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Chiquita Brands condenada

setembro 18, 2007

Em postagem anterior já tínhamos comentado este assunto: o pagamento de dinheiro para um grupo terrorista.

Chiquita Brands recebe multa de US$ 25 milhões por pagamentos feitos às AUC
Agencia EFE – Serviço em português- 17/09/2007

Washington, 17 set (EFE).- O juiz americano Royce Lamberth concordou hoje com a multa de US$ 25 milhões imposta à multinacional Chiquita Brands Internacional por ter realizado pagamentos às Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Segundo a promotoria, esta é a maior multa imposta até o momento no marco da nova legislação antiterrorista dos Estados Unidas.

Em março, a empresa se declarou culpada por ter feito mais de cem pagamentos ao grupo paramilitar colombiano AUC, no valor total de US$ 1,7 milhão.

(…) Como parte do acordo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também decidiu não apresentar acusações contra os ex-diretores e outros altos executivos envolvidos nos pagamentos feitos às AUC entre 1997 e 2004.

O assessor e executivo da multinacional James Thompson declarou à imprensa que a “decisão é correta”, e leva em conta os esforços que a empresa fez para resolver a situação.

No entanto, ele disse que a empresa foi “obrigada a pagar extorsões” para as AUC. O executivo afirmou que a multinacional aceitou o pagamento unicamente para “proteger as vidas dos empregados e de suas famílias”.

Para Thompson, o juiz levou em conta a confissão voluntária da empresa e a colaboração durante toda a investigação.

O promotor Jonathan M. Malis também ressaltou a disposição da empresa em colaborar com o caso.

Malis disse, no entanto, que a multinacional fez pagamentos milionários para financiar as armas com que as AUC “mataram civis inocentes”.

O juiz Lamberth também destacou o fato ao pronunciar a sentença. Ele lembrou que a conduta da Chiquita Brands era ilegal, e permitiu que as AUC assassinassem civis inocentes na Colômbia.

(…) Com esta sentença, a empresa poderá abafar um escândalo internacional iniciado com os pagamentos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN), e que se estendeu às AUC, os principais grupos ilegais do conflito armado colombiano.

(…) Em 10 de setembro de 2001, o Departamento de Estado dos EUA considerou as AUC um grupo terrorista.

No entanto, devido aos atentados do dia seguinte, em Nova York, a empresa só soube que o grupo colombiano havia sido considerado ‘terrorista’ em fevereiro de 2003, quando um advogado descobriu a notícia pela internet, segundo a própria companhia.

Um escritório de advogados aconselhou a empresa a “interromper imediatamente os pagamentos”. Alguns diretores, no entanto, se opuseram à interrupção, com medo de colocar a vida dos empregados em risco.

Em abril de 2003, a multinacional comunicou os fatos às autoridades, mas os pagamentos continuaram até fevereiro de 2004.

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Mais sobre a Chiquita

março 20, 2007

Anteriormente publicamos sobre a ajuda da empresa Chiquita a grupos terroristas. Mais detalhes aparecem agora. Inicialmente a Europa Press:

Colombia/EEUU.- La empresa del banano Chiquita confiesa que financió a grupos paramilitares y guerrilleros durante años – 19/03/2007

La compañía del banano Chiquita Brands International confesó hoy ante un tribunal federal de Estados Unidos que durante años financió grupos paramilitares y guerrilleros colombianos para proteger sus plantaciones en el país sudamericano.

La empresa se declaró culpable de negociar con una organización terrorista, como parte de un trato con la acusación, que estableció una multa de 25 millones de dólares (18,8 millones de euros). (…)

La acusación afirma que altos cargos de Chiquita Brands International, asentada en Cincinnati, acordaron pagar aproximadamente 1,7 millones de dólares (casi 1,3 millones de euros) entre 1997 y 2004 a las Autodefensas Unidas de Colombia (AUC).

Este grupo armado ha sido el responsable de muchas de las peores masacres del conflicto civil de Colombia, así como de un alto porcentaje de las exportaciones de cocaína. Estados Unidos lo designó como organización terrorista en septiembre de 2001.

La compañía dice que realizó estos pagos a cambio de la protección de sus trabajadores en el país sudamericano. Pero los fiscales federales señalaron hoy en el tribunal que entre 2001 y 2004, cuando Chiquita hizo pagos por 825.000 dólares (620.500 euros) a las AUC, la sucursal de la empresa en Colombia obtuvo 49,4 millones de dólares (más de 37 millones de euros) de beneficio y fue la unidad que percibió más ganancias.

“Financiar una organización terrorista no puede ser tratado como un gasto empresarial”, afirmó el fiscal Jeffrey Taylor. Chiquita vendió en junio del 2004 Banadex, su subsidiaria colombiana, en unos 43,5 millones de dólares (32,7 millones de euros).

Pero además de esta financiación a las AUC, añadió, la empresa también subvencionó a las guerrillas del Ejército de Liberación Nacional (ELN) y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) para el control de las plantaciones de banano.

Documentos judiciales mencionaron a diez empleados de la compañía –de los cuales no se reveló su identidad– que supuestamente participaron en los acuerdos ilegales y ayudaron a ocultarlos en libros de contabilidad de la empresa. La sentencia a Chiquita Bananas está fijada para el 1 de junio.

Questões contábeis: Como seria o registro da proteção no momento que foi realizado? Despesas operacionais? A empresa naquele instante deveria ter registrado um possível passivo?