Archive for the ‘periódicos’ Category

Periódicos e Fator de Impacto

janeiro 9, 2008

Uma forma de verificar se um periódico é importante para uma área é através do fator de impacto. Entretanto, esta medida tem uma série de problemas. O principal é a mensuração. Clique aqui e aqui

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Novo periódico

janeiro 7, 2008

A Revista de Contabilidade e Organizações aparece com uma série de artigos interessantes. Temas como princípios de contabilidade (com Sérgio de Iudicíbus), Teoria de Agência (Flávia Dalmácio e Luiz Corrar), Evidenciação de Informações (Marcelle Oliveira), Métodos quantitativos em Auditoria (José Maria Dias Filho e Joselito Ribeiro), Privatização (Rogério Reis, Ariton Teixeira e Mirian Pires), Situação Financeira dos Estados Brasileiros (Gilmar Mello e Valmor Slomski) e Professor Universitário (Vilma Slomski). Além disto, um artigo internacional de Merchant, sobre orçamento.

Ranking da Produção Científica no Brasil

janeiro 2, 2008

Na área de administração e contabilidade, as melhores instituições em termos de produção científica são:

1. FEA-USP
2. FGV-EAESP
3. UFRGS
4. UFBA
5. FGV-EBAPE

Fonte: WOOD Jr. Thomas; CHUEKE, Gabriel. Ranking de Produção Científica em Administração de Empresas no Brasil

É bem verdade que existe um problema de corte (somente alguns poucos periódicos foram analisados), mas o resultado reflete aproximadamente a realidade.

Enquanto isto, nos Estados Unidos, os períodos com maior impacto são:MIS Quarterly (Fator de impacto = 4.978. Quanto maior, mais importante é o periódico) e Academy of Management Review (fator = 4.254). Fonte Aqui

Custos e @gronegócio

outubro 18, 2007

Saiu o novo número da revista Custos e @gronegócio, publicada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Os artigos são os seguintes:

Um estudo exploratório sobre a sistemática de gestão de custos das agroindústrias familiares estabelecidas no extremo oeste do Estado de Santa Catarina – Brasil – Antonio Maria da Silva Carpes e Valmir Roque Sott

A economia dos custos de transação como base de análise para a agricultura alternativa: O caso do arroz biodinâmico – Guilherme Cunha Malafaia, Denise Barros de Azevedo, Alessandra Santos dos Santos e Maria Emília Camargo

Análise da relação custo/volume/lucro na agricultura familiar: O caso do consórcio
mamona/feijão – Aldo Leonardo Cunha Callado, José de Lima Albuquerque e Ana Maria Navaes da Silva

Apuração dos custos na produção de leite em uma propriedade rural do município de Irani-SC – Cristiane Zucchi Sopelsa Segala e Ivanir Techio da Silva

Análise dos custos ambientais da indústria de couro sob a ótica da eco-eficiência – Renata Paes Barros e Eduardo Vila Gonçalves Filho

Links

agosto 29, 2007

1. Viés do Otimismo e Decisão de investimento

2. Otimismo e investimento

3. The Journal of Spurious Correlations

4. Ranking de Periódicos em Economia

5. Estudo diz: não faça muitas coisas ao mesmo tempo. Você não é um computador

Influencia na avaliação

agosto 6, 2007

Os periódicos científicos adotam, geralmente como padrão, a avaliação de um trabalho sem saber a autoria do mesmo. Uma experiência interessante mostrou que ao saber algo sobre o autor isto muda a percepção do avaliador.

Uma pesquisa da JAMA de 2006 mostrou os efeitos em 67 mil resumos submetidos na American Heart Association (AHA) entre 2000 e 2004. No começo de 2002 a AHA mudou o processo de análise, retirando o nome dos autores e sua origem dos resumos antes de mandar para análise. Ao comparar os dois períodos, o número de trabalhos de autores norte-americanos reduziu significativamente. (Aqui para ler mais)

A publicação em Periódicos Acadêmicos irá perder a importância?

agosto 2, 2007

Um pesquisador que deseja publicar num periódico de bom nível pode levar mais de dois anos para conseguir seu intento. Após enviar seu texto para o periódico, ele aguarda de dois a seis meses (em alguns periódicos este prazo é maior) com as respostas dos pareceristas (geralmente dois). Feitas as correções, o artigo é reenviado para o periódico, que encaminha para os pareceristas aprovarem o que foi corrigido.

Com a aprovação do artigo, o texto entra numa lista de espera, que pode demorar um certo tempo. Recentemente saiu um artigo de minha co-autoria que tinha sido escrito há três anos.

Para quem deseja fazer um bom currículo acadêmico, este é o caminho. Isto significa que o que está sendo agora pesquisado só deverá chegar nos periódicos em 2010. Mas será que isto é o caminho mais adequado?

Recentemente um periódico da economia adotou um política interessante de fazer uma análise do artigo sem revisão (clique aqui para ler).

Agora uma pesquisa conduzida por Ellison (Is Peer Review in Decline?) mostra que nas últimas décadas observou-se um declínio dos artigos escritos por economistas de universidades com melhores rankings.

Existem algumas possíveis explicações para este acontecimento. Em primeiro lugar, talvez mais novos pesquisadores talentosos estejam publicando nos dias de hoje. Uma segunda possibilidade é o próprio processo de revisão dos jornais econômicos. Finalmente, Ellison considera a possbilidade de declínio na qualidade das revisões e nas características da publicação acadêmica, que torna menos atrativo publicar.

Clique aqui para ler também

Análise de artigos em periódicos: Economic Inquiry

julho 26, 2007

O periódico Economic Inquiry resolveu adotar uma nova política na análise de artigos submetidos para publicação.

Em geral os periódicos adotam um procedimento de revisão realizado por pareceristas. Quando um artigo é enviado para publicação, o editor distribui o artigo para análise de parecerista, geralmente dois. Estes pareceristas são autores da área que irão opinar sobre a publicação ou não do artigo. Em geral o parecer solicita alterações no artigo. De uma maneira geral, a publicação do artigo está condicionada as mudanças propostas pelo parecerista.

Isto geralmente faz com que o artigo leve muito tempo para ser publicado.

O Economic Inquiry adotou uma nova política: não haverá sugestão de alteração. Ou o artigo será aceito ou recusado.

Clique aqui e aqui

Pesquisa e Ensino

março 6, 2007

Uma questão que tem sido debatida em alguns blogs refere-se à pesquisa e ensino na universidade.

De uma maneira geral, a pesquisa tem sido a questão mais destacada quando se comenta sobre o ensino superior. Recentemente, na última Revista Brasileira de Contabilidade, foi discutida uma pesquisa realizada no Brasil sobre os maiores pesquisadores brasileiros na área de contabilidade. Destaco, inicialmente, o ineditismo desse ranking no Brasil. Entretanto, a metodologia usada poderia ser questionada. Afinal, a qualidade é igual a quantidade?

Recentemente no Blog de Greg Mankiw foi publicada uma crítica ao fato do peso na universidade ser para as pessoas que publicam. Argumenta-se que a maioria dos artigos que são publicados é realmente questionável.

Nessa semana, o debate Posner e Becker foi sobre escolas de economias e ranking. Posner acha que os rankings são manipuláveis pelas escolas, dependendo do atributo. Becker lembra que nos últimos anos tem crescido o interesse por ranking. Isso ocorre devido à dificuldade dos estudantes, pacientes e outros consumidores em ter uma informação suficiente sobre os atributos que são oferecidos nas escolas, hospitais e outros serviços. Becker lembra que os rankings podem conduzir a um “jogo” na medida. Por exemplo, se os hospitais são classificados pela taxa de mortalidade dos seus pacientes, isso pode conduzir essas organizações a não aceitar pacientes que estão em estado grave.

Voltando nossa atenção para a academia, a presença de rankings pode conduzir a distorções. Hoje os pesquisadores brasileiros sabem, por exemplo, que publicar um artigo num periódico pode significar mais pontos que publicar em outro periódico. Isso também é válido para congressos e outras atividades. Quando faço um parecer para um periódico não ganho pontos na minha atividade de pesquisador na visão da Capes. Mas quando publico um artigo num periódico de nível A, ganho. Esse tipo de situação conduz ao que Becker chamou de “jogo”, incentivando o comportamento do pesquisador para algo que talvez não seja adequado.

Andrew Oswald, da University of Warwick, fez uma pesquisa simples, mas interessante. Usando dados de periódicos antigos na área de economia, Oswald critica as universidades que tem sua política voltada para publicação em periódicos de prestígio. Para Oswald, publicar nesses periódicos não significa necessariamente qualidade. Utilizando o impacto da citação como variável, Oswald mostra que uma pesquisa publicada num periódico de alto nível pode ser “pobre” pois não é lembrada posteriormente. Já uma excelente pesquisa publicada num periódico de nível mediano pode ser considerada de maior qualidade já que é lembrada mais vezes. (Oswald explica que isso decorre do desvio-padrão)

Ellison, do MIT e do NBER, mostrou que nos últimos anos o número de artigos publicados nos periódicos científicos de economia escritos por departamentos de universidades de renome tem declinado. A justificativa para isso talvez seja o acesso mais fácil aos dados proporcionado pela Internet.

wiki em periódicos científicos

janeiro 18, 2007

A prestigiosa revista Nature tentou adotar o modelo wiki para análise de textos científicos. O textos submetidos para a revista eram disponibilizados online e existia um convite para pesquisadores de todo o mundo para participar do processo de revisão.

O resultado não foi muito promissor, pois poucos participaram e o número de feedback foi pequeno. Durante a fase experimental, 5% dos 1.369 papers foram selecionados e colocados na Internet para comentários. Desse total, 33 não receberam qualquer comentário e o restante receberam 92 comentários técnicos.

Qual a razão para o fracasso da experiência. Quem participa do processo de análise de textos científicos sabe como é um trabalho interessante e necessário. Mas que toma tempo e tem uma grande responsabilidade. Foi o que aconteceu com a Nature, que concluiu que pesquisadores estão ocupados ou não tem um incentivo para fazer análise.