Archive for the ‘dinheiro’ Category

Causando inveja …

outubro 9, 2007


A foto mostra mais de 200 milhões de dólares em dinheiro, que a polícia mexicana obteve dos traficantes mexicanos. Fonte:

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Ter Dinheiro pode ser problema

maio 14, 2007

Geralmente associados o fato de ter dinheiro como algo positivo. Este é um dos enganos, que nos alerta para as “regras de bolso” da análise econômico-financeira (algo como “maior, melhor”).

Quando uma empresa possui muito dinheiro, é necessário ter um plano de ação para o investimento que será realizado. Vale uma regra simples: o retorno do investimento deve ser compatível com o retorno esperado pelo acionista. Se a empresa aplicar os recursos a uma rentabilidade de 2% ao ano provavelmente o acionista terá mais alternativas interessantes para este recurso. Nesta situação, é interessante que a empresa distribua o dinheiro que possui sob a forma de dividendos, pois o acionista saberá gastar melhor estes recursos.

A presença de um elevado volume de dinheiro pode ser problemática se abrir uma discussão sobre como gastá-lo. Isto também ocorre com um país.

No Wall Street Journal de 14/05/2007 tem uma reportagem sobre o Chile, país que se beneficia com a alta do cobre (Chile poupa renda obtida com alta do cobre para se proteger quando ele cair, 14/05/2007, de Bob Davis). O Chile está poupando estes recursos para evitar um problema social e político quando o preço da matéria-prima cair, algo que Venezuela, por exemplo, não está fazendo.

SANTIAGO, Chile — Com os preços do cobre em alta, o Chile está abarrotado de dinheiro. Acredite ou não, isso pode ser um grande problema.
Bonanças de recursos naturais quebraram países instáveis do Oriente Médio e da África por causa da corrupção e de guerras. Mesmo países ricos têm dificuldade em lidar com booms de commodities, que podem valorizar a moeda local, fragilizar exportadores e gerar farras insustentáveis de importados.

A economia da Holanda estagnou depois que ricos depósitos de gás natural foram descobertos em seu litoral nos anos 60, num caso que é muito estudado por economistas. Atualmente, a Venezuela e outros países exportadores de petróleo que vivem um boom do consumo sustentado pelo petróleo estão vulneráveis à “doença holandesa”, especialmente se os preços do petróleo caírem.

O Chile está tentando se inocular. Essencialmente, o governo está poupando o que ele calcula ser um lucro extra da mineradora estatal de cobre, e impostos extras arrecadados de mineradoras privadas. O país investe o dinheiro no exterior em instrumentos de renda fixa e está considerando investir também em fundos de ações estrangeiras. Quando a economia do Chile se debilitar, o governo pode usar o “fundo de estabilização econômica e social” como receita.

“A questão que persegue a América Latina e outros mercados emergentes é: como evitar os altos e baixos dos ciclos de commodities?”, diz o ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco. “No Chile temos uma resposta simples: gaste o que é permanente e poupe o que é transitório.”

Até agora, o Chile separou cerca de US$ 6 bilhões e espera adicionar outros US$ 6 bilhões até o fim do ano em seu fundo de estabilização, um total que equivale a cerca de 10% de seu produto interno bruto. Isso foi possível graças à cotação do cobre, que já passa dos US$ 7.800 a tonelada, sendo que até 2003 estava abaixo dos US$ 2.000.

Entretanto, nem todos consideram uma boa política esta economia. A oposição protesta contra esta política e alguns dos problemas do país poderiam ser atacados com os recursos obtidos. A reportagem continua com observação neste sentido.

Embora o Chile seja considerado um caso de sucesso para os padrões da América Latina — ele cresceu em média 5,5% ao ano desde 1990 —, o país tem problemas domésticos urgentes, entre eles uma grande distância entre ricos e pobres, um sistema educacional abaixo do desejado, e portos, estradas e aeroportos inadequados.

Deixar de lado tanto dinheiro “é um crime”, diz o senador chileno Fernando Flores, que já foi ministro da Fazenda do governo marxista de Salvador Allende e depois ganhou uma fortuna como empreendedor de software na Califórnia. “Precisamos de um modelo de investimento e educação para criar novas indústrias.”

Mas autoridades econômicas chilenas dizem que é crítico limitar o efeito do boom do
cobre, de modo que o país não se torne dependente demais de recursos minerais que podem desaparecer rapidamente, resultando em déficits orçamentários. O governo tem por objetivo um superávit orçamentário de cerca de 1% anualmente, e para projetar sua receita usa uma estimativa do preço médio do cobre para os próximos dez anos.

Quando o preço dispara para acima da estimativa de longo prazo, como aconteceu nos últimos anos, o governo consegue superávits bem maiores do que 1% e encaminha o excesso para o fundo de estabilização, onde o dinheiro é investido no exterior.

Uma meta dessa estrita política fiscal é reduzir a valorização do peso, que no decorrer das décadas tendeu a subir com o preço do cobre. Um peso mais forte aumenta o preço de exportação do vinho, produtos florestais, frutas e verduras chilenos, tornando-os menos competitivos internacionalmente. O Ministério da Fazenda diz que sua política de estabilização tem sido um sucesso; descontada a inflação, o peso chileno está atualmente sendo negociado perto de seu valor médio dos últimos 20 anos.

Mas alguns exportadores não estão impressionados. Desde meados de 2003, o peso chileno apreciou quase 25% em relação ao dólar, descontada a inflação. “Com o peso no nível que temos, muitas empresas de exportações têm margens baixas”, diz Recaredo Ossa, diretor-geral da Viña Veramonte S.A., uma grande vinícola de Casablanca, perto de Santiago. Uma autoridade da Fazenda chilena diz que a taxa de câmbio teria disparado sem a política de estabilização.

Mas, em geral, tem havido apoio público para o fundo. A esquerda em grande parte está tolerante porque o governo está aumentando os gastos públicos em cerca de 9% este ano, em termos reais, sem usar o dinheiro que destina ao fundo de estabilização. Gastos com infra-estrutura, saúde, habitação e educação estão crescendo num ritmo ainda mais rápido. Para a direita, o governo — uma coalizão de partidos de centro e de esquerda — ofereceu reduções de impostos para empresas voltados a promover a inovação.

Mortos que geram riqueza

outubro 27, 2006

A lista dos mortos que conseguem gerar mais dinheiro:

1. Kurt Cobain
2. Elvis
3. Charles Schulz
4. John Lennon
5. Albert Einstein
6. Andy Warhol
7. Dr. Seuss
8. Ray Charles
9. Johnny Cash
10. J.R.R. Tolkien

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Grande esquecimento

outubro 23, 2006

BRASILEIROS ESQUECEM QUASE R$ 2 BILHÕES EM BANCOS
Veja o que acontece com o dinheiro de prêmios de loteria esquecidos e restituições do imposto de renda nunca resgatadas

Há um volume impressionante de dinheiro – quase R$ 2 bilhões – sem dono nos caixas do bancos brasileiros e do próprio governo. São prêmios de loteria esquecidos, restituições do imposto de renda nunca resgatadas, investimentos antigos. Nesta última categoria, o mais famoso é o fundo 157, que ainda acumula R$ 500 milhões à espera de saques.

O G1 apurou o que acontece com o dinheiro abandonado, quem tem direito sobre ele, os prazos de resgate e onde solicitá-lo. Na maioria das vezes, o beneficiado é o governo, que acaba ficando com esses recursos, destinados a fundos para a educação e o trabalhador.

Fundo 157
As pessoas que declararam Imposto de Renda entre 1967 e 1983, e que tinham imposto a pagar naquele período, podem ter ainda algum dinheiro esquecidos nos bancos brasileiros. Trata-se do antigo Fundo 157. A estimativa é que haja mais de R$ 500 milhões, depositados em cerca de 3 milhões de contas. O saldo médio das contas é de R$ 175.

Restituição do IR
Todos os anos, cerca de 200 mil contribuintes deixam de informar – ou informam incorretamente – a conta bancária onde deve ser depositada a restituição do Imposto de Renda. Nesse caso, os recursos permanecem por um ano no Banco do Brasil e depois retornam para a Receita. Somente entre 2003 e 2005, foram quase R$ 180 milhões.

Loterias
Enquanto muitos apostadores passam a vida toda sonhando com o grande prêmio da loteria, alguns preferem deixar o dinheiro para o governo. Segundo a Caixa Econômica Federal, somente neste ano, são R$ 56 milhões em prêmios de loterias que não foram retirados pelos ganhadores.

PIS/Pasep
Outro campeão dos esquecimentos é o PIS/Pasep. Mais de 5% dos trabalhadores com direito ao abono salarial anual de um salário mínimo deixam de sacar os recursos. Desde 2001, são R$ 670 milhões que não foram sacados dentro do prazo estabelecido pelo calendário da Caixa Econômica Federal. Após o prazo para saque, o dinheiro retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ações da Telebrás
Quem comprou uma linha telefônica durante as décadas de 1970, 80 e 90 pode ser acionista das empresas de telecomunicações criadas a partir da privatização da Telebrás, em 1998. Cada acionista da antiga estatal passou a ser dono de ações em cada uma das 13 empresas (a própria Telebrás e mais 12 operadoras) existentes hoje.

Publicado em G1 – Enviado por Pedro Duarte (grato)

Dinheiro traz felicidade

outubro 7, 2006

Jonathan Gardner e Andrew Oswald fizeram um estudo dos ganhadores de loteria esportiva da Inglaterra que receberam entre 1.000 e 120 mil libras de prêmio. Utilizaram o teste chamado General Health Questionnaire (GHQ), que embora eu não tenha encontrado nenhuma referência ao mesmo na Wikipedia, os autores afirmam que o mesmo é comum em pesquisa médica e como indicador de stress.

Dois anos após vencerem na loteria, os ganhadores apresentaram uma melhoria no resultado do GHQ de 1.4 pontos.

Fonte: Money and mental wellbeing: a longitudinal study of medium-sized lottery wins
Journal of Health Economics, prelo, 2006.

Clique aqui para ter acesso ao texto em PDF e inglês