Archive for the ‘Citigroup’ Category

Links

janeiro 22, 2008

1. Fasb e prováveis mudanças nas regras contábeis dos fundos de pensão?

2. Ainda a baixa contábil do Citi

3. Quem é melhor: Bill Gates ou Madre Teresa? Gates

4. Auditorias apoiam o IFRS

5. As crianças detestam palhaços

Ainda o Citi

janeiro 16, 2008

Crise do subprime leva Citi ao prejuízo de US$ 9,8 bilhões
Gazeta Mercantil – 16/01/2008

Nova York, 16 de Janeiro de 2008 – O Citigroup anunciou ontem que está levantando ao menos US$ 14,5 bilhões e reduzindo seus dividendos trimestrais em 41% para ajudar a sustentar uma base de capital debilitada por perdas em hipotecas de alto risco e crédito de consumo.

O maior banco dos Estados Unidos também divulgou seu primeiro prejuízo trimestral desde sua criação em 1998, atingido pela baixa contábil de US$ 18,1 bilhões relacionada à crise no mercado imobiliário norte-americano, mais US$ 4,1 bilhões relacionados ao aumento dos custos com crédito nos EUA.

O prejuízo líquido do Citigroup no quarto trimestre totalizou US$ 9,83 bilhões, ou US$ 1,99 por ação, praticamente o dobro da perda esperada por analistas, segundo a Reuters Estimates.

A instituição financeira cortou o dividendo trimestral de US$ 0,54 por ação para US$ 0,32 por ação, em uma iniciativa para economizar mais de US$ 4 bilhões por ano.

Aporte

O banco informou que está erguendo US$ 12,5 bilhões por meio de uma venda privada de títulos conversíveis. Entre os investidores injetando novo capital no banco estão o governo de Cingapura, o ex-presidente do Citi Sanford “Sandy” Weill e o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, o maior investidor individual do Citigroup.

O banco norte-americano pretende ainda oferecer outros US$ 2 bilhões em títulos conversíveis para outros investidores, e vender outros papéis.

“Estamos agindo para posicionar o Citi para o futuro, com o fortalecimento do capital que permitirá que o banco se concentre novamente em lucros e crescimento”, afirmou Vikram Pandit, presidente-executivo da instituição desde dezembro, em comunicado ontem.

Desde que eclodiu a crise do setor imobiliário nos Estados Unidos, o Citi vem perdendo valor de mercado. No ano passado, a instituição viu suas ações perderem 44,8% do preço em Bolsa. Na segunda-feira, o valor de mercado do banco pela cotação dos seus papéis era de US$ 144,7 bilhões, segundo dados da consultoria Economatica. Neste ano, também até segunda-feira, o valor de mercado do Citi encolheu 1,29%.

Cortes

O Citigroup anunciou também que fechará 4,2 mil postos de trabalho após ter informado o prejuízo recorde. O banco disse em comunicado divulgado ontem que a decisão sobre o corte de vagas gerou uma despesa de US$ 337 milhões no quarto trimestre do ano passado. O grosso desse custo afetou a divisão de valores mobiliários do banco, sediado em Nova York.

As demissões representam 1,1% do total do quadro de funcionários do Citi, de 375 mil empregados. Os cortes são os maiores anunciados por um banco ou corretora desde que instituições como o Citigroup, o Morgan Stanley, o Bear Stearns e o UBS começaram a divulgar prejuízos à medida que as perdas geradas pela inadimplência do setor de empréstimos imobiliários de alto risco (subprime) aumentaram.

“Os grandes prejuízos que eles estão informando inevitavelmente são o tipo de forças que impulsionam demissões”, disse John Challenger, principal executivo da empresa de recolocação Challenger, Gray & Christmas, de Chicago. “As empresas precisam cortar seus gastos para conseguir suportar esses períodos de sérios prejuízos.”

As instituições financeiras eliminaram mais de 153 mil postos de trabalho no ano passado, sendo que aproximadamente 86 mil vagas estavam relacionadas ao setor de empréstimos imobiliários, segundo dados compilados pela Challenger, Gray. Esse volume foi superior ao triplo dos 50,3 mil postos fechados em 2006.

O Bank of America, o segundo maior banco dos EUA, disse em outubro passado que fecharia 3 mil vagas, a maior parte delas na divisão bancária corporativa e de investimentos, após ter registrado cerca de US$ 2 bilhões em baixas contábeis e prejuízos relacionados à corretagem no terceiro trimestre.

Colaborou a Redação, de São Paulo(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 1)(Bloomberg News e Reuters)

Sobre o Citi

janeiro 16, 2008

A seguir uma série de links sobre o Citigroup e seu resultado:

1. Transcrição da apresentação dos resultados

2. O corte de dividendos

3. Pior resultado desde a depressão?

4. Citi corresponde a própria economia

5. Resumo da apresentação

6. Novo FMI: a salvação do exterior (figura)

Resultado do Citibank

janeiro 15, 2008

O Citigroup divulgou seu resultado: um write down de $18 bilhões (baixa de empréstimos de má qualidade) e perdas, para o trimestre, de $10 bilhões ou $1.99 por ação. Para um banco, isto é um desastre, pois isto significa que o Citi reduz o seu capital. A vantagem é o tamanho do Citi.

Mais informações, aqui, aqui

Citigroup e o balanço

janeiro 15, 2008

O mercado aguarda o balanço do Citigroup com novidades. Recentemente o grupo teve um reforço de capital do oriente para fazer frente aos problemas de empréstimos. A seguir duas reportagens sobre o assunto:

Citigroup deve anunciar corte de pessoal, dividendo menor e baixas contábeis, diz jornal
Valor + News – 15/01/2007

SÃO PAULO – O Citigroup deve anunciar um corte expressivo no dividendo, uma injeção de capital de ao menos US$ 10 bilhões e uma baixa contábil de mais US$ 20 bilhões em investimentos relacionados a hipotecas na apresentação de seu balanço do quarto trimestre, conforme pessoas a par dos planos ouvidas pelo Wall Street Journal (WSJ).

A edição de hoje do jornal reporta que o executivo-chefe da instituição, Vikram Pandit, também deve divulgar um programa de redução de custos que deve conter um enxugamento substancial de pessoal, de 20 mil vagas, sendo que 6,5 mil viriam da unidade de banco de investimento do Citi.

No ano passado, lembrou a publicação, a entidade disse que cortaria 17 mil funcionários, ou 6% de sua equipe global de mais de 300 mil pessoas.

Na matéria, consta ainda que o fundo soberano do Kuwait, o Kuwait Investment Authority (KIA), o Government Investment Corp. (GIC) de Cingapura, um fundo de investimento do governo, e o príncipe saudita Alwaleed bin Talal pensam em investir no Citigroup. Ao menos um fundo americano de administração de recursos deve tomar parte da injeção.

Em novembro do ano passado, o Citigroup recebeu US$ 7,5 bilhões da Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), fundo do governo de Abu Dhabi.

A rede de TV norte-americana CNBC já havia informado que as baixas contábeis do banco por conta de perdas com o mercado de crédito subprime poderiam chegar a US$ 24 bilhões e que 20 mil empregos estariam sob risco. Também comunicava que o banco poderia levantar até US$ 15 bilhões com vendas de participação acionária para investidores estrangeiros e norte-americanos.

Está previsto para hoje a publicação do balanço do Citi.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

Aqui outro texto sobre o mesmo assunto:


Citi pode perder US$ 24 bilhões Bolsas dos EUA sobem com aposta em juro menor CONJUNTURA Índice Dow Jones e Nasdaq têm a maior alta de 2008; bom resultado da IBM também anima os investidores
NOVA YORK
O Estado de São Paulo – 15/1/2008

O Citigroup, que perdeu a primeira posição no ranking de bancos americanos pelo critério de valor de mercado para o Bank of America, anuncia hoje seus resultados relativos ao quarto trimestre de 2007. A ansiedade entre investidores e analistas é grande, pois a instituição perdeu muito dinheiro com a crise das hipotecas de alto risco (subprime). A rede de TV americana CNBC informou ontem que a baixa contábil do Citigroup poderá atingir US$ 24 bilhões. Além disso, o banco deverá demitir até 24 mil pessoas, como parte de um plano abrangente para reduzir custos e levantar capital. Segundo a rede, os planos serão anunciados hoje.

O banco também pode anunciar que cortará o pagamento de dividendos aos acionistas. A CNBC disse, ainda, que o Citi poderá levantar até US$ 15 bilhões com a venda de participação para investidores domésticos e estrangeiros. Acredita-se que o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, o maior acionista individual do Citi, poderá aumentar sua participação no banco. O Wall Street Journal’ relatou que o China Development Bank poderá investir cerca de US$ 2 bilhões no Citi, apesar de o governo do país estar dividido quanto à aplicação. O britânico Financial Times’, por sua vez, deu conta de que o Kuwait Investment Authority poderá injetar até US$ 3 bilhões na instituição. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos e os resultados preliminares da empresa de informática IBM no quarto trimestre de 2007 animaram os investidores ontem e levaram as bolsas de valores americanas a obter as maiores altas de 2008. O Índice Dow Jones, o mais importante da Bolsa de Nova York, avançou 1,36% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 1,57%. A IBM disse, em comunicado, que anunciará formalmente na quinta-feira ter conseguido um lucro de US$ 2,80 por ação nas operações continuadas no quarto trimestre. Em igual período de 2006, o ganho foi de US$ 2,26. Para os investidores, o anúncio da IBM “foi uma bem-vinda surpresa”, segundo Chris Whitmore, que acompanha a empresa para o Deutsche Bank. Mas ele advertiu: “Ainda temos reservas em relação a 2008 e os resultados da IBM não mudam essa perspectiva.”

Pela manhã, um rumor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderia fazer um corte-supresa da taxa básica de juros antes mesmo de sua próxima reunião, nos dias 29 e 30, agitou as mesas de operações. A informação acabou não se confirmando, mas não tirou dos investidores o otimismo em relação a novas reduções da taxa. Os contratos de fevereiro de juros projetavam, no fim do dia, 100% de chance de um corte de 0,50 ponto porcentual na próxima reunião (que levaria a taxa atual de 4,25% para 3,75% ao ano) e 44% de probabilidade de uma redução ainda mais acentuada, de 0,75 ponto porcentual. Na sexta-feira, o contrato de fevereiro projetava 40% de chance de uma taxa de 3,5%.

O contrato de abril projetava ontem 82% de chance de uma taxa de 3,25% ao final da reunião do Fed que será realizada em 18 de março. Isso representa uma alta em relação à chance de 74% do juro a 3,25% projetada nos negócios na última sexta-feira.

REUNIÃO

O presidente do Fed, Ben Bernanke, reuniu-se ontem com a presidente da Câmara dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi. Antes do encontro, a deputada pelo Partido Democrata disse esperar que o Congresso e o Fed possam coordenar um plano para impulsionar a economia com o objetivo de evitar uma possível recessão nos Estados Unidos.

“Quero transmitir ao presidente do Fed as preocupações do povo americano sobre suas necessidades diárias e espero que possamos encontrar uma iniciativa bipartidária que reconheça a independência do Fed, mas com alguma coordenação, para que possamos ter um estímulo fiscal com certo alívio monetário”, disse Nancy. O governo George W. Bush está elaborando um pacote fiscal para estimular a economia. As medidas, que precisam ser aprovadas por deputados e senadores, devem ser anunciadas perto do dia 28 de janeiro, quando Bush fará no Congresso o discurso “O Estado da União”. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Links

dezembro 3, 2007

1. A história da Dow Jones

2. Citibank e JP Morgan juntos?

3. Marketing contra as notícias de corrupção – Siemens

4. A cerveja dos monges

Links

dezembro 2, 2007

1. Os grandes erros de investimento

2. Sobre o Citibank , uma crítica ao acordo da semana

3. Sobre o Citibank, um elogio ao acordo

4. Iasb lança guia de accountability

Ainda o Citi

novembro 28, 2007

Abu Dhabi se convertiría en uno de los mayores accionistas de Citigroup
Agence France Presse – 27/11/2007

NUEVA YORK, 27 Nov 2007 (AFP) – Un fondo de inversiones de la Unión de Emiratos Arabes se convertiría, con una inversión de 7.500 millones de dólares, en uno de los mayores accionistas de Citigroup, banco afectado por su exposición a los créditos a riesgo.

Pero este salvataje precipitado alimenta dudas sobre la solidez del primer grupo bancario estadounidense por sus activos.

Por una parte los mercados se aliviaron ante el aporte del emirato a un banco debilitado por la crisis de los créditos hipotecarios a riesgo (“subprime”). Por otro se inquietaron de que Citigroup tuviera que recurrir a la ayuda del emirato -a un alto costo- ya que le acordó intereses enormes.

Tras la caída de 3% el lunes, la acción Citigroup, que perdió 30% desde octubre, recuperó 1,74% a 30,32 dólares, pero permaneciendo sin embargo en sus niveles más bajos en cinco años.

“Esta recapitalización de Citigroup es una buena noticia. Cae como una bocanada de oxígeno”, comentó Peter Cardillo, analista de Avalon Partners.

“Pero el retorno a la estabilidad tiene un costo”, subrayó el Deutsche Bank, señalando que Citigroup aceptó remunerar los fondos aportados por Abu Dhabi al 11% anual, una tasa particularmente elevada.

En total, el banco deberá pagar a Abu Dhabi de aquí a 2010-2011 más de 1.700 millones de dólares en intereses.

“Esta tasa de interés elevada subraya los problemas de Citigroup, que paga cara la inversión de Abu Dhabi. Pero esta inversión refuerza su capital y muestra que el emirato lo considera como un valor positivo a largo plazo”, estimó Patrick O’Hare, de Briefing.com. “Pero esto no es la panacea: Citigroup se mantiene debilitado por la incertidumbre sobre la amplitud de su exposición a los ‘subprime'”, afirmó.

El aporte de Abu Dhabi será luego convertido en acciones Citigroup en 2010-2011, dando al emirato hasta 4,9% del capital del banco, del que se convertirá en principal accionista.

No es la primera vez que Citigroup es rescatado por un inversor del Golfo: su primer accionista ya es el príncipe Al Walid bin Talal, que posee 3,6% de Citigroup.

La suerte de Citigroup declinó en los últimos meses: aunque continúa siendo el primer banco del país en términos de activos, ocupa el segundo lugar por su valor bursátil, detrás de Bank of America, porque su acción perdió más de 30% desde comienzos de octubre, y 44% desde junio.

La crisis de los créditos de mala calidad socavó su contabilidad, obligándolo a depreciar su portafolios en más de 3.000 millones de dólares en el tercer trimestre, después de anunciar días más tarde de 8.000 a 11.000 millones adicionales en depreciaciones previstas para el cuarto trimestre.

El príncipe Al Walid, sacudido por las reiteradas depreciaciones, abandonó al presidente ejecutivo del grupo, Charles Prince, una de las figuras más prominentes de Wall Street, quien debió renunciar a su cargo a comienzos de noviembre. Citigroup, liderado por un presidente interino, busca un sucesor de Prince.

Citibank

novembro 28, 2007

O Citibank tem sido notícia nos últimos dias. Inicialmente, a estimativa de uma baixa contábil (For Banks, the Hurt Just Goes On — Citi’s $41 Billion Issue: Should It Put CDOs On the Balance Sheet?, David Reilly, The Wall Street Journal, 26/11/2007, c1), estimada em até 11 bilhões. Este fato foi considerado como um “reconsideration event”, relacionado com o Collateralized Debt Obligations (CDO). O valor destes ativos atinge a 41 bilhões.

Like other banks, Citigroup structured these vehicles so they wouldn’t be included on its books. The vehicles are created as corporate zombies that ostensibly aren’t owned or controlled by anyone. In that case, accounting rules say consolidation of such vehicles is determined by who holds the majority of risks and rewards connected to them.

To deal with that, banks sell off the riskiest pieces of the vehicles. This ensures they don’t shoulder a majority of the risk and so don’t have to consolidate the vehicles. The assessment of who absorbs the majority of losses is made when the vehicles are created.

(Clique aqui para ler mais)

Já o Valor Econômico (Citi prepara novo corte de pessoal, 27/11/2007) informa que o maior banco dos Estados Unidos está preparando medidas, que devem incluir um corte de pessoal.


Segundo fontes do Citigroup ouvidas pela CNBC, a empresa ainda não tem meta estipulada de corte em seu quadro de cerca de 320 mil funcionários. A emissora estimou a demissão entre 17 mil e 45 mil empregados.O Citigroup informou, em comunicado, que vem planejando formas de se tornar “mais eficiente e vantajoso em termos de custos para posicionar nossos negócios de acordo com as realidades econômicas”. “Quaisquer relatos sobre números específicos não são reais”, disse o banco. O banco informou ainda que as perdas com títulos ligados a hipotecas de risco podem chegar a US$ 11 bilhões. A estimativa inicial era de US$ 5 bilhões.