Archive for the ‘Gerdau’ Category

Uma decisão da justiça

setembro 14, 2007


O grupo Cobraço, distribuidor de aços longos em Minas Gerais, receberá 250 toneladas semanais de produtos da Belgo Mineira pelo mesmo preço praticado em 1997. Numa decisão favorável ao distribuidor, inédita no país, a 22ª Vara Cível de Belo Horizonte determinou a busca e apreensão semanal de produtos no pátio da Belgo.Trata-se de tutela antecipada concedida à Cobraço que exige na Justiça o fornecimento de aço pelos preços praticados em 1997, antes da siderúrgica do grupo Arcelor Mittal ser condenada, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por prática de cartel. No mesmo processo também foram condenadas as siderúrgicas Gerdau e Barra Mansa.Com a decisão, a Cobraço não só volta a atuar no mercado mineiro de distribuição de aço como passa a ter situação privilegiada, com custos quase três vezes menor que os praticados hoje.

Pela tonelada do aço tipo CA 6.3, por exemplo, a Cobraço terá de pagar em torno de R$ 1 mil por tonelada. No mercado, o produto está cotado de R$ 2,8 mil a R$ 3 mil por tonelada.”O que a Justiça está fazendo é restituir a condição de atuar no mercado que a Cobraço tinha antes de praticamente quebrar”, comentou ontem um dos advogados responsáveis pela ação, Emiliano Wagner. Segundo ele, a Cobraço poderia vender perto de 5 mil toneladas por mês se os negócios não tivessem sido inviabilizados pela cartelização dos preços. (…)

Justiça apreende aço da Belgo a pedido da Cobraço
14/09/2007 – Valor Econômico

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Gerdau adquire

julho 11, 2007

A empresa Gerdau, através da Gerdau Ameristeel Corp., está comprando a Chaparral Steel Co. por $4.22 bilhões.

O acordo já foi aprovado nas duas empresas, segundo o Wall Street Journal de 11/07/2007

Gerdau e os efeitos da internacionalização

novembro 8, 2006

Foi divulgado o lucro da Gerdau, uma das empresas brasileiras mais internacionalizadas: R$2,7 bilhões. Abaixo, reportagem do Estado de S. Paulo de hoje:

Lucro da Gerdau chega a R$ 2,7 bi até setembro

Sandra Hahn

O grupo siderúrgico Gerdau registrou um lucro líquido de R$ 882 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 8,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita no período foi de R$ 6,069 bilhões, alta de 19,19% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido do grupo é de R$ 2,69 bilhões, 7% mais que no mesmo período de 2005, enquanto o faturamento chega a R$ 20,6 bilhões, um crescimento de 5,3%.

O vice-presidente executivo de finanças e diretor de relações com investidores da Gerdau, Osvaldo Shirmer, informou em teleconferência sobre os resultados que o grupo definiu um orçamento de investimentos de US$ 3 bilhões entre 2007 e 2009. Deste total, o Brasil deverá ficar com aproximadamente US$ 2 bilhões. Segundo Schirmer, da verba total, US$ 1 bilhão deve ser aplicado em 2007, US$ 1,1 bilhão em 2008 e o restante em 2009. O orçamento não contempla possíveis aquisições, embora a Gerdau tenha reiterado que avalia algumas oportunidades.

O executivo reiterou o interesse do grupo na argentina AcerBrag (Aceros Bragados) e no mercado mexicano. Ele comentou que a Gerdau teve contato com os controladores da AcerBrag, que não manifestavam intenção de vender a empresa. Se eles decidirem vender, a Gerdau está interessada.

Em relação ao mercado mexicano, Schirmer ressaltou que a região é importante pela localização geográfica e pelo consumo interno. Mas voltou a afirmar que a Gerdau não está em negociações atualmente com a mexicana Sicartsa.

Gerdau, a nossa maior multinacional

outubro 26, 2006

Diante da notícia da aquisição da empresa canadense Inco por parte da Vale cresce o interesse pelas multinacionais brasileiras. A Gerdau é um dos destaques nesta lista, que inclui a Petrobrás, Odebrecht, Marcopolo, entre outras.

O caminho para o exterior é importante para expansão de uma empresa quando o mercado doméstico está estagnado.

Veja a reportagem completa do Estadão a seguir:

Gerdau lidera ranking de empresas mais internacionalizadas do País
Empresa sai na frente porque tem boa parte da operação no exterior, segundo a Fundação Dom Cabral

Patrícia Cançado

Enquanto a Vale do Rio Doce anunciava a compra da Inco no Canadá, a Gerdau estudava oportunidades na China e no Leste Europeu. Pouco tempo antes, a Natura inaugurava um laboratório na França e a Sadia iniciava a construção de uma fábrica na Rússia. As empresas brasileiras mudaram, definitivamente, de patamar no tabuleiro global. Elas deixaram de ser apenas exportadoras para fincar raízes no exterior.

O nível de internacionalização das empresas levou a Fundação Dom Cabral a elaborar o primeiro ranking sobre o assunto. Entre as 24 companhias que participaram do levantamento, a Gerdau aparece em primeiro lugar, seguida pela Construtora Odebrecht, Vale, Petrobrás e Marcopolo, nessa ordem.

‘O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer, mas fez um enorme progresso a partir dos anos 90’, diz o coordenador do ranking da Dom Cabral, Álvaro Cyrino. ‘Algumas empresas estão encarando a internacionalização como estratégia principal de crescimento.’

A Gerdau foi uma das primeiras empresas a se aventurar no exterior, ainda nos anos 80. Listada na bolsa de valores de Nova York desde 1999, já investiu mais de US$ 1,7 bilhão em aquisições no exterior. A maior parte das suas usinas hoje está fora do País. No primeiro semestre, 60% do faturamento veio da atuação internacional.

O avanço da Vale certamente vai alterar a pontuação da companhia no ranking, mas provavelmente não deve tirar o posto da Gerdau. Apesar de ter uma operação maior que a da Gerdau, a Vale ainda tem boa parte dos seus ativos e do faturamento ligado ao Brasil.

A Fundação Dom Cabral levou em conta sete critérios para elaborar o ranking. O primeiro – o percentual de receita com vendas externas – indica o estágio mais básico de internacionalização de uma empresa.

Ter um alto percentual de vendas no exterior, no entanto, não é suficiente. A empresa também precisa ter ativos no exterior. E essa foi uma das grandes evoluções dos últimos tempos. ‘Hoje há empresas com quase metade dos ativos lá fora, um sinal de amadurecimento’, diz Cyrino. ‘Se a empresa só exporta, pode abandonar o mercado quando as coisas não vão bem.’

Nesse quesito, a Marcopolo foi destaque. Segundo Cyrino, ela tem 46% dos seus ativos fora do País. A sua última investida foi na Índia, com uma joint venture com a Tata Motors. Ela também tem fábricas de ônibus no México, Colômbia, Portugal, África do Sul e Rússia.

Uma empresa que só vende no exterior é muito diferente daquela que dá assistência técnica, faz marketing, fabrica, compra de fornecedores ou investe em pesquisa lá fora. Quanto mais atividades na cadeia de valor, mais inserida a empresa está no contexto internacional. Esse foi o ponto onde mais companhias ganharam nota máxima.

O tempo de atividade e o percentual de funcionários no exterior são outros sinais de globalização. No critério recursos humanos, as notas foram baixas de forma geral. A Gerdau teve a melhor avaliação, pois já tem cerca de 40% da sua força de trabalho fora do Brasil.

Na avaliação de Cyrino, as brasileiras também estão atrasadas no quesito dispersão geográfica e governança corporativa (número de mercados de ações onde a companhia está listada). ‘Elas ainda estão muito concentradas na América Latina’, diz o professor.

A Sabó, fabricante de autopeças, se destacou nesse ponto. A empresa tem fábricas na Argentina, Alemanha, Áustria e Hungria, além de uma em construção nos EUA . Em fevereiro de 2007, vai abrir um escritório no Japão. A China também faz parte dos planos. ‘A Sabó se move dessa maneira porque o próprio setor automotivo exige’, diz Antonio Carlos de Souza, diretor-geral da Sabó.

INDÚSTRIA

As empresas mais bem posicionadas no ranking são majoritariamente de base industrial. Esse resultado já era esperado, pois é típico de países jovens. Para Cyrino, o grande desafio será aumentar o nível de internacionalização de empresas de bens de consumo. ‘Embraer, Sadia, Natura e Alpargatas já deram um passo nesse sentido’, diz Cyrino.

A Sadia vende no exterior com o nome próprio e com as marcas Hilal, Corcovado, Sahtein e Rezende. ‘A construção de marca no exterior depende de continuidade e permanência. A marca não pode desaparecer de tempos em tempos’, diz José Augusto de Sá, diretor de mercado externo da Sadia. ‘A empresa também tem de conhecer a cultura e os costumes dos países e se adaptar a eles.’