Archive for the ‘Cuba’ Category

Contabilidade e Auditoria em Cuba

maio 11, 2007

Cuba também utiliza auditoria e contabilidade para combater a corrupção. Segundo notícia da Agencia EFE (11/05/2007 – Cuba empieza a destapar la caja de los truenos de la corrupción, por José Luis Paniagua)

(…) Los problemas de auditoría y contabilidad han sido denunciados reiteradamente en la isla, pero el diario “Granma”, órgano oficial del Partido Comunista de Cuba, hizo el miércoles una escueta referencia a los problemas bancarios por primera vez.

La directora de Verificaciones de la Fiscalía General de la República, Sabó Herrera, reveló al diario la existencia de “grietas en el sistema bancario que facilitan operar cuentas sin el debido control”.

El vicepresidente del Banco Central de Cuba, Jorge Barrera, indicó a Efe que “casos de fraude existen en todos los sistemas financieros, incluso en los países más avanzados” y que “aunque se tenga un control bueno de una situación, fraude siempre hay”.

“En nuestra opinión está bien controlado” en Cuba, señaló Barrera, que consideró que los casos de fraude que se puedan dar en en la isla son limitados.

El Ministerio de Auditoría y Control reconoció a mediados de abril las deficiencias de los actuales controles de contabilidad, fundamentalmente de carácter financiero, la necesidad cambiar la “mentalidad” de los auditores y la puesta en marcha de mecanismos para hacer más efectivo el control.

“Esa pregunta nos la estamos haciendo. ¿Cómo hacer más útiles las auditorías para nuestra realidad?, ¿cómo evitar que a una empresa le pasen en el año a veces dos o tres auditorías y aparentemente está bien y después estalla la bomba?”, dijo la entonces ministra de Auditoría, Lina Pedraza, destituida del cargo un mes después.

(…) Un experto señaló que “no se puede inferir el tamaño del problema” por la información de “Granma”, aunque “confirma la sospecha que tenemos de que hay un problema en el sistema financiero”. (…)

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Contabilidade em Cuba

fevereiro 15, 2007

Do El Cronista Comercial

La economía cubana padece desorganización crónica y baja productividad; precios estatales altos y salarios estatales bajos; contabilidad mala; disciplina laxa y corrupción.

(Cuba se acerca al modelo económico chino, tradução do texto de Marc Frank, originalmente publicado no Financial Times, 15/02/2007)

Cuba quer aprender contabilidade

novembro 16, 2006


A mudança provável no comando de Cuba, de Fidel para Raúl Castro, deve trazer também alterações sob a forma como os negócios são feitos na ilha. Reportagem de hoje do Wall Street Journal informa que Raúl tenderia a adotar o modelo chinês, sendo que os militares teriam um papel importante no controle da economia. O texto afirma que nos anos 90 Raúl enviou militares para diversos países para aprender contabilidade. As fábricas controladas pelos militares estão utilizando a contabilidade e os incentivos à gerência.

Abaixo, a reportagem completa:

Sob comando de Raúl Castro, militares cubanos erguem império empresarial
November 16, 2006 4:05 a.m.

Por José de Córdoba
The Wall Street Journal

No auge da Guerra Fria, os soldados de Cuba viraram uma lenda na ilha quando avançaram sobre linhas inimigas, derrotando o exército sul-africano em Angola. Agora, os generais cubanos estão aplicando táticas capitalistas para tentar melhorar o lucro em negócios que vão de plantar feijão a administrar hotéis e companhias aéreas.

As Forças Armadas Revolucionárias de Cuba alugam quartos para turistas por meio da Gaviota SA, o conglomerado hoteleiro de crescimento mais rápido na ilha. Eles vendem charutos Havana, mascateiam produtos diversos por meio de uma rede varejista em toda a ilha e servem jantares com lagosta no restaurante Divina Pastora, no Castelo do Morro, um dos principais pontos turísticos de Havana. Os militares também têm uma mão forte na alocação de minas de níquel e no arrendamento de lotes marítimos para exploração petrolíferas. O Instituto de Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami estima que os militares controlem mais de 60% da economia da ilha.

O papel econômico dos militares deve provavelmente ficar ainda mais crítico depois da morte do adoecido líder de Cuba, Fidel Castro, que tem 80 anos e muitos acreditam estar morrendo de câncer. Embora Castro tenha se oposto decididamente a reformas econômicas durante os 47 anos de seu regime comunista, seu irmão mais novo e sucessor designado, Raúl, mostrou um profundo interesse em experiências de livre mercado no passado. Como ministro da Defesa desde a revolução de 1959, ele freqüentemente viu os militares como seu laboratório.

Com Raúl e os militares no comando da economia, o país pode estar prestes a seguir o que os cubanos chamam de “modelo chinês” de liberalização. Isso significa fazer experiências com incentivos de mercado numa das poucas economias comunistas que ainda restam no mundo, e ao mesmo tempo tentar manter um rígido controle político. Está longe de ser uma certeza que um possível governo Raúl Castro possa realizar uma transformação ao estilo chinês. A China, por exemplo, não está localizada a somente 150 quilômetros dos Estados Unidos e de uma abastada comunidade de exilados que querem remoldar sua terra natal seguindo uma linha americana. E é possível que os militares possam agir para aumentar o monopólio — e as oportunidades de corrupção — depois da morte de Fidel, sufocando toda concorrência.

Mas as sementes da reforma econômica em Cuba podem ser mais fortes do que muitos suspeitam. Uma prova: Raúl viajou para a China várias vezes para estudar as políticas econômicas de Pequim e em 2003 convidou o principal assessor econômico do então primeiro-ministro chinês Zhu Rongji, que teve um papel importante na abertura da China ao comércio e investimentos externos, para dar uma série de palestras em Cuba. Fidel Castro, que se opõe radicalmente a reformas, foi uma ausência notável, diz Domingo Amuchástegui, um ex-oficial de inteligência cubano que atualmente mora nos EUA e acompanha de perto os acontecimentos políticos na ilha.

Nos anos 90, Raúl enviou oficiais, que tinham sido treinados em prestigiosas escolas militares soviéticas, para aprender administração hoteleira na Espanha e contabilidade na Europa, América Latina, Ásia e Canadá. Durante um tempo, livros de administração de empresas como Vencendo a crise: como o bom senso empresarial pode superá-la, de Tom Peters e Robert H. Waterman, viraram leitura obrigatória para oficiais que quisessem avançar na hierarquia, diz Eugenio Yañez, um economista que deu aulas de administração a oficiais do exército no Instituto Superior de Direção da Economia, de Havana.
[cuba]

Raúl, atualmente com 75 anos, também adotou uma contabilidade e incentivos à gerência de estilo capitalista para gerir fábricas controladas pelos militares que fazem desde uniformes até munição. Em alguns casos, os trabalhadores receberam um incentivo financeiro. Essas reformas, chamadas em espanhol de “perfeccionamiento empresarial”, embora modestas pelos padrões de países desenvolvidos, foram reformas de ponta para Cuba.

Na maior parte de sua carreira, Raúl Castro foi considerado um comunista durão, até brutal, cuja mão, como ele mesmo diz, “não tremeu” em 1989 quando ordenou a execução de um ex-colega próximo que passou a ser tido como perigoso para o regime. Alguns analistas não acham que ele tenha mudado muito desde então. “Ele é um stalinista”, diz Jaime Suchlicki, um analista de Cuba da Universidade de Miami, que prevê que Raúl vá recorrer a mais repressão depois que Fidel morrer.

Nas últimas semanas, cresceu a especulação sobre os problemas de saúde de Fidel.

Com o irmão incapacitado, Raúl adotou uma retumbante linha comunista. “Quando os EUA dizem que deve haver transição em Cuba, eles querem dizer uma volta vergonhosa ao lixo neocolonial do capitalismo que eles impuseram a este país durante 60 anos”, disse ele a uma platéia de líderes sindicais estatais em setembro.

Mas muitos observadores de Cuba acreditam que declarações assim tenham por objetivo dar cobertura política a Raúl, que ficou mais pragmático com a idade e tem buscado maneiras de melhorar o fraco desempenho econômico de Cuba, especialmente depois que a União Soviética acabou com os subsídios à ilha em 1990. Entre 1989 e 1993, o produto interno bruto de Cuba caiu 35%, enquanto o comércio externo do país despencou 75%, diz Carmelo Mesa-Lago, um economista da Universidade de Pittsburgh.

Com o padrão de vida afundando, moradores de Havana começaram a comer os gatos da cidade. Uma epidemia de neuropatia óptica, causada por deficiências na nutrição e que provoca cegueira temporária, derrubou cerca de 35.000 cubanos. Para Raúl, a segurança econômica tornou-se uma parte crítica da segurança nacional. “O feijão é mais importante que o canhão”, disse a soldados em 1994.

Desesperado para cortar custos, Raúl reduziu o número de militares de cerca de 300.000 em 1990 para cerca de 45.000 atualmente, de acordo com Frank O. Mora, um especialista em forças armadas cubanas da Universidade da Defesa Nacional, de Washington. Para revitalizar a economia, ele promoveu inovações, como feiras livres e a condição de autônomo para bombeiros, cabeleireiros e outros pequenos empreendedores.

À época, Fidel Castro autorizou relutantemente as mudanças, porque Cuba tinha pouca alternativa. Os irmãos Castro nomearam oficiais militares e de inteligência, que eram seus defensores de mais confiança e mais leais, para atrair capital estrangeiro.

Um estudo do Fundo Monetário Internacional em 2000 disse que as limitadas reformas promovidas por Raúl foram “instrumentais” em ajudar a recuperar a economia em meados dos anos 90. Mas então Fidel Castro reprimiu as reformas, argumentando que elas estavam enfraquecendo a revolução. A economia começou a estagnar novamente. Agora, Cuba depende de cerca de US$ 2 bilhões anuais em subsídios para combustível fornecidos pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e centenas de milhões de dólares de investimentos chineses em minas de níquel.