Archive for the ‘história’ Category

Links

janeiro 10, 2008

1. Os melhores e piores comerciais de 2007 nos Estados Unidos e aqui em português
2. Cinco marcas famosas que ajudaram Hitler
3. Carreiras de futuro (e não tem o contador)
4. Abordagem econômica para os problemas diários

Anúncios

Um biblioteca

dezembro 3, 2007

Uma reportagem do jornal Las Provincias descreve a biblioteca Valenciana (El paraíso de los investigadores, Ramón Sanchis, 2/12/2007), que possui um milhão de documentos. Uma das suas coleções são os arquivos da Real Cofradía de las Virgen de los Desamparados. Esta entidade foi criada no século XIV e ainda está em atividade. São centenas de livros, que possui documentação desde do século XV.

“Junto a los libros de capítulos y ordenanzas, que son las normas por las que se rige la cofradía, encontramos también el libro de contabilidad de los gastos de los desamparados y ajusticiados que recoge la institución. Luego se pueden ver textos en los que se detallan pagos generados por el cuidado y manutención de las huérfanas desamparadas. Además, también hay tomos de actas y contabilidad general de la cofradía desde el siglo XVI”, explica Juan Galiana, responsable de la sección de manuscritos y archivos personales de la Biblioteca Valenciana. “Estas piezas junto a las del Colegio Imperial de Niños Huérfanos de San Vicente son fundamentales e interesantísimas para conocer la historia valenciana”, añade Galiana.

Hablando del Colegio Imperial, el archivo que va a incorporar la Biblioteca Valenciana sus fondos está compuesto por 630 libros y 122 cajas con materiales en diversos soportes. Se trata, posiblemente, del primer orfanato creado en Europa y su archivo contiene documentos desde el siglo XVI.”

Rir é o melhor remédio

outubro 16, 2007

Fonte: Aqui

História da Religião

outubro 16, 2007

Neste sítio, a história do mundo e da religião, através do mapa e do tempo. Muito interessante a evolução (expansão e contração) das 5 principais religiões do mundo (Cristianismo, Budismo, Islamismo, Judaísmo e Hinduísmo).

História das empresas

setembro 10, 2007

A revista The Economist, em How companies can benefit from looking backwards as well as forwards, mostra como uma empresa pode beneficiar da sua história. O texto apresenta exemplos de empresas que criam museus (Coca-cola tem um, que recebe mais de 1 milhão de visitantes por ano pagando US$15 cada), organizam exposições (HSBC e Wells Fargo) ou até recriando modelos que já não são mais fabricados (fusca, da Volks).

A história se repete?

agosto 27, 2007

O blog do Wall Street Journal apresenta uma comparação interessante entre os Estados Unidos de 1887 e a China em 2007. No final do século XIX os Estados Unidos era o paraíso da pirataria e escândalos de alimentos, conforme observa Stephen Mihm. Na época os Estados Unidos imprimiam livros sem permissão ou pagamento, inclusive de autores como Charles Dickens.

Existe um atrativo na idéia de que a história se repete. Mas as diferenças entre a China de 2007 e os Estados Unidos de 1887 são significativas. Mas a comparação, segundo o blog, pode ser interessante por indicar o caminho que deve percorrer um país para alcançar o desenvolvimento. Isto inclui novas tecnologias, expansão do mercado, empreendedores, expansão das cidades etc.

R$1,99 ou R$2,00?

agosto 25, 2007

Existem muitas teorias sobre a origem de lojas que vendem produtos a R$1,99 (ou 2,99 etc) em lugar do número exato R$2,00. Uma delas diz que o cliente tem a tendência a guardar o primeiro número, fazendo um arredondamento inapropriado. Deste modo, o R$1,99 passaria a ser “aproximadamente” R$1,00.

Agora li uma nova teoria para esta situação. Nos “caixas” antigos toda vez que era registrada uma venda tocava uma campainha que anunciava o registro da venda e a abertura da gaveta. Para o dono do estabelecimento o problema era que seus funcionários as vezes não registravam a venda e embolsavam o dinheiro. Em certas situações o dono estava muito distraído para perceber que era enganado pelo funcionário. Assim, se o cliente compra um produto por R$2,00, o funcionário não registrava e ficava com o dinheiro.

Ao colocar o preço como sendo R$1,99, o cliente passou a ajudar o dono do negócio a fiscalizar o seu funcionário, pelo módico custo de 1 centavo. O cliente espera o seu troco e o funcionário precisa registrar a venda para abrir a gaveta do caixa e assim campainha toca, indicando ao dono que mais uma venda foi registrada.

Recentemente estava escrevendo um capítulo de um livro, Contabilidade Geral e de Custos, que está sendo usado por mais de 5 mil alunos do curso de administração da Universidade Aberta (este livro foi produzido eletronicamente, em PDF). Fiz um capítulo de Caixa. Neste capítulo pensei em iniciar contando a história do “caixa” registradora, que é muito interessante. Esta pequena história da razão do R$1,99 só conheci agora, na leitura do livro The Armchair Economist, de Steve Landsburg. Uma pena.

Uma parte da história que não conhecia

julho 26, 2007

Esta parte da história eu não conhecia. Em 1933 um grupo de empresários e políticos influentes planejaram um golpe de estado para implantar um governo de direita nos Estados Unidos. Seria um governo próximo ao de Hitler e Mussolini. Entre os participantes, nomes ilustres como Heinz, Birds Eye, Goodtea, Maxwell Hse, George Bush (avó) e Prescott. Aqui para ler mais

Propinas e contabilidade

maio 31, 2007

Um texto na Folha de S. Paulo de 31/05/2007 sobre a história da propina no Brasil.

Propinas: passado e presente
Folha de São Paulo

KENNETH MAXWELL

NO BRASIL, a propina tem uma história venerável. As lucrativas e íntimas interconexões entre o abuso de poder governamental, as quantias substanciais propiciadas pelos contratos e os empresários que recebem do Estado esses contratos não é novidade nenhuma.

Nas Minas Gerais da era colonial, propinas generosas eram formalmente incorporadas ao custo dos contratos concedidos pelo governo. O governador da Província e os funcionários do Judiciário recebiam adicionais aos seus salários oficiais conhecidos como “propinas”, o que explica a origem do uso dessa palavra para descrever tal forma de pagamento no Brasil.

Em 1780, por exemplo, o governador de Minas Gerais recebeu, além do seu salário oficial, adicionais de cerca de 50% em forma de propinas, consideradas legais e que constavam das contas oficiais do governo. Os magistrados e outros funcionários locais recebiam suplementos salariais semelhantes, se bem que menos generosos.

As propinas vinham de empreiteiros que haviam recebido contratos para arrecadar em nome do governo a maior parte das receitas do Estado. De fato, o Estado havia privatizado a função básica de recolher impostos muito antes da década do neoliberalismo.

Os contratos que envolviam arrecadar impostos de importação e de exportação para o território da Província e tributos sobre a produção, uso de estradas e venda de produtos costumavam ser concedidos aos mais importantes empresários locais. O sistema gerava muitos abusos, e reformá-lo era virtualmente impossível. De fato, quando, em 1784, um oficial da contabilidade recomenda a reforma tributária, dizendo que esse método de contratação era prejudicial para o Estado, o governador e o chefe de Judiciário foram ambos totalmente contra qualquer mudança, apesar de serem inimigos e de discordarem sobre tudo. O que fica claro é que gente demais no interior do sistema lucrava com a maneira pela qual ele operava, embora o povo, evidentemente, não se beneficiasse. O povo se via forçado a pagar impostos pelos coletores, que desejavam extrair o máximo lucro de seus contratos com as autoridades.

Quanto mais impostos eles arrecadassem para além do montante prometido ao governo, mais dinheiro sobrava para eles. Foi Joaquim José da Silva Xavier que definiu a situação da melhor maneira: “Os governadores… cada três anos vinham… e todos iam cheios de dinheiro, que traziam uma machina de creados, e que cada um delles ia à proporção cheio”.

Tiradentes estava falando, é claro, sobre governadores e criados vindos de Lisboa, e não sobre aqueles que hoje vivem em Brasília.

TRADUÇÃO DE PAULO MIGLIACCI

História Econômica do Brasil

maio 25, 2007


Joana Naritomi, Rodrigo Soares e Juliano Assunção, da PUC-Rio e University of Maryland, analisaram a história do Brasil e as implicações para as atuais instituições, em particular, as instituições municipais. O que aconteceu no Brasil colonial ainda tem influencia sobre a estrutura socioeconômica atual. Municípios com vínculo no ciclo da cana de açúcar (figura 5, extraída do artigo Rent Seeking and the Unveiling of “De Facto” Institutions: Development and Colonial Heritage within Brazil) possuem problemas maiores de distribuição de terra. Municípios ligados ao ciclo do ouro (figura 6) possuem problemas de governança e menos acesso a justiça.

Os autores mostraram que o problema de acesso a justiça está relacionado com aspectos de longo prazo. Duas figuras interessantes, e também do texto dos autores: A figura 1 mostra a renda per capita dos países e sua distância do Equador. Quanto mais distante estiver do Equador, maior a renda per capita. A segunda figura mostra o mesmo calculo para os municípios brasileiros. Novamente, os locais mais distantes do Equador possuem maior renda per capita.