Archive for the ‘México’ Category

Ainda sobre a contabilidade de políticos

setembro 28, 2007

O New York Times (28/09/2007, Mexico’s Former President Is Under Investigation on Allegations of Financial Abuse, James McKinley Jr) traz uma reportagem sobre a contabilidade de um político, no caso, o ex-presidente do México, Vicente Fox.

O foco é a casa de Fox, que possui piscina, lago artificial, jardins suntuosos, entre outras mordomias. O Congresso mexicano começou uma investigação das finanças pessoais do ex-presidente após a eleição e a relação com a reforma na sua residência.

Fox afirma, segundo o jornal, que cada peso gasto na residência tem origem legal. O México tem um histórico de ex-presidentes que obtiveram uma imensa fortuna quando ocuparam os seus cargos. Mas o caso de Fox é interessante pois foi o primeiro presidente de oposição que governou o México em 71 anos de domínio do PRI.

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Fortuna de Slim e a ajuda do governo

agosto 30, 2007

Uma reportagem do NY Times, publicada no Estado, mostra uma visão da fortuna do bilionário mexicano Slim. Apesar de fazer uma comparação entre o valor de sua fortuna (que corresponderia, a grosso modo, ao ativo) com o PIB do México (que seria o equivalente a receita), uma comparação que os mais puristas não concordam, o texto é ilustrativo dos efeitos do oligopólio.

Fortuna de Slim cresce com ajuda do governo
Empresário ainda é dono de 90% da telefonia fixa no México
Eduardo Porter THE NEW YORK TIMES
O Estado de São Paulo – 29/08/2007

Mexicanos pagam acima da média pela telefonia e pelo acesso à internet

E no início deste mês a revista Fortune informou que Carlos Slim Helú, um mexicano, tinha ultrapassado Bill Gates, tornando-se o homem mais rico do mundo – corroborando uma informação que havia sido divulgada em julho pelo portal mexicano Sentido Común -, com uma fortuna avaliada em US$ 59 bilhões.

Para se ter uma perspectiva desse valor, o tesouro de Slim é equivalente a pouco menos de 7% da produção total de bens e serviços do México – US$ 1 para cada US$ 14 de bens produzidos por toda a população no país. (…)

Como um barão ladrão, um oligarca russo ou um executivo da Enron, Slim faz-nos lembrar as palavras de Honoré de Balzac: “Por trás de cada grande fortuna há um crime.” O pecado de Slim, mesmo que tecnicamente ele não seja um criminoso, é como o de Rockefeller, o pecado do monopolista. Em 1990, o governo do presidente Carlos Salinas de Gortari vendeu ao amigo Slim a empresa telefônica estatal mexicana Telmex, tendo sido firmado um compromisso de que ele ficaria com o seu monopólio por anos. E depois concedeu à Telmex a única licença nacional para explorar a telefonia celular.

Quando os concorrentes conseguiram finalmente entrar no mercado, a Telmex os manteve à distância usando alguns subterfúgios bastante criativos, como conseguir que um juiz emitisse um mandado de prisão contra o principal advogado de uma das empresas concorrentes. Hoje, a Telmex ainda controla 90% dos serviços de telefonia por linha terrestre e quase três quartos do mercado de telefonia celular no México.

EXPANSÃO

Os monopólios tendem a gerar muito dinheiro. Slim, um investidor astuto, utilizou esse dinheiro muito bem, comprando centenas de empresas mexicanas e entrando nos mercados de telefonia sem fio em toda a América Latina. Difícil passar um dia sem que um mexicano lhe propicie algum dinheiro.

Mas o México tem pago por isso, e muito. Em 2005, existiam menos de 20 linhas de telefone fixo para cada 100 mexicanos e menos da metade possuía telefones celulares. Apenas 9% das casas tinham acesso à internet. Os mexicanos pagam muito acima da média por todos esses serviços.

A imagem da Contabilidade no México

agosto 8, 2007

É sempre interessante notar como está posicionada a contabilidade em outros países. Um artigo de Francisco Javier Calleja Bernal, para o periódico El Economista (A imagen contable-financiera, 07/08/2007) comenta a imagem do contador no México. Alguns trechos a seguir:

=> aunque los contadores dejamos atrás ya hace mucho tiempo la faceta de registradores de operaciones, el viejo tenedor de libros desapareció como tal hace un siglo, su imagen y sus defectos no han logrado desaparecer de la mente colectiva y todos los días tiene que seguirse librando batallas para establecer una correcta imagen de la profesión.

=> la profesión contable asumió como lógico y sabido que las finanzas eran parte de su área de influencia natural y aunque no privativo como la auditoría, sí era un sector en el que difícilmente entrarían otros profesionales. De nuevo la imagen exterior no fue esa y muchos profesionales comenzaron a participar en estos temas, con el fin de que después se crearan incluso licenciaturas aparentemente diferentes a la contaduría que se especializaron en finanzas y que desplazaron al contador de esta área.

=> Es curioso que los primeros intentos (hace 30 años) de separar contaduría y finanzas hayan fracasado notoriamente y que en cambio el día de hoy la administración financiera como profesión sea el fantasma que pareciera amenazar a la contaduría. Los contadores no hemos sabido incluir como parte de nuestro gremio a los administradores financieros, tampoco hemos hecho esfuerzos por dejarle claro al público que para las finanzas es siempre mejor contar con alguien que sabe a fondo contabilidad.

En tercer lugar, los números de alumnos inscritos en la licenciatura han descendido. La contaduría pública vive alarmada por el hecho de que las inscripciones bajan, por lo menos así en las universidades privadas, pero en realidad el número de inscritos ha aumentado si contamos esas licenciaturas nuevas, como la administración financiera.

=> En resumen, la realidad y la imagen de una profesión no son lo mismo, pero para que podamos tener la imagen deseada hay que trabajar en ello. El contador público proviene de una época en la que el trabajo era la recomendación única, sin publicidad y sin presumir los logros obtenidos.

O segredo de Carlos Slim

agosto 6, 2007


O bilionário mexicano Carlos Slim talvez seja hoje o homem mais rico do mundo (aqui). Para tentar descobrir o segredo de um bilionário (como foi sua vida, como ele conseguiu sua riqueza etc) existem diversos livros (vide, por exemplo, as diversas obras sobre Warren Buffett).

Para Carlos Slim o segredo do sucesso parece simples: monopólio. Aos 67 anos, o empresário controla mais de 200 empresas, principalmente no México, em setores como telecomunicações, cigarros, construção, mineração, bicicletas, refrigerantes, aviação, hotel, ferrovias, imprensa e bancos. Estas empresas representam cerca de um terço do valor do mercado acionário mexicano. E sua fortuna significa 7% da economia do país.

Segundo um comentário de um blog, Slim construiu sua fortuna eliminando competição nos setores que atua. Já o Wall Street Journal traz uma série de comentários sobre as críticas a Slim no México. A seguir a reportagem completa:

Os segredos de Carlos Slim, o homem mais rico do mundo
August 6, 2007 7:36 p.m.

Por David Luhnow
Carlos Slim é o Senhor Monopólio do México. É difícil passar um dia neste país sem pôr algum dinheiro no bolso dele. O magnata de 67 anos controla mais de 200 empresas — ele diz que “perdeu a conta” — nos setores de telecomunicações, cigarros, construção civil, mineradoras, bicicletas, refrigerantes, companhias aéreas, hotéis, ferrovias, bancos e gráficas. No total, suas empresas correspondem a cerca de um terço do valor de mercado da principal bolsa do México e sua fortuna representa 7% da produção econômica anual do país. (No auge, a riqueza de John D. Rockfeller era igual a 2,5% do PIB dos Estados Unidos.)

É como brinca a piada no cardápio de um restaurante da Cidade do México: “Este restaurante é o único lugar no México que não pertence a Carlos Slim”.

A fortuna de Slim cresceu mais rápido do que qualquer outra no mundo durante os últimos dois anos, aumentando de US$ 40 bilhões para US$ 60 bilhões atualmente. Embora o valor de mercado de suas empresas de capital aberto possa diminuir a qualquer momento, hoje em dia Slim é provavelmente mais rico que Bill Gates, cuja fortuna a revista “Forbes” calculou em março como US$ 56 bilhões. Seria a primeira vez que uma pessoa do mundo em desenvolvimento ocupa o topo dessa lista desde que a “Forbes” começou a acompanhar a riqueza fora dos EUA nos anos 90.

“Não é um concurso”, disse Slim numa entrevista ao Wall Street Journal, com um charuto cubano apagado na mão, no segundo andar de seu escritório decorado com quadros de paisagens mexicanas do século 19. Um homem relativamente modesto, que usa gravatas de suas próprias lojas, o magnata diz que não se sente mais rico só porque o é em papel.

Como é que um mexicano, filho de imigrantes libaneses, chegou a esse patamar? Construindo monopólios, bem ao modo de John D. Rockefeller quando ele controlava o refino de petróleo nos EUA durante a era industrial. No mundo pós-industrial, Slim controla os telefones do México. A sua Teléfonos de México SAB e sua afiliada de telefonia celular Telcel têm 92% de todas as linhas fixas e 73% dos celulares. Como Rockefeller no passado, Slim acumulou tanto poder que é considerado intocável em sua terra natal, uma força tão grande quanto o próprio Estado.

O corpulento Slim é uma contradição ambulante. Ele diz que gosta da concorrência nos negócios, mas a bloqueia em todas as oportunidades. Adora falar sobre tecnologia, mas não usa computador e prefere papel e caneta. Os convidados em sua mansão na Cidade do México vão de Bill Clinton a Gabriel García Márquez, mas ele é provinciano em vários aspectos, não viaja muito e diz com orgulho que não tem nenhuma casa fora do México.

Seus admiradores dizem que o agressivo Slim, um insone que fica acordado até tarde lendo sobre História e aprecia estudar Gengis Khan e suas estratégias militares ardilosas, representa o potencial do México de virar um tigre latino. Sua frugalidade nos negócios e na vida pessoal é um modelo de humildade numa região onde magnatas extravagantes constróem sedes luxuosas e passam os feriados caçando na África.

Para seus críticos, entretanto, a ascensão de Slim diz muito sobre os profundos problemas do México, como o abismo entre ricos e pobres. A última lista da ONU coloca o México no 103o lugar de 126 países no critério da igualdade entre cidadãos. Nos últimos dois anos, Slim ganhou mais de US$ 27 milhões por dia, enquanto um quinto da população do país sobrevive com menos de US$ 2 por dia.

Os monopólios sempre foram um elemento da economia mexicana. Mas no passado os políticos atuavam como um freio para as grandes empresas, garantindo que o mundo empresarial não ameaçasse o poder deles. Esse controle desapareceu nos anos 90 com a privatização da maior parte da economia e a morte lenta do Partido Revolucionário Institucional, que deteve o poder por 71 anos, até 2000.

“É surpreendente como as grandes empresas fizeram do governo mexicano um refém. Isso é um risco para a nossa democracia, e está sufocando nossa economia”, diz Eduardo Pérez Motta, o chefe da agência governamental antitruste.

Como a face da nova elite, Slim apresenta um grande desafio para o jovem presidente do país, Felipe Calderón. Ele terá de decidir se tentará conter Slim, apesar de o magnata ser o maior empregador privado do país e o maior pagador de impostos. Rotineiramente, o Congresso elimina leis que vão contra os interesses de Slim e suas empresas respondem por uma boa fatia da receita de propaganda do país, tornando a mídia relutante em criticá-lo.

Durante os últimos meses, Calderón tentou fechar um acordo com Slim nos bastidores. Em várias reuniões — cujos detalhes foram conhecidos pela primeira vez —, o presidente tentou convencer Slim a aceitar mais concorrência, segundo pessoas familiarizadas com as reuniões. O governo tem uma carta na manga: Slim não pode oferecer TV em sua rede de comunicações — um mercado de grande potencial — sem a aprovação do Estado.

Um homem falador que geralmente é gentil mas também pode se irritar com facilidade, Slim rejeita o rótulo de monopolista. “Eu gosto de concorrência. Nós precisamos de mais concorrência”, diz ele, entre goles de Coca Light. Ele enfatizou que muitas de suas empresas operam em mercados competitivos, e apontou que o México corresponde a apenas um terço das vendas de sua operadora de telefonia celular América Móvil SAB, que tem clientes de San Francisco a São Paulo.

A estratégia de Slim tem se mantido consistente durante sua longa carreira: comprar as empresas barato, deixá-las em forma e esmagar sem dó a concorrência. Depois que Slim obteve o controle da Telmex em 1990, logo incursionou no mercado para cabos de cobre usados pela Telmex para linhas telefônicas. Ele comprou um dos dois principais fornecedores e garantiu que a Telmex não comprasse nenhum cabo do outro, forçando os donos a vender-lhe a empresa.

Slim concorda que muitos setores no México são dominados por grandes empresas. Mas não enxerga nenhum problema se elas oferecerem preço e serviço bons. “Se uma cerveja no México custa um peso e nos EUA custa dois pesos, então eu não vejo problema”, diz ele.

Apesar de várias medidas mostrarem que suas empresas cobram mais caro, Slim rapidamente rejeita essa afirmação. Numa entrevista ao Wall Street Journal, ele pede que um assessor traga sua própria conta telefônica. “Vê? Cobramos US$ 14 por mês de assinatura, mais barato que os EUA”, diz. Pode ser, mas as tarifas adicionais no México fazem com que a maioria das contas sejam mais caras que nos EUA. A própria conta de Slim totalizou impressionantes US$ 470 no mês passado. “Eu tenho muitas empregadas e meus filhos fazem ligações”, diz ele.

O quinto de seis irmãos, Slim nasceu rico. Seu pai, Julian Slim, fez fortuna com uma loja chamada “A Estrela do Oriente”. Ele morreu quando Slim tinha 13 anos.

Logo no ínicio Slim mostrou talento para os números. Ele ensinou álgebra na maior universidade pública do México. Depois da universidade, Slim e alguns amigos viraram corretores na nascente bolsa do país. Apesar do sucesso, os amigos dizem que Slim, menos farrista e mais reservado que os outros, queria administrar empresas em vez de negociar suas ações.

Sua primeira chance veio logo. Depois de reformar uma empresa de refrigerantes e uma gráfica nos anos 60 e 70, ele comprou, em 1981, uma grande fatia da segunda maior empresa mexicana de cigarros, a Cigatam. A empresa gerou o caixa de que Slim precisava para comprar outras.

Em 1982, a queda do petróleo descarrilou a economia mexicana e companhias foram postas à venda a preço de banana. Slim comprou dezenas. “Países não quebram”, dizia Slim a amigos na época.

Apesar de suas habilidades, muitos aqui dizem que sua verdadeira chance veio com a eleição do presidente Carlos Salinas, em 1988. Eles eram amigos e, quando Salinas privatizou centenas de estatais, Slim acabou levando a Telmex, numa oferta em conjunto com a Southwestern Bell e a France Télécom.

THE FOUR D’S

Companies that dominate their industries often resort to the four D’s to defend their turf when facing competition for the first time.
Deny — When Mexico’s long-distance market opened to competition in 1997, Telmex at first denied access to its network, arguing that rivals didn’t have the legal authorization to operate in the country, say rivals. In recent years, Telmex has tried to block Internet calling service Skype’s entry into Mexico, arguing it needs a government concession to enter the market. Telmex says it follows legal procedure.
Delay — Telmex dragged its feet on allowing access to its network, often not returning calls from executives of rival companies or not showing up at meetings, rivals say. When Mexico’s telephone regulator, Cofetel, tried to regulate Telmex in the following years, the company took it to court nearly every single time, tying up the regulator’s rulings for years.
Deteriorate — Rivals complain that Telmex hurt competitors’ service. One small rival, MCM Telecom, says Telmex would route all of its calls through one particular station to overload the calls and create busy signals. Telmex says any such move was inadvertent.
Dump — Mr. Slim’s companies can put the squeeze on rivals. Since his Mexican cellphone company, Telcel, has more than 70% of the market, it collects high interconnection fees for calls between networks roughly seven in every 10 times. Rivals, however, have to pay the fee most of the time, making it hard for them to undercut Telcel’s prices and gain market share.

Unificar as Regras Contábeis

julho 26, 2007

O texto a seguir é do jornal El Norte, de 30 de maio de 2007, do México. Observe como o texto poderia ser reproduzido no Brasil, substituindo os países.

Demandan unificar reglas contables
Alicia Díaz
México está perdiendo competitividad al tratar de adaptar al entorno nacional las reglas internacionales de contabilidad, cuando países como la Unión Europea, Australia y Japón han avanzado más rápido al aplicar las normas internacionales, advirtió Alberto Rafael Gómez Eng. (…)
Explicó que actualmente en México las aseguradoras, los bancos, las empresas paraestatales y privada tienen reglas de contabilidad diferentes, pero que si México adoptara las reglas internacionales, aplicarían las mismas normas.
“El CINIF está creando sus propias reglas siguiendo las internacionales, pero sin que sean las internacionales”, expresó, “entonces, yo pienso que es gastar recursos cuando no tenemos, perder el tiempo cuando lo que necesitamos es ganar el tiempo”.
(…) En este sentido, dijo, la aplicación en México de las normas internacionales darían mayor competitividad a las empresas mexicanas que cotizan en otros mercados del mundo porque son más comprensibles y les evitaría la reexpresión de sus estados financieros cuando coticen en otros mercados.
“El inversionista no es mexicano, es global”, dijo, “unificar con el mundo las reglas de información financiera tiene un gran valor que va a permitir a las empresas obtener financiamientos más baratos, obtener mejor precio por su capital, a generar los procesos de transacciones y facilitar el acceso a los mercados de capitales”.

Valor justo na avaliação contábil

maio 22, 2007

Um artigo publicado num periódico mexicano El Economista (21/05/2007). Aqui um extrato:

Independientemente de lo anterior, debemos considerar que el ajuste a valor razonable de los activos y pasivos de eventos y transacciones y circunstancias no transaccionales tienen el inconveniente, algunas veces, por tratarse de valores volátiles y que, en otras ocasiones, no existen los mercados para obtener dichos valores razonables, lo que termina en cuantificaciones estimativas que resultan o pueden resultar subjetivas; aquí es donde se le puede complicar al auditor.

Lo que es bien cierto, es que las normas contables aceptan cada vez más al valor razonable como método de cuantificación y de que en su determinación se ven inmersos cálculos financieros complejos. Por todo ello, es necesario que los profesionales de la contabilidad incluidos los auditores externos, conozcamos más acerca de las teorías y técnicas de valuación existentes, de lo contrario, como auditores ¿estaremos de acuerdo que el valor razonable es razonablemente correcto?

Clique aqui para ler completo

Governança no México

março 16, 2007

O México decidiu conhecer melhor o modelo de Governança Corporativa do Brasil, informa a Gazeta de 16/03:

Governança corporativa do Brasil…
Gazeta Mercantil

São Paulo, 16 de Março de 2007 – México mira-se no modelo brasileiro para tentar alavancar seu mercado de capitais. O convite dos mexicanos reflete bem a percepção dos órgãos reguladores do mercado de capitais local quanto ao papel exercido pela governança no sentido de elevar o número de empresas listadas em Bolsa. No período 2005-06, a Bovespa registrou 26 estréias, sem contar outras sete que chegaram ao pregão em 2007. Todas ajudaram a reforçar os níveis de governança criados pela Bovespa em 2001, hoje com 102 representantes. Embora representem 1/4 das empresas listadas, esse grupo responde por mais de 60% do giro diário.

No mesmo biênio, a Bolsa mexicana, que tem 140 integrantes, registrou a entrada de apenas duas novas companhias. Para tentar reverter esse quadro, a autoridade regulatória local recentemente criou a Sociedad Anónima Promotora de Inversión (Sapi), segmento que lista empresas comprometidas com regras mais rígidas de transparência e respeito aos acionistas minoritários.

Característica comum de países emergentes, o mercado de capitais mexicano tem um histórico semelhante ao brasileiro, com o controle concentrado nas mãos de poucas famílias, conta Sandra Guerra, coordenadora do Círculo Latino-Americano de Empresas, entidade criada em maio de 2005 e que hoje reúne 13 companhias latino-americanas (oito do Brasil) pioneiras em governança. Por isso, conta, a experiência de companhias domésticas atraiu a atenção internacional. “Todo dia recebo pedidos de informações sobre a experiência brasileira”, diz ela. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 4)(Aluísio Alves)

Desafios da Profissão Contábil

fevereiro 28, 2007

Esses são os desafios da profissão contábil no México (originalmente publicado no El Economista, 27/02)

Desafíos de la profesión contable
Blanca Tapia Sánchez*

En la ponencia titulada “Análisis del problema y propuesta de solución” que se presentó en el Instituto Mexicano de Contadores Públicos (IMCP) en el 2001, se dieron a conocer los resultados de una encuesta que mostraba algunas de las razones y los motivos respecto con la disminución en la matrícula de la licenciatura en contaduría. Del total de los entrevistados, un 31% contestó que los salarios iniciales de los egresados eran bajos, 29% refirió que no tenían clara la función del contador hoy en día, 23% mencionó que la contaduría no es una profesión que ofrezca oportunidades reales de crecimiento y 16% percibió a esta carrera como menos retadora y gratificante que otras del área de ciencias sociales o administrativas.

En el pasado, las actividades del contador se centraban principalmente en preparar estados financieros, llevar los registros contables y resumir la información financiera para la dirección de la empresa, así como cumplir con los requerimientos fiscales, conocer y aplicar las reglas, criterios, procedimientos y principios contables.

Actualmente, además de elaborar, analizar e interpretar información financiera, también debe tomar decisiones que tengan impacto en las entidades y en la sociedad. A su vez, debe cubrir áreas no sólo de contabilidad, sino de contraloría, tesorería, auditoría, finanzas e impuestos. También debe entender y aplicar la normatividad financiera y contable nacional e internacional, no quedándose atrás en el uso de las tecnologías de información. Además, tiene que conocer las áreas funcionales de las entidades y la administración de recursos financieros.

No debemos olvidar que una encuesta realizada por el Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterrey (ITESM) revela que el contador es el profesional que más fácilmente accede a la dirección de la empresa tras 10 años de haber egresado de su carrera.

Las acciones para fortalecer la carrera de contador público, entre otras, pueden ser: diferenciar al técnico del profesional en todos los ámbitos, enfatizar sobre la importancia de las acreditaciones y las certificaciones en las instituciones educativas, reestructurar y modernizar el proceso enseñanza-aprendizaje, estar al tanto de nuevos requerimientos del mercado y de diferentes perfiles de los estudiantes que ingresan, utilizar a nuestro favor las nuevas tecnologías y vincularse con los agentes productivos, realizando investigación relevante que apoye su desarrollo. Los retos son: reivindicar la imagen profesional, impulsar la investigación sobre temas contables, actualizar y certificar constantemente a cuerpos docentes y a las instituciones mismas, además de flexibilizar los planes de estudio, ya sea con un grupo de materias comunes e indispensables en cualquier plan de estudios, pero dejando margen amplio para que haya un sello distintivo del profesional egresado de cada institución.

Puede concluirse que la disminución en la matrícula se debe a movimientos normales del mercado por factores independientes a la demanda de contadores públicos.

Entre los factores podemos mencionar la aparición de nuevas carreras con un perfil aproximado o semejante, aunque con un ámbito de acción más reducido y, en algunos casos, diferente. Además, se presenta una disminución en el interés y una mala percepción de la carrera en los alumnos potenciales debido a:

a) La falta de información sobre las posibilidades de desarrollo de la carrera.

b) Proliferación de universidades e instituciones de calidad cuestionable, lo cual merma el valor de la profesión.

El cuidado de la calidad educativa debe ser la premisa que guíe a todas las instituciones de educación superior y a cada uno de los profesores. Además, es muy importante y necesario realizar cambios en el proceso de enseñanza-aprendizaje para formar personas con conocimientos, habilidades, actitudes y comportamientos éticos.

*Blanca Tapia Sánchez es profesora de planta del Tecnológico de Monterrey, campus ciudad de México. Su correo electrónico es btapia@itesm.mx

Seria possível traduzir e publicar como desafios da profissão contábil no Brasil?