Archive for the ‘meio-ambiente’ Category

O Verde é Moda

fevereiro 9, 2008

Segundo o sítio CJR, dedicado a cobrir o que a imprensa está fazendo, o “verde” está na moda. Nunca, como agora, a imprensa falou tanto em sustentabilidade e meio-ambiente. Mas será que este interesse é de longo prazo?, pergunta Russ Juskalian. As histórias sobre o assunto continuarão mantendo a atenção do público? Aparentemente sim.

Um outro aspecto interessante mostrado por Juskalian é o fato de que o próprio presidente Bush, pouco amigável ao meio-ambiente, aumentou o orçamento para área. Uma boa notícia. Leia aqui

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Links

fevereiro 4, 2008

1. Número de mortes de Rambo
2. Tipo de Letra que Woody Allen usa nos seus filmes
3. Lucro da Exxon é de 40 bilhões de dólares. Mas isto não é muito…
4. Um estudo diz que o aquecimento global irá aumentar os furacões. Outro diz que irá diminuir
5. Terceirização da produção acadêmica

Links

dezembro 15, 2007

1. O Greenpeace faz campanha contra a Exxon
2. Obesidade da criança pode ser explicada pelo trabalho da mulher. Eis um caso de externalidade
3. Freakonomics está sendo adaptado como um documentário

Custo da emissão de carbono

dezembro 12, 2007

Pesquisadores de Manchester estimaram, a partir do custo de produção, processamento e transporte dos ingredientes natalinos, o que representa um jantar para oito pessoas: 20 kg de emissão de carbono. Se cada tonelada de carbono gera um custo ambiental de 10 libras, é fácil calcular o custo ambiental desta ceia típica.

Fonte: Aqui

Rir é o melhor Remédio

novembro 15, 2007


Fonte: Aqui

Contabilidade e Meio-ambiente

novembro 13, 2007

Nos Estados Unidos as empresas apresentam junto com as demonstrações contábeis uma listagem de ameaças e medidas que foram ou estão sendo tomadas pela empresa para fazer face a cada item. Este endereço faz uma listagem de empresas que estão considerando nas suas ameaças os problemas ambientais.

Para se ter uma idéia…

outubro 30, 2007

Na fotografia abaixo, o número de garrafas plásticas usada nos Estados Unidos a cada 5 minutos:

Nesta outra foto, um detalhe maior da fotografia anterior:

Agora mais de perto:

Fonte: Aqui

Créditos de carbono

outubro 1, 2007

Empresa de ecologia vale US$ 1 bi
Marianna Aragão
O Estado de São Paulo – 24/9/2007

A luta contra o aquecimento global abriu um novo campo de trabalho e negócios mundo afora. Meio empreendedores, meio ambientalistas, os pioneiros que apostaram há tempos em negócios verdes – comércio de carbono, energias renováveis e tecnologias limpas – hoje colhem os frutos milionários dessa decisão.

Ninguém retrata tão bem esse universo como o engenheiro agrônomo Pedro Moura Costa, que organizou na semana passada o Rio+15, encontro internacional para discutir as realizações na área ambiental 15 anos depois da Eco 92. Apaixonado por guitarra e blues, o carioca Costa deixou há 20 anos a rotina de praia e estudos no Rio para correr mundo e se dedicar a questões ambientais.

Radicado em Londres, Costa criou há dez anos a Ecosecurities, empresa especializada em desenvolver projetos de créditos de carbono – um bônus concedido a quem reduz as emissões e que pode ser vendido para empresas poluidoras, seguindo as regras do Protocolo de Kyoto. Hoje, a Ecosecurities é a maior empresa de créditos de carbono do mundo e vale mais de US$ 1 bilhão na Bolsa de Londres. Costa já vendeu parte de suas ações e ainda tem 10% da companhia. Ele prefere não falar sobre o quanto lucrou. “Mais que qualquer coisa, sou um ecoempreendedor'”, responde. Costa começou a atuar no ramo por ser apaixonado por questões ambientais e acabou abrindo um novo mercado. Depois de um período de estudos na Inglaterra, no final dos anos 80, morou cinco anos na Malásia, onde desenvolveu o primeiro Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) – antes chamado de projeto de seqüestro de carbono – para uma empresa florestal.

O sucesso da experiência estimulou a abertura da Ecosecurities, sete anos depois. “Com dois projetos grandes em cima da mesa, vi que havia chegado a hora”, conta. Ele abriu a empresa em sua casa, em Oxford, na Inglaterra, ao lado da esposa Ruth, inglesa que conheceu na temporada na Malásia. “O Pedro jogava nas 11 posições: fazia a visão estratégica, o desenvolvimento científico e a parte comercial da empresa”, conta Maurício, o irmão caçula de Costa.

O ano decisivo para a Ecosecurities foi 2005, quando as ações da empresa passaram a ser negociadas na Bolsa de Londres. Foi o ano também em que entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, estimulando a criação de projetos ambientais pelos 140 países signatários e inflando a carteira de clientes da consultoria, que prepara e acompanha a execução dos projetos que reduzem a emissão de gases do efeito estufa.

Do escritório em Oxford, Pedro administra cerca de 3 bilhões em créditos de carbono. Nas mãos dele estão 422 projetos – o dobro do portfólio de sua maior concorrente, a irlandesa Agcert International. A Ecosecurities tem uma equipe de 250 pessoas em 28 escritórios ao redor do mundo.

“O Pedro é um carioca tranqüilo, mas teimoso. Se não fosse assim, não conseguiria ter feito o que fez”, diz Tasso Azevedo, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, do Ministério do Meio Ambiente. Ele conheceu Costa a bordo de um barco no rio Tapajós, há 12 anos, quando o carioca ainda trabalhava como consultor independente.

Dificuldade de ser verde

setembro 14, 2007

Uma reportagem sobre a General Electric mostra como é difícil ter uma consciência verde no mundo capitalista:

Há dois anos, Jeffrey Immelt, presidente da General Electric Co., prometeu transformar a empresa numa líder em questões de mudança climática. Desde então, ele diz que ouve o mesmo refrão de alguns dos maiores clientes da GE: “Dá para calar a boca e vender pra gente? Isso é uma paráfrase, talvez com alguns parênteses pelo meio.”

Reclamação de clientes não é o único problema provocado pelo esforço de implantar uma política de conservação do meio ambiente num conglomerado de US$ 163 bilhões/ano, que vende desde lâmpadas até turbinas de avião. Alguns dos subalternos de Immelt têm questionado se as emissões de dióxido de carbono são uma causa comprovada de mudança climática.

E ele mesmo só pretende empurrar a GE até certo ponto. “Não quero mudar o fluxo econômico da empresa”, diz Immelt. Assim, a GE continua vendendo turbinas movidas a carvão e tem se aprofundado na produção de petróleo e gas. Ao mesmo tempo, sua divisão de finanças pretende aumentar os investimentos relacionados a carvão, inclusive termelétricas, uma das maiores causas de emissões de dióxido de carbono nos Estados Unidos.

Mas nenhum desses limites impediram que a GE transformasse o compromisso ambiental numa tarefa de marketing. De fato, o principal foco do marketing do conglomerado hoje é uma campanha de US$ 1 milhão por ano para promover sua pesquisa de “soluções inovadoras para desafios ambientais”.

(…) Immelt diz que vários fatores contribuíram para sua decisão de tornar a GE mais “verde”. A empresa tinha uma lista crescente de tecnologias, entre as quais a de turbinas de vento e uma turbina de avião que gasta menos combustível, que podiam ser vendidas como ambientalmente corretas. Fábricas da empresa na Europa e no Japão enfrentam limitações em suas emissões de dióxido de carbono. Immelt também diz que um relatório da Academia Nacional de Ciências, de 2001, o convenceu que o aquecimento global é um “fato técnico”. (…)

Immelt enfrenta resistências para fazer da GE uma empresa mais ‘verde’
14/09/2007 – Kathryn Kranhold – The Wall Street Journal

Quem pagará a conta?

setembro 4, 2007

Um artigo sobre a questão das emissões de poluentes faz uma pergunta no seu título: Quem pagará a conta pela redução de emissões? (Valor Econômico – 04/09/2007)


(…) Mas sua aparente concordância só prepara o verdadeiro debate: quem é que vai pagar a conta?Há cada vez mais evidências de que uma força além dos controles governamentais pode estar fazendo mais do que as autoridades reguladoras para enfraquecer o crescimento das emissões. Essa força são os preços do combustível. O sinal mais recente veio num relatório semana passada do grupo nova-iorquino de defesa ambiental Environmental Defense. Ele disse que a alta da gasolina causou mudanças palpáveis no consumo nos EUA em 2005, o mais recente ano estudado no relatório.

(…) O Protocolo de Kyoto requer cortes de emissões apenas para os países industrializados que o assinaram, e ele exige cortes para todo o grupo de apenas 5% em relação aos níveis de 1990 – e isso até 2012. Isso originou um mercado bilionário de “créditos de carbono” em que países – e as empresas neles sediadas – que são obrigados a cortar suas emissões podem limitar seus custos de obediência à norma patrocinando projetos mais baratos de cortes de emissões no mundo em desenvolvimento.É nesses países em desenvolvimento, tais como a China, que as emissões têm crescido mais rápido. Mas eles não têm limites sob o Protocolo de Kyoto – um fato que a indústria na maioria dos países desenvolvidos argumenta que cria uma desvantagem competitiva para eles.