Archive for the ‘contabilidade internacional’ Category

Iasb e o Valor Justo

março 2, 2008

O Iasb está propondo uma discussão sobre a mensuração do valor justo (aqui). A proposta deverá ser concluída em 2010. Atualmente as normas internacionais de contabilidade exigem que alguns ativos, passivos e instrumentos financeiros sejam mensurados pelo valor justo. Entretanto, esta norma já tem alguns anos e o Board decidiu unificar e esclarecer certos itens. As normas estão dispersas e não são consistentes, conforme o próprio Iasb afirma. A proposta envolve, portanto, unificar as normas, mas também melhorar a definição de valor justo.

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O Impacto da adoção do IFRS no Canadá

janeiro 21, 2008

“No entanto, para conseguir que a maioria dos países concorde com a sua estrutura, o IFRS foi construído usando uma abordagem de menor denominador-comum. Em outras palavras, a menos das extenuantes exigências contábeis em cada área específica foi frequentemente selecionadas para garantir aceitação. Por conseguinte, deixa-se muito em aberto a interpretação e os executivos têm de assumir muitas hipóteses para preencher os buracos.”

IFRS accounting will make analysis tricky; Revenue, asset values will have new meanings – Al & Mark Rosen – Financial Post – 17/01/2008

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O texto faz uma série de críticas pela adoção da IFRS em relação às normas atuais do Canadá. Um exemplo é o reconhecimento da receita, que o autor considera “deficiente” e que “requer melhorias”.

Na primeira parte do texto (New accounting standards leave too much to chance; Vague wording means loopholes won’t be closed, Financial Post, 16/01/2008) o autor destaca os benefícios da contabilidade internacional.

IFRS ou US GAAP

dezembro 14, 2007

Um painel nos Estados Unidos discutiu sobre a adoção ou não do IFRS. Um dos painelistas deixou claro que a decisão irá depender de cada caso. Uma empresa como a IBM, multinacional com atuação de muitos países, possui mais vantagens em usar o IFRS do que uma empresa com atuação restrita aos Estados Unidos.

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Contabilidade no Japão

novembro 30, 2007

A The Economist de ontem traz uma série de reportagens sobre o Japão. Numa delas, destaca a contabilidade japonesa e as mudanças recentes:

“As regras contábeis estão mudando, forçando as empresas a fazer demonstrações consolidadas e evidenciar o fluxo de caixa e a mostra o desempenho das subsidiárias. Outra regre que mudou é a exigência das empresas em listas os ativos a valor de mercado”. As mudanças são consideradas drásticas por um analista.

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Frases

novembro 20, 2007

Duas frases revelam os dois lados da recente medida norte-americana de retirar a exigência de conciliação das normas internacionais para o Fasb, de empresas estrangeiras que negociam ações no mercado daquele país:

“Christmas has come early. This will save companies an awful lot of hassle”, John Cridland, deputy director-general of the Confederation of British Industry.

“Until genuine convergence is achieved, we harbour serious reservations about allowing US registrants to choose between IFRS and US Gaap reporting.” Jack Ciesielski do Investors Technical Advisory Committee (ITAC)

Fonte: US watchdog scraps need for two sets of accounts, Jeremy Grant e Jennifer Hughes, Financial Times, 16/11/2007

Normas internacionais

novembro 19, 2007

A adoção das normas internacionais ainda possui resistências nos Estados Unidos. Reportagem do Wall Street Journal destaca a decisão da SEC de não mais exigir a reconciliação com as normas norte-americanas de empresas estrangeiras com ações listadas no mercado dos EUA. Isto seria o primeiro passo para que as próprias empresas norte-americanas passem a adotar as normas internacionais, abandonando os US GAAP (normas de contabilidade dos Estados Unidos). Isto poderia simplificar a vida do investidor. Mas alguns problemas permanecem, em virtude das diferenças dos países, conforme destaca o texto:

Corporate News: Global accounting effort advances — U.S. loosens a rule on foreign firms; challenges remain
David Reilly and Kara Scannell
The Wall Street Journal Asia – 19/11/2007 – p 5

But even as the drive toward a global standard gains steam, potential problems loom. While markets are global, individual countries and regions differ on whether they should operate to benefit investors, companies or in some cases governments.

That could ultimately undermine a single set of standards if countries and regions take different approaches to formulating and applying the rules. A thicket of different interpretations could make a single set of rules unreliable for investors. That is why some critics say it is too early to move in this direction.

(…)
Some commissioners still worry it is too soon for a complete embrace of international rules. “If there is wide latitude . . . investors will not only lose confidence in the reliability of financial statements but also will lose the consistency that U.S. GAAP provides,” Commissioner Annette Nazareth said.

Despite the growing connections among international markets, countries and regions still differ sharply in who those markets are intended to serve first. In the U.S. and the U.K., markets are generally investor-driven. Financial statements, and the rules that govern them, are designed with investors’ needs generally taking priority over those of companies and auditors.

Elsewhere in Europe, investors’ needs often take a back seat to corporate or political goals. In China, meanwhile, companies, markets and investors are all subservient to the needs of the ruling Communist Party.

“I think you could have one set of standards, but given the differences in countries’ institutions and perceptions and views the implementation is going to be different and the enforcement is going to be different,” said Teri Lombardi Yohn, an associate professor of accounting at Indiana University who testified last month at a Senate subcommittee hearing on international standards.

Proponents of a single, global accounting system say sufficient protections could assure that the body that crafts international rules, the IASB, is buffered from political interference.

Separately, the SEC voted to propose overhauling offering documents, or prospectuses, issued by mutual-fund companies.

SEC e IFRS

novembro 19, 2007

A grande notícia da semana passada foi a possibilidade de empresas estrangeiras com ações negociadas no mercado norte-americano apresentar demonstrações contábeis segundo normas do IFRS (normas internacionais de contabilidade editadas pelo Iasb) sem a reconciliação com o US GAAP (normas norte-americadas de contabilidade). Esta notícia é um incentivo para o reconhecimento do IFRS como padrão para as normas internacionais mundiais. A seguir, uma notícia que resume este fato:

Contabilidade – SEC aceita IFRS como padrão para empresa de fora dos EUA
Gazeta Mercantil – 19/11/2007

São Paulo, 19 de Novembro de 2007 – A Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA) aprovou na semana passada que empresas não americanas com papéis listados nas bolsas do país passem a publicar seus demonstrativos financeiros seguindo as diretrizes das International Financial Reporting Standards (IFRS), sem a necessidade de reconciliação para o US GAAP.

Em comunicado, o órgão regulador explicou 2/3 dos investidores privados dos EUA detêm papéis de companhias de fora do país. “O objetivo é encorajar o uso das normas editadas pelo Iasb (International Accounting Standards Board, órgão responsável pela emissão das normas IFRS) no lugar de uma série de modelos diferentes em cada país”, diz no comunicado Christopher Cox, presidente do conselho da SEC.

Ainda de acordo com o documento, a grande maioria das empresas estrangeiras investidas usam o IFRS, padrão já abraçado por 107 países ao redor do mundo. A decisão já vale para demonstrações financeiras das companhias relativas ao exercício de 2007. Adicionalmente, a SEC que também fará consultas públicas em dezembro para colher opiniões sobre a proposta de permitir que as empresas norte-americanas também possam trocar o US Gaap pelo IFRS.

No Brasil

O assunto vem sendo acompanhado de perto pelas 34 empresas brasileiras com American Depositary Receipts (ADR) negociados nas bolsas de Wall Street, hoje obrigadas a usar o US Gaap. Segundo especialistas consultados por este jornal, a tendência é que elas migrem para o IFRS. Isso porque muitas delas já têm que apresentar suas demonstrações contábeis nesse modelo porque têm subsidiárias em países onde o IFRS é padrão. É o caso da Vale do Rio Doce, dona da canadense Inco, e da Gerdau, dona da Sidenor da Espanha. “É fácil prever que as empresas vão querer reduzir custos e optar pelo mais prático”, diz Eliseu Martins, da Fipecafi.

A Gerdau já se antecipou e, no mês passado, tornou-se a primeira empresa do País a usar o IFRS como padrão contábil internacional. Outras gigantes, como Itaú e Petrobras, já estão em processo adiantado de migração para esse modelo. De acordo com Martins, decisões recentes das autoridades regulatórias brasileiras vão acelerar a migração. Em julho, a CVM aprovou uma instrução tornando o IFRS como padrão obrigatório para relatórios contábeis das empresas abertas do País a partir do exercício de 2010.

Além disso, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que propõe tornar o IFRS como padrão brasileiro para todas as empresas. Nesta semana, o texto chega ao Senado, onde deve ser votado até janeiro de 2008, segundo previsão do relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, deputado Carlos William (PTC-MG).

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 3)(Aluísio Alves)

SEC e Normas internacionais

novembro 16, 2007

Atualmente os Estados Unidos exigem das empresas que publicam demonstrações contábeis pelas normas do Iasb que façam uma conciliação com a normas norte-americanas. Notícia divulgada dia 15 de novembro informa a decisão da SEC de permitir que as empresas adotem as normas internacionais sem esta exigência (fonte: aqui).

Nesta mesma data o Iasb parabeniza a decisão da SEC e lembra que esta decisão acompanha decisões idênticas da Comunidade Européia, Austrália, Hong Kong, África do Sul, Canadá, Índia, Coréia, Japão e China. O Brasil também é citado no comunicado: “No Brasil empresas abertas terão que usar as IFRSs em 2010” (Clique aqui para ler o comunicado)

Passos necessários para a convergência

outubro 26, 2007

Trechos de um artigo sobre convergência contábil:

Vital steps on the road to common global standards.
IAN MACKINTOSH – chairman of the UK’s Accounting Standards Board
Financial Times 25/10/2007 – Asia Ed1 – Page 19

(…) Whatever the conflicting views on certain aspects of certain standards, the overriding long-term benefits of convergence have not changed. They include comparability of company performance across borders, reduced compliance costs and the abolition of reconciliations. (…)

But equivalence without a proper basis in financial reporting has dangers. Do the investors really understand the financial position and performance of the capital seeker? Will they receive relevant and reliable information in years to come?

These are dangers that will exist as long as equivalence is accepted and could to a large extent be mitigated by making the vision of a single set of standards real.

(…) But this is a caricature of the debate. History and culture count for a lot and have polarised the debate.

No-one knows all the right answers and it would be better to approach the issues in the spirit of resolving differences rather than defending the status quo.

Differences need to be tackled in an objective way. Participants in the debate should understand the traditions that shape the opinion of others and all points of view need to be considered in a mutually respectful way.

The hard work and determination of the IASB and others is starting to bear fruit. The vision of a single set of high-quality global standards looks achievable, albeit with a lot more work and debate to come. It would be a shame if we let the scale of the task overwhelm the enormity of what we can achieve.

A Revolução Contábil

setembro 12, 2007

A contabilidade tem sido constantemente considerada uma área conservadora. Os contadores são conservadores, talvez pela busca pela retidão, pelo que diz as regras e a ciência. Mas talvez hoje esta idéia seja equivocada. Talvez sejamos revolucionários, como chamou a atenção Jennifer Hughes, numa reportagem do Financial Times (Blueprint of change fosters revolution, 10/09/2007). A adoção das normas internacionais, que representam um grupo de normas focada no investidor, traz uma mudança brusca para alguns países, como a França e a Alemanha, países citados na reportagem. Imagine no Brasil. Em outro texto, a mesma Jennifer Hughes, também no mesmo Financial Times (Fast adoption raises hopes of happy families, 10/09/2007) chama atenção para rapidez com que as regras do Iasb têm sido adotadas por diversos países (seriam agora mais de cem países no momento, incluindo líderes). Finalmente, Bruce destaca a questão das pequenas empresas neste processo. Todos os artigos estão reproduzidos a seguir.