Archive for the ‘desempenho’ Category

TCU cobra mais resultado da CEF

novembro 28, 2007

TCU cobra explicação da Caixa para calote
Geralda Doca e Bruno Rosa, O Globo – 27/11/2007

BRASÍLIA e RIO – O fraco resultado apresentado pela Caixa Econômica Federal no terceiro trimestre pode desencadear uma auditoria. No período, o lucro líquido da Caixa registrou queda de 89,4%, passando de R$ 590 milhões em igual período de 2006 para R$ 62,5 milhões, influenciado pelo calote de pequenas empresas. O procurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, disse, em entrevista ao GLOBO, que pretende pedir informações à instituição sobre o que qualificou de ”pífio resultado”. Dependendo das explicações, ele vai avaliar com a secretaria do órgão a necessidade de uma investigação mais profunda nas contas.

A intenção do procurador é esclarecer se houve erro estratégico na generalização do crédito, sem exigir garantias, por exemplo, ou se o calote decorreu da concentração de financiamentos em poucos contratantes, o que poderia configurar favorecimento. Neste último caso, explicou Furtado, o TCU poderá punir os responsáveis e pedir seu afastamento do cargo.

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Mulheres e Desempenho

novembro 7, 2007

Empresas com elevadas percentagens de mulheres com o cargo de diretores superam significativamente as empresas com pouca ou nenhuma mulher nesta função (…)

constatou que as maiores empresas (Fortune 500) com o maior participação de mulheres com o cargo de diretores superaram aqueles com o mais baixo em cerca de 53%, em média de retorno sobre o capital próprio. (…)

Fonte: Aqui

Vida pessoal do executivo e desempenho da empresa

setembro 5, 2007


Morte de sogra de executivo afeta a empresa? Alguns estudos dizem que sim
Mark Maremont – 05/09/2007
The Wall Street Journal

Será que os acionistas de uma empresa deveriam se importar se o filho do presidente morre? E se for a sogra?

Questões desse tipo normalmente não fazem parte de decisões de investimento. Mas talvez deveriam, de acordo com um estudo recente feito por três professores de finanças. A partir de dados detalhados do governo dinamarquês sobre milhares de empresas, os professores puderam estudar a relação entre as mortes nas famílias de presidentes de empresas e a lucratividade das empresas ao longo de uma década.

O estudo descobriu que o lucro cai, em média, quase 20% nos dois anos depois da morte de um filho do diretor-presidente. Quanto à sogra do executivo, velhas piadas parecem ter um fundo de verdade: os pesquisadores chegaram à conclusão de que a lucratividade tende, na média, a crescer levemente depois que ela morre.

O estudo é parte de uma nova e polêmica área de pesquisas financeiras, que se aprofunda na vida privada e na personalidade de presidentes para encontrar ligações com o desempenho das empresas. Ela é resultado da propensão de se tratar os presidentes executivos como fundamentais para as corporações que eles dirigem. Se o desempenho deles é tão vital, dizem esses pesquisadores, faria sentido que os investidores quisessem saber qualquer coisa que poderia afetá-lo.

“Quando vamos ao hipódromo, estudamos o cavalo”, diz David Yermack, um professor de finanças da Universidade de Nova York. “Investir não é muito diferente. Queremos saber o máximo possível sobre o jóquei.”

Um estudo do qual ele foi um dos autores analisou as compras de casas dos executivos. Constatou que, na média, as ações de empresas dirigidas por executivos que compram ou constróem megamansões têm um desempenho bem inferior ao da média do mercado. Os pesquisadores não sabem por que isso acontece. Eles teorizam que esses executivos podem estar mais preocupados em desfrutar sua riqueza do que trabalhar duro.

Um dos executivos incluídos no estudo foi Trevor Fetter, diretor-presidente da cadeia de hospitais americana Tenet Healthcare Corp., que comprou uma casa de 934 m2 na região de Dallas no início de 2005. Desde então, as ações da Tenet acumularam uma queda de mais 60%, enquanto o mercado acionário em geral subiu. Um porta-voz da Tenet disse que a empresa conhecia o estudo, mas não tinha comentários.

Outro grupo de pesquisadores encontrou desempenho abaixo da média, tanto em lucros quanto nas bolsas, em empresas lideradas por executivos que recebem prêmios, como os de melhores administradores dados pela imprensa. A teoria: depois que se tornam estrelas, alguns presidentes executivos gastam mais energia a escrever autobiografias e participar de conselhos de outras empresas do que dirigindo suas próprias.

Dois professores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, tentaram recentemente classificar diretores-presidentes de empresas de tecnologia com base em seu nível de narcisismo. Eles examinaram informações como o tamanho de suas fotos nos balanços anuais e com que freqüência falam na primeira pessoa do singular em entrevistas à imprensa. Os autores concluíram que executivos narcisistas tendem a assumir riscos maiores, causando oscilações mais fortes na lucratividade de suas empresas. O estudo, chamado “It’s All About Me” (algo como “Tudo Gira em Torno de Mim”), será publicado na “Administrative Science Quarterly”, publicação da Universidade Cornell.

A nova linha de pesquisa suscita algumas questões espinhosas sobre privacidade. Se ela se intensificar, a vida dos executivos pode se tornar como a dos políticos ou estrelas de cinema, vasculhada intensamente pelo público? Pesquisadores dizem que uma nova área perfeita para estudo é o possível impacto de divórcios e “esposas-troféu” no desempenho das empresas.

“Acho difícil imaginar que se eu tivesse um filho doente isso seria da conta de qualquer pessoa”, diz Jerry W. Levin, presidente do conselho da varejista americana Sharper Image Corp. e ex-diretor-presidente da Revlon Inc. “Presumir que por causa de algo que se passa na minha vida pessoal minha empresa será afetada é loucura. Eu sequer perguntaria esse tipo de coisa para meus próprios empregados, meus próprios executivos.”

Por outro lado, os executivos talvez gostassem de saber que os estudos concluem de maneira geral que os presidentes importam para o desempenho de suas empresas. Isso reforça o lado deles na discussão sobre remunerações de executivos.

Alguns investidores dizem que gostariam de receber mais informação sobre as vidas privadas dos executivos, desde que não seja muito intrusiva. “Bisbilhotar pessoas que têm um filho com leucemia, isso é um pouco de invasão”, diz Scott Black, diretor-superintendente da Delphi Management Inc., uma administradora de recursos de Boston. Mas Black diz que não investe em empresas que gastam excessivamente em sedes e mobília, e diz que “seria de nosso interesse” saber que um presidente comprou uma mansão gigantesca, um iate ou um quadro de US$ 20 milhões.

Já conhecia um estudo sobre a morte abrupta do executivo de uma empresa e a sua rentabilidade. Quanto ao desempenho dos executivos que tornam-se estrelas, uma possível explicação encontra-se na reversão à média.

Desempenho dos executivos

agosto 20, 2007

Sobre a notícia do NYTimes (aqui) onde se comprova a relação entre destaque dos executivos na imprensa e redução na qualidade do desempenho das empresas, Barry Ritholtz (aqui) destaca um ponto interessante: há uma confusão entre correlação e causação. O fato de uma coisa ocorrer próxima a outra não significa que uma causou a outra.

Desempenho de executivos e destaque na imprensa

agosto 19, 2007

O NY Times de 18/08/2007 pergunta a razão pela qual um executivo que é destaque na imprensa perde desempenho após as notícias. Uma explicação da reportagem é que o executivo distrai com a “glória”. Entretanto, uma explicação mais plausível é uma coisa chamada “reversão a média”.

Diferença de Desempenho

agosto 3, 2007

Paserman fez uma análise comparativa entre jogadores de tênis. Uma partida de tênis é um campo de pesquisa interessante para uma análise estatística pois o resultado é bem definido: um ponto pode ser obtivo por um “winner” (um ponto que é conseguido sem que o adversário toque na bola), um erro forçado ou um erro não forçado.

A análise da probabilidade depende do desempenho anterior dos jogadores. Um exemplo citado no artigo: no jogo de Federer e Nadal em Wimbledon em 2006, nas finais, a probabilidade de vitória de Federer era de 65,1%. Mas vencer o primeiro ponto (onde Federer tinha o saque) aumentava a probabilidade vencer a partida para 65,7% e perder o ponto reduzia a probabilidade para 63,6%. Em outras palavras, vencer o primeiro ponto do jogo tinha uma importância de 2,1%. (Paserman descobriu também que este não foi o ponto mais importante da partida).

Usando dados de 238 partidas de Grande Slam, Paserman chegou a uma conclusão muito interessante entre o gênero (este é o nome “correto” para definir o sexo dos jogadores). Enquanto que nos homens o desempenho não varia muito dependendo da importância do ponto, o desempenho das mulheres era significativamente inferior quando os pontos eram importantes.

Seria uma constatação da reação do gênero diante de uma situação de pressão? Talvez seja difícil fazer uma inferência tão forte.

Além disto a pesquisa comparou o desempenho dos jogadores mais fortes (o critério foi a força do saque) e o desempenho, Paserman encontrou que jogadores mais fracos são menos agressivos e fazem mais erros não forçados em pontos importantes.

Pesquisa: Incentivo financeiro e Desempenho em Hospitais

julho 20, 2007

Pagar dinheiro extra para hospitais não melhora de forma significativa seu desempenho no tratamento de ataque do coração. Os incentivos financeiros têm sido considerados como importante por alguns especialistas. Clique aqui para ler mais

Satisfação do Cliente e Desempenho Financeiro

maio 23, 2007


Uma estratégia de investimento é apostar nas empresas que possuem alto escore de satisfação dos clientes. Um artigo publicado no Journal of Marketing (via Big Picture) encontrou que as empresas com maiores índices de satisfação dos clientes (American Customer Satisfaction Index – ACSI) possuem um desempenho superior no mercado, com retornos de 40%.

Apesar da amostra ter uma problema temporal, considerou somente o período de 1996 a 2003, o gráfico é bastante ilustrativo. A linha continua representa o retorno das empresas com maiores índices de satisfação do cliente (20% melhores) e a pontilhada o mercado. No primeiro gráfico a comparação é com Dow Jones; no segundo, com SP; e no terceiro, com a Nasdaq.

Mansão e Desempenho

abril 2, 2007

Em Where are the Shareholders’ Mansions? CEOs’ Home Purchases, Stock Sales, and Subsequent Company Performance dois pesquisadores, Crocker Liu, da Arizona State University, e David Yermack, da New York University – Stern School of Business, procuram estabelecer uma relação entre os retornos das ações da empresa e a casa do CEO. Eles descobriram que, ao comparar as residências dos executivos e o índice da SP500, os executivos que compraram casas, o desempenho futuro da empresa é inversamente proporcional. Veblen explica?

Desempenho das Empresas Abertas

dezembro 24, 2006


Também da Folha de hoje (Lucro de empresas abertas mais que triplica na era Lula, ADRIANA MATTOS)

Nos quatro anos de governo Lula, o lucro das empresas de capital aberto no país mais que triplicou e a receita com vendas foi engordada em um terço em relação ao governo anterior, de FHC. Siderúrgicas, mineradoras e empresas de telefonia foram as que mais ganharam, informa levantamento da Economática para a Folha. Mas os resultados não são reflexo de medidas governamentais que favoreceram o desempenho do setor privado, diz Fernando Exel, presidente da consultoria. (…)

Os elevados ganhos com exportação explicam a escalada nas vendas -mesmo com o tropeço do câmbio, que afetou a rentabilidade das vendas externas. Quanto aos lucros, a redução na despesa financeira das companhias afetou diretamente esse indicador de forma positiva. Isso porque o dólar barato diminuiu o valor das dívidas na moeda americana.

Outras razões, ligadas a processos de redução de custos e reestruturação dos negócios de companhias nos últimos anos, também tiveram peso. (…)

De 2003 até setembro de 2006, quando os últimos números foram publicados pelas companhias, a receita com vendas somou R$ 1,4 trilhão. Falta somar a performance de outubro a dezembro, que deve puxar o número para cima.

Nos quatro anos de governo tucano de 1999 a 2002, esse montante foi menor, de R$ 1 trilhão. A expansão de 32,3% equivale a um aumento de 8% ao ano -superior ao crescimento anual do PIB na era Lula, de 2,65% (taxa média baseada em estimativas para 2006).

(…) Quanto ao lucro líquido, ele pulou de R$ 40,2 bilhões para R$ 140,7 bilhões, uma elevação de 250%, ou seja, duas vezes e meia maior. As empresas privadas que mais lucraram nos anos de governo petista foram Vale do Rio Doce, Usiminas, Gerdau, Cemig e Telemar Norte Leste.

(…)