hiperinflación, la corrección monetaria no existe. ¿Por qué entonces continuar en Chile con esta práctica? Si se mantiene el sistema de corrección monetaria para efectos tributarios, a partir de 2009 las empresas deberán soportar importantes costos en el manejo de la información. En este escenario, una empresa podría necesitar controlar cuatro versiones diferentes del activo fijo: el primero bajo normas IFRS, el segundo bajo normas US GAAP; el tercero aplicando corrección monetaria y depreciación normal y, el cuarto, con corrección monetaria y depreciación acelerada. ¿No será demasiado? No es difícil imaginar los costos operativos, administrativos e informáticos involucrados Si a esto sumamos la intención del gobierno de colaborar con las pymes y de promover la inversión local, creo que nuestros legisladores harían un gran bien al mundo empresarial chileno con una medida tan simple como derogar el artículo 41°.

Chile e as normas internacionais

fevereiro 15, 2007

Expertos analizan demoras en aplicación de normas contables internacionales
Magdalena Winter (El Mercurio, 14/02/2007) Entrevista com Juan Francisco Martínez, socio de Ernst & Young:

-¿Por qué es urgente hoy que las empresas se pongan al día con las normas IFRS?
“El 2009 va a ser el año de implementación, lo que significará que las compañías tendrán que presentar estados financieros comparativos, lo cual se establece en las mismas normas IFRS. Por ello, deberán presentar sus estados financieros 2009 comparados con los de 2008, y para poder determinar el estado de resultados del ejercicio 2008, las empresas deberán conocer su situación financiera bajo IFRS ya al 31 de diciembre de 2007. Entonces, es un tema de urgencia”.

-¿Qué impactos tuvieron las normas IFRS en el exterior?
“Nosotros hicimos un estudio sobre lo que implicó la implementación para los bancos en Europa durante 2005 y los efectos fueron dispares. Por ejemplo, el BBVA se vio afectado por la medición del goodwill (mayor valor pagado al adquirir otras empresas). Esto y otros factores le significaron al banco evidenciar una disminución patrimonial de un 18%. Por otro lado, el banco que más se benefició fue el francés Groupe Banques Populaires, cuyo patrimonio se incrementó en un 22%”.

-¿Cuáles son los principales costos para las firmas locales?
“Primero, este tema va a significar cierta inversión a las compañías en términos de entrenar a su gente. No sólo a la gente operativa de contabilidad, sino un entrenamiento a los niveles ejecutivos de las empresas. También se deberá invertir en estudios sobre los impactos de IFRS en las diferentes sociedades que están inscritas en la SVS con los correspondientes diagnósticos e implicancias de sus efectos. También hay costos por la adecuación de sistemas y procedimientos, ya que corresponden a cambios permanentes en los reportes financieros de las compañías. Tengo la impresión de que el sector financiero hasta ahora es el que mejor preparado está para asumir estos desafíos; es el que tiene más conciencia del gran cambio que se avecina”.

-¿Qué fue lo más difícil?
“Digamos que se ha necesitado un cambio profesional importante. Son criterios nuevos, que han dado lugar a una modificación de sistemas informáticos acomodados a las nuevas normativas y ha supuesto un reto y un costo importante para las empresas. Pero se ha superado bastante bien y todas han cumplido en tiempo y forma”.

-¿El cambio ha sido favorecedor para las empresas o desfavorecedor?
“Como cambian los criterios de valoración de los activos y pasivos, esto ha supuesto un cambio en patrimonio y un cambio en resultados. Por lo general, he visto que el cambio en resultados ha sido favorecedor. La mayor parte de las empresas cotizadas españolas ha tenido mayores beneficios en 2005. Es posible que la economía haya crecido y sea beneficiosa, pero no tanto como ha supuesto el cambio. Ha sido más fruto del cambio en las normas contables”.

-¿Por qué sucedió esto?
“El fondo de comercio, que es el mayor importe del precio pagado por la adquisición de otra compañía sobre el valor contable de lo adquirido, lo que aquí llaman el goodwill, hasta la fecha de implantación de las IFRS se reconocía en el activo y se amortizaba en 20 años. Quiere decir que cada año, una vigésima parte de ese importe incidía a la baja sobre los resultados. Ahora ha dejado de ser amortizable. Sólo se contabiliza el deterioro si existe, pero si no ha existido no impacta. Y claro, eso puede suponer importes muy cuantiosos para las grandes compañías”.

-¿Qué lecciones se desprenden de este proceso para Chile?
“Primero, las compañías internacionales de auditoría y consultoría han hecho una apuesta muy fuerte por ayudar y contribuir a la implantación de estas novedades en el ámbito de las empresas. Y luego, las compañías lo han considerado como un reto estratégico, implicando a los primeros niveles de los ejecutivos, porque era una apuesta muy importante en el que en una determinada fecha produjeran esa nueva información, con arreglo a un patrón internacional en el cual confiaban los mercados. Si Chile da ese paso, pues tiene que asumir el reto”.

-¿Algún factor clave a tener en cuenta?
“Las empresas deben prepararse de antemano, cuanto antes para el cambio”.
“El cambio en resultados ha sido favorecedor. La mayor parte de las empresas cotizadas españolas ha tenido mayores beneficios en 2005”.

Onde você estava …

fevereiro 13, 2007

Em entrevista do jornal Gaceta de los Negocios de hoje César Maia afirmou sobre sua passagem no Chile, no tempo de exílio:

Entonces trabajaba haciendo la contabilidad de empresas de materiales de construcción, y una parte consistía en poner las empresas en un punto más bajo del equilibrio y así facilitar la nacionalización. El Gobierno acababa presionando el mercado para promover la intervención. Así que cuando salí de Chile me sentía más keynesiano que marxista.