Archive for the ‘escândalo’ Category

Escândalo da Volks: primeiro condenado

fevereiro 25, 2008

El escándalo Volkswagen de doble contabilidad, pago de viajes de lujo y servicios sexuales en aras de la paz social en la empresa ya tiene su primera víctima carcelaria, el ex presidente del comité de empresa Klaus Volkert, pero sus abogados advirtieron ayer que «no es la última palabra» y que recurrirán denunciando un «llamativo caso de doble rasero de la Justicia» alemana.

Volkert fue ayer condenado a dos años y nueve meses de prisión por corrupción. Según confirma la sentencia, el antiguo líder del comité de empresa habría aceptado «pagos» por valor de dos millones de euros, al tiempo que su amante, la brasileña Adriana Barros, recibía costosos «regalos» en joyas y viajes. Muchos otros sindicalistas también se habrían beneficiado de estos servicios de lujo y sexo.

Los abogados de Volkert, que ya han anunciado que recurrirán la sentencia, aseguran que el hombre que autorizaba esos pagos, Peter Hartz, entonces responsable de recursos humanos de Volkswagen, miembro del Partido Socialdemócrata (SPD) y del poderoso sindicato IG Metall, fue condenado a dos años de libertad condicional y al pago de una multa de 576.000 euros a finales de 2007.

El mismo Hartz, amigo personal del ex canciller Gerhard Schröder y colaborador fiel en su reforma laboral -que incluso fue rebautizada con su nombre-, se habría beneficiado de los servicios que ofrecía a los sindicalistas.

Junto a Volkert era también juzgado en Braunschweig (Baja Sajonia) el ex jefe de personal Klaus-Joachim Gebauer, el hombre que pagaba y organizaba los excesos de Hartz, y de los sindicalistas para facilitar las «buenas relaciones» laborales. Ha sido condenado a un año de libertad condicional.

En noviembre último el fiscal de Braunschweig afirmó que Ferdinand Piëch, cerebro del grupo Volkswagen y hoy jefe de su consejo de vigilancia, debía tener conocimiento de estas actividades, aunque el patrón de Porsche siempre lo ha negado. En total, el caso habría costado a la compañía alemana unos cinco millones de euros.

Klaus Volkert, primer implicado en el escándalo VW que pisará la cárcel – Carlos Alvaro Roldan – El Mundo – 23/2/2008

Anúncios

Mais fraudes

janeiro 31, 2008

FBI abre inquérito contra 14 empresas
Patricia Lara
Jornal do Commércio do Rio de Janeiro – 31/1/2008

A polícia federal americana (FBI) abriu inquéritos contra 14 companhias para investigar possíveis fraudes contábeis, transações com informações privilegiadas e securitização de empréstimos relacionados a hipotecas de segunda linha (subprime).

Em mais um sinal dos efeitos resultantes da crise do setor hipotecário, a ação do FBI ocorre após a regulação leve da indústria – principalmente, das corretoras de hipotecas – ser apontada como uma das culpadas por vendas enganosas e abuso de produtos hipotecários.

O porta-voz do FBI, Bill Carter, afirmou que a agência está trabalhando “em proximidade” com o órgão regulador do mercado de valores mobiliários americano (a Securities & Exchange Commission, SEC), mas algumas das investigações estão ocorrendo em paralelo. O porta-voz recusou-se a citar as companhias envolvidas, mas o FBI informou que está olhando supostas fraudes em vários estágios do processo hipotecário, de companhias que empacotaram os empréstimos em novos produtos até bancos que terminaram por deter esses produtos.

O número de casos de fraude hipotecária abertos pelo FBI subiu de 436, em 2003, para 1.210 no ano fiscal em 2007, de acordo com informações do FBI. “Nós estávamos discutindo esse assunto desde 2004”, afirmou Carter. “Nós consideramos a fraude hipotecária como um problema criminal significativo e em crescimento e uma área de preocupação. O combate a esse problema é uma prioridade diante do impacto do setor imobiliário na economia mais ampla”.

Como já foi divulgado anteriormente, os procuradores federais do Brooklyn, Nova York e da SEC estão avaliando o colapso de dois fundos de proteção (hedge) do banco de investimento Bear Stearns. A SEC e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também estão investigando o fornecimento de informações privilegiadas para a venda de ações e a contabilidade da New Century Financial, uma empresa de concessão de hipotecas que está em processo de falência.

As grandes perdas

janeiro 27, 2008

Começamos o ano com notícias de grandes perdas contábeis. O Société Générale, banco francês, perdeu quase 5 bilhões de euros com o mercado futuro. Neste endereço, um resumo de algumas das maiores perdas da história recente.

Siemens e Brasil

dezembro 28, 2007

Já postamos vários textos sobre os problemas contábeis da empresa Siemens (clique aqui). Agora, pela primeira vez, aparece o nome do Brasil nas denúncias.

Segundo o Wall Street Journal (Politics & Economics: Inside Bribery Probe of Siemens — Liechtenstein Bank Triggered an International Hunt; David Crawford e Mike Esterl) a criação de um esquema de corrupção na empresa, que funcionou por décadas, envolvia muitos países, do Brasil ao Egito:

Mr. Siekaczek, the former Siemens manager in Germany who controlled accounts that had funneled money to Mr. Mavridis, was arrested Nov. 15, 2006. Mr. Siekaczek told prosecutors that he knew of bribery schemes earlier this decade in more than a dozen countries stretching from Brazil to Egypt. He said the Greek unit enjoyed wide latitude in nearby countries such as Cyprus, Bulgaria and parts of the former Yugoslavia. Mr. Mavridis handled bribe payments in some of those countries, according to Mr. Siekaczek.

Samsung e sua contabilidade

dezembro 28, 2007

Segundo o Korea Times (Samsung Affiliate Suspected of Accounting Fraud, 27/12/2007) a
Samsung Heavy Industries, do grupo Samsung, é suspeita de “cooking the books”.

Examinando a contabilidade da empresa nos últimos oito anos, que foi auditada pela PricewaterhouseCoopers, existe incompatibilidade entre a construção de navios em toneladas e as receitas.

Samsung’s former legal department director Kim Yong-chul, who disclosed the conglomerate’s alleged slush fund creation and bribery, said earlier that Samsung Heavy Industries committed accounting fraud worth 2 trillion won around 2000. He said the company fabricated documents to appear that it was building a ship near Geoje Island in South Gyeongsang Province, while actually it was not.

O escândalo do dia

dezembro 26, 2007

E o escândalo contábil do dia é da Sanyo. A empresa anunciou a revisão das demontrações contábeis dos seis últimos anos, conforme notícia do Wall Street Journal (Sanyo Electric Revises Parent-Company Earnings, Jay Alabaster, 26/12/2007, b3) e da Agence Press (Tokyo threatens to delist Sanyo over accounting, 25/12/2007). Os problemas financeiros da empresa têm sua origem na área de semicondutores e cristal líquido para TV. Apesar da empresa afirmar que o erro não foi intencional, os funcionários envolvidos serão punidos.

A Sanyo ainda pode ser multada pelas irregularidades (8,3 milhões de iens ou 70 mil dólares).

Parmalat

dezembro 24, 2007

Segundo notícia do Wall Street Journal (Intesa Sanpaolo to Pay $600 Million in Parmalat Case, Liam Moloney, 24/12/2007, A2) a Intesa Sanpaolo SpA e dois bancos concordaram em pagar 420 milhões de euros em razão do escândalo da Parmalat. A Intesa é a primeira entidade a fazer um acordo como este e a decisão pode facilitar que outras instituições façam o mesmo. Além disto, a Parmalat possui, nos Estados Unidos, com o Bank of America e o Citigroup, pendências legais.

Volks

novembro 27, 2007

El fiscal del ‘caso Volkswagen’ asegura que Piëch tenía que estar al tanto de…
CARLOS ALVARO ROLDAN.
El Mundo – 27/11/2007 – p 36

Ferdinand Piëch, patrón de Porsche, cerebro del grupo Volkswagen y actual presidente de su consejo de vigilancia, vuelve a quedar en el punto de mira de la Justicia alemana. Y de nuevo por el escándalo de las cajas B de contabilidad que entre 1994 y 2005 sirvieron para pagar viajes de lujo, prostitutas y caros regalos que debían garantizar la paz social en el consorcio automovilístico.

Según la tesis que manejan los fiscales, Piëch tuvo que ser informado a finales de los años 90 por el entonces director financiero, Bruno Adelt Piëch, de la existencia de una cuenta, con el número 1.860, que habría servido para pagar los sobornos a los representantes sindicales. (…)

A Volkert, durante años uno de los hombres más poderosos dentro de Volkswagen y con cuyo visto bueno había que contar desde la dirección gracias al polémico sistema de cogestión empresarios y trabajadores, según la acusación no sólo se le financiaron prostitutas y viajes de lujo a la India, Praga o Lisboa, sino que a su amante brasileña veinteañera se le llegó a pagar un sueldo, además de las joyas que recibió de regalo. (…)

Links

novembro 26, 2007

1. Teoria da Agência

2. Quem ganhou com a privatização da Vale?

3. A história de Nick Leeson em filme

4. Os resultados de testes em homem caem quando são mostradas fotos de mulheres loiras

Citibank

novembro 6, 2007

A notícia da semana (desta e da passada) refere-se a crise do Citigroup. O jornal Estado de S. Paulo de 5/11/2007 faz um balanço desta crise, com algumas observações contábeis interessantes:


O presidente do Citigroup, Charles Prince, renunciou ontem à tarde, dias depois de o banco anunciar prejuízos de bilhões de dólares com investimentos lastreados em hipotecas. O anúncio foi feito após uma reunião de emergência convocada pelo Conselho de Administração do Citigroup. O conselho também discutiu um novo anúncio de perdas bilionárias por causa da crise das hipotecas de alto risco (subprime).

Prince acumulava as funções de CEO (presidente) e presidente do Conselho de Administração do Citi. Como presidente do Conselho de Administração, será substituído por Robert Rubin, ex-secretário do Tesouro americano e atual presidente do comitê executivo do banco. Win Bischoff, presidente do Citi na Europa e membro dos comitês de gerência e operações do grupo, ocupará o cargo de CEO interinamente.

É a segunda baixa importante em grandes instituições financeiras em apenas uma semana, por causa da crise do subprime. Na segunda-feira, o presidente da Merrill Lynch, Stanley O’Neil, anunciou que deixaria a instituição. O Merrill Lynch perdeu US$ 8,4 bilhões em créditos de risco e hipotecas. Em sua edição eletrônica, o jornal The Wall Street Journal, disse que o Citi deve anunciar hoje a revisão de preço de seus ativos, que pode levar a perdas de US$ 8 bilhões a US$ 11 bilhões em sua carteira de crédito. A instituição deve “marcar a mercado” parte dos títulos que mantém, ou seja, vai reduzir o valor dos papéis seguindo a queda na cotação dos títulos no mercado.

A avalição dos ativos do banco irá provocar uma redução no seu patrimônio líquido através do prejuízo com os títulos. Este valor provavelmente está estimado para baixo, o que significa dizer que o prejuízo pode ser maior. A reportagem continua:

Na semana passada, o Citigroup já havia anunciado uma perda de US$ 6,5 bilhões por causa de investimentos em títulos lastreados em hipotecas e outros instrumentos financeiros de alto risco. Com isso, o lucro do Citigroup no terceiro trimestre caiu 57%. As ações do Citigroup caíram 31% neste ano e 9% só na semana passada. Além disso, a instituição está sendo investigada pela Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos EUA, por causa de fundos de investimentos mantidos fora dos balanços do banco, os SIVs, que têm ativos de US$ 80 bilhões. O Citi seria o maior beneficiário de um plano de resgate anunciado recentemente pelos bancos, com apoio do Tesouro. Prince, de 57 anos, dirigia o Citigroup desde outubro de 2003 e havia sido criticado por muitos acionistas porque as ações da empresa estavam perdendo valor em relação à concorrência. As ações do grupo fecharam a sexta-feira em US$ 37,73, acumulando perda de 20% no mandato de Prince. Rubin, de 69 anos, está no Citigroup desde 1999 e é bastante próximo de Prince. Entre 1995 e 1999 foi secretário do Tesouro e já trabalhou na Goldman Sachs.
Patricia Campos Mello e Agências – Robert Rubin assumirá comando do Citigroup
5/11/2007 – November 2007- O Estado de São Paulo – p. b3

Observe que o Citi buscou serviços em uma pessoa bem relacionada (ex-secretário do tesouro), assim como ocorre no setor financeiro no Brasil, onde os grandes bancos possuem um relacionamento muito próximo com o poder.

Existem uma série de reportagens interessantes sobre o problema do Citi na internet e gostaria de destacar algumas.

1) Uma conferência com os analistas pode ser encontrada aqui

2) Uma comparação rápida com escandâlos contábeis anteriores e a possibilidade da crise ser pior, aqui

3) Críticas a Robin e o papel que poderá desempenhar na crise => aqui

4) Uma análise da razão histórica dos problemas do Citi e o conceito de “financial supermarket”, aqui

5) Um texto mostrando que o problema do Citi era antigo e já estava relatado nas demonstrações contábeis, aqui

6) A dificuldade de estimar o tamanho do problema – aqui

7) Os ativos “nível 3” do Citi, que representavam 135 bilhões, aqui. Os ativos nível 3 são ativos avaliados por parâmetros com dificuldade de serem observados.

8) Mais sobre ativos “nível 3” aqui

O que diz o mercado? O gráfico abaixo é a cotação do Citigroup nos últimos cinco dias.

O seguinte é a cotação nos últimos cinco anos.

Fonte: CNN Money.