Archive for the ‘CSN’ Category

Links

maio 9, 2007

1. CSN não leva em conta o sindicato na aquisição de siderurgia

2. O ex-diretor da Dow Chemical, o brasileiro J. Pedro Reinhard, demitido recentemente, busca compensação nos tribunais

3. Uma curiosidade matemática: Ulam Spiral.

Anúncios

Quem ganhou com a Corus?

fevereiro 5, 2007

Afinal, quem foi o vencedor da briga Tata x CSN? Clique aqui para ler

Links

fevereiro 1, 2007

Sobre a Tata x Corus, clique aqui para ler como a CSN ganhou com o leilão

Tata X CSN

dezembro 12, 2006

Segundo os jornais de hoje informam, a CSN cobriu a oferta da Tata pela Corus.

“Apenas um dia depois da nova proposta do grupo indiano, empresa brasileira eleva oferta para US$ 9,6 bilhões” (Estado de S. Paulo, CSN cobre oferta da Tata pela Corus, Agnaldo Brito)

“A CSN anunciou ontem uma nova proposta de 515 pence (centavos de libra) por ação da Corus, o que dá à empresa um valor total de US$ 9,6 bilhões (R$ 20,5 bilhões). A oferta revisada da Tata, anunciada no domingo, era de 500 pence por ação, ou US$ 9,2 bilhões.

A primeira oferta da Tata, pela Corus, anunciada no final de outubro, era de 455 pence por ação. A CSN entrou na briga no meio de novembro, anunciando que faria uma proposta de 475 pence por ação. Mas antes que oficializasse a proposta, a Tata deu um novo lance, no domingo. Ontem, a CSN voltou à disputa com uma oferta oficial contando, segundo a empresa, com o apoio de bancos internacionais.

O diretor-financeiro da CSN, Otávio Lascano, disse em teleconferência com analistas que, para garantir o negócio, a companhia já assegurou uma linha de financiamento de US$ 8 bilhões com os bancos Barclays, Goldman Sachs e ING.

Além disso, a empresa firmou uma linha de crédito de cerca de US$ 2,5 bilhões com o UBS e o Citibank. Em adição, a Corus teria US$ 650 milhões para fazer frente às necessidades de capital de giro.

(…) A compra do grupo anglo-holandês, 8º maior do mundo, significaria um enorme salto tanto para a Tata, 52ª maior siderúrgica do mundo, quanto para a CSN, 49ª do ranking: ambas passariam a ocupar o 5º posto na lista das maiores produtoras de aço. Ontem, as ações da Corus subiram 5% por causa do leilão entre as duas empresas.

A disputa acirrada pela Corus, apesar de o mercado não considerar a empresa um ativo de primeira linha, segue a lógica da corrida por fusões e aquisições na siderurgia mundial. As siderúrgicas buscam ganhar escala principalmente para aumentar seu poder de pressão para negociar o preço do minério, cujo mercado está nas mãos de poucas mineradoras.

(…) A CSN, apesar de enfrentar a desconfiança do mercado (as ações da empresa caíram ontem 2,32%), tenta mostrar os ganhos que terá com o negócio. As sinergias somariam US$ 750 milhões até 2009. Deste valor, US$ 450 milhões viriam da elevação do fluxo de caixa da Corus quando a empresa receber minério-de-ferro da Mina Casa de Pedra, da CSN.

Isso permitiria, segundo o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, ‘destravar’ os ativos de minério-de-ferro e elevar a produção para 50 milhões de toneladas por ano. A outra parte dos ganhos (US$ 300 milhões) viria das economias de uma operação global.

A ponderação mais ouvida entre analistas sobre a elevação do preço pela Corus é a de que essa disputa pode ‘destruir valor’, ou anular esses ganhos que a CSN imagina obter depois de fechar o negócio. ‘Há um limite para estas ofertas, não sei se a CSN chegou nele, mas há um limite’, diz Pitchon. O Banco Merrill Lynch distribuiu avaliação de que o limite da siderúrgica brasileira seria de US$ 9,9 bilhões.

Rodrigo Ferraz, analista de siderurgia da Brascan Corretora, diz que os ganhos obtidos pela CSN não se resumem aos US$ 750 milhões. O controle da Corus dará à CSN acesso ao mercado europeu e norte-americano, algo que o Brasil só tem acesso parcialmente. A CSN poderá, no médio e longo prazo, segundo ele, criar novas usinas de chapas no Brasil e mandar para laminação nas plantas da Europa.”

Na Folha de hoje (Financiamento da compra é complexo, PETER MARSH, do “FINANCIAL TIMES”) informa:

“Tanto para a Tata Steel quanto para a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), descobrir a maneira correta de obter financiamento para suas propostas de adquirir a Corus foi um processo complicado.

O grupo indiano e o brasileiro estão tentando adquirir uma empresa que produz três vezes mais aço do que eles, e era necessário descobrir um mecanismo que permitisse financiar pouco mais de US$ 10 bilhões.

A oferta inicial de US$ 10 bilhões que a Tata Steel apresentou pela Corus praticamente naufragou devido à complexidade do pacote de empréstimos proposto, de acordo com uma pessoa envolvida na transação. O maior problema era criar um conjunto de empréstimos levando em conta a complexa mistura de passivos das usinas da Corus na Holanda e no Reino Unido.

O banco de investimento Credit Suisse foi convocado para especificar um mecanismo que permitisse obter um empréstimo de 3,3 bilhões de libras, que formou a base da proposta da Tata Steel. A dívida seria registrada como parte da contabilidade da Tata Steel e seu ressarcimento seria coberto pelo fluxo de caixa futuro.

O Deutsche Bank e o ABN Amro também forneceram parte do dinheiro envolvido no empréstimo de 3,3 bilhões de libras. Outros 2,2 bilhões de libras foram investidos pelo grupo industrial Tata, principal acionista da Tata Steel. O mesmo pacote básico de financiamento estava em jogo na nova oferta da Tata Steel, no valor de 5,5 bilhões de libras, anunciada no domingo.

A nova oferta da CSN, no valor de 5,7 bilhões de libras, emprega alguns dos mesmos mecanismos que o pacote de financiamento desenvolvido pelo Credit Suisse, a fim de ressarcir parte das dívidas contraídas pela CSN por meio do fluxo de caixa futuro do grupo. A maior parte do dinheiro foi obtida em forma de empréstimo por três bancos -Barclays, ING e Goldman Sachs-, enquanto outra parcela dos recursos viria de um pacote de empréstimos separado no valor de 1,6 bilhão de libras, com dinheiro fornecido pelo Citigroup e pelo UBS.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

A briga pela Corus

dezembro 11, 2006


A briga entre a CSN e a Tata pela Corus prossegue. A Tata agora oferece 9,2 bilhões de dólares pela siderúrgica da Europa. A CSN estava preparando para oficializar o lance que tinha feito na semana passada (8,1 bilhões). A primeira oferta da Tata era de 7,6 bilhões.

Quem ganhar sobe no ranking dos produtores de açõ. Ambos ficariam em quinto lugar

Segundo o jornal Estado de S. Paulo de hoje, a direção da companhia será obrigada a recomendar esta nova proposta da Tata para os acionista. “Analistas de mercado dizem que, se a CSN tivesse feito sua oferta há 12 meses, teria levado a Corus por um valor de 300 pence por ação.” (contra os 515 da atual oferta)

CSN e Usiminas

novembro 9, 2006

Os resultados da CSN e Usiminas foram afetados pelo câmbio e pela despesa financeira. Talvez a situação melhore nos próximos meses com a mudança cambial. A seguir reportagem do Estado de hoje sobre o tema:

CSN e Usiminas ganham menos

Perdas com o câmbio e com operações financeiras afetam o desempenho das siderúrgicas

Agnaldo Brito

O lucro líquido da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Usiminas caiu no terceiro trimestre deste ano, de acordo com os balanços das duas empresas divulgados ontem. Segundo analistas, o aumento de despesas financeiras foi responsável pela queda do lucro. Apesar da redução além da expectativa do mercado, os analistas continuam confiantes no desempenho das duas empresas e mantém recomendação de compra dos papéis.

A tendência de retomada do crescimento da economia brasileira faz com que as expectativas sobre o desempenho das empresas no mercado interno melhore nos próximos meses. “A situação do setor é boa. Ainda que haja queda de preços no mercado internacional, a tendência de retomada do crescimento da economia brasileira garante um bom desempenho”, afirma Pedro Roberto Galdi, analista de mineração e siderurgia do ABN Amro.

A CSN apurou um lucro líquido 35% mais baixo do que o registrado no penúltimo trimestre do ano passado, o valor nominal baixou de R$ 516,8 milhões para R$ 334,2 milhões. Segundo Galdi, a despesa financeira da CSN cresceu substancialmente no último trimestre.

O saldo negativo do segundo trimestre deste ano para o terceiro subiu de R$ 101 milhões para R$ 437 milhões. “A informação no balanço é de que foi uma operação com derivativos a responsável por esse resultado”, explica. A explicação sobre a operação que impactou o resultado do trimestre deverá ser dada hoje, quando a diretoria financeira da empresa irá fazer a apresentação do balanço.

USIMINAS

O desempenho da Usiminas foi melhor que o da CSN, embora o lucro também tenha sido afetada por um resultado financeiro ruim. A siderúrgica obteve, segundo balanço, lucro líquido de R$ 715 milhões no trimestre, uma redução de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor atingiu R$ 728 milhões.

Galdi, do ABN Amro, esperava um lucro líquido ligeiramente melhor, principalmente em razão da expectativa sobre a elevação do faturamento da companhia. A receita líquida da Usiminas chegou a R$ 3,127 bilhões e a expectativa do analista era de R$ 3,3 bilhões.

O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, disse ontem que os principais fatores para a queda do lucro líquido da Usiminas no terceiro trimestre foram o câmbio e os preços menores dos produtos siderúrgicos. Apesar disso, ele apontou que o resultado foi melhor que o esperado. Ele explicou que, no acumulado de janeiro a setembro de 2005, o dólar médio esteve cotado a R$ 2,50, enquanto que, no mesmo período deste ano, a média foi de R$ 2,18. Soares afirmou ainda que os preços dos produtos siderúrgicos neste ano será menor do que o praticado no ano passado. “A demanda interna era muito grande no ano passado”, disse.

Para Cristiane Viana, analista de siderúrgica e mineração da Ágora Senior, o resultado da Usiminas foi considerado bom, embora tenha registrado ligeira queda do lucro líquido. “A Usiminas superou as expectativas. A pequena queda no lucro não chega a ser preocupante. A recomendação de compra das ações da empresa está mantida”, diz Cristiane.

Sobre a CSN, a analista considerou o resultado do 3º trimestre normal e não acredita que a redução do lucro irá comprometer o balanço final do ano. Ela lembrou que o problema com uma operação de derivativos no item “despesas financeiras” influenciou negativamente o lucro líquido. Segundo ela, foi uma operação de tesouraria a responsável pelo efeito negativo.

COLABOROU RAQUEL MASSOTE