Archive for the ‘ranking’ Category

IDH em discussão

dezembro 17, 2007

Posner:

=> O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é uma tentativa de desenvolver uma melhor medida de bem-estar.
=> Eu não consigo enxergar valor no IDH. Não que renda per capita, expectativa de vida e nível de educação como aproximação da educação dos adultos não sejam importantes.
=> A óbvia objeção é o peso igual para os três índices e a omissão de outras importantes dimensões do desenvolvimento, como qualidade de moradia, poluição, impostos, expectativa de vida adulta, taxa de crimes, desemprego, inflação, qualidade e variedade de produtos e serviços, crescimento econômico e qualidade da educação, que sua inclusão pode agravar o problema do peso e algumas envolve sérios problemas de mensuração.
=> Uma objeção menos óbvia, mas um problema geral com rankings, é que a distância entre as colocações é mais importante que o número que separa dois países.
=> O IDH é um exemplo de rankingmania
=> O mais sério problema com o ranking é a arbitrariedade dos pesos

Becker:

=> O IDH reconhece alguns destes defeitos da contabilidade nacional e tenta corrigi-los.
=> Entretanto, como Posner colocou, o peso é completamente arbitrário. Mais ainda, existe uma substancial dupla contagem
=> O IDH ignora pesquisa moderna que fornece um método para combinar mudança na renda nacional com mudança em vários tipos de risco de mortalidade. Este método calcula o “valor estatístico da vida” que essencialmente mede quanto os indivíduos estão dispostos a a pagar por vários melhoramentos na taxa de mortalidade.

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A dificuldade da governança

julho 9, 2007

A discussão sobre governança corporativa esbarra numa dificuldade: o que é governança corporativa?

Uma reportagem do Wall Street Journal (Theory & Practice: Finding the Best Measure of ‘Corporate Citizenship’, de Phred Dvorak, 02/07/2007, p. B3) mostra como isto é difícil para o investidor. Afinal, segundo a reportagem, existe pouco consenso sobre o que é uma boa governança e como deve ser mensurado.

O texto cita casos contraditórios de “boa governança”. Por exemplo, a Google foi considerada uma das “World’s Most Ethical Companies” pela Ethisphere, mas que é considerada pela Audit Integrity Inc., pelo comportamento da sua contabilidade e risco de litígio como ruim. O porta-voz da Google diz que a classificação da Ethisphere reflete o esforço da empresa com os usuários, mas que não conhece a Audit Integrity.

Alguns analistas questionam a importância de classificações de governança. Uma das razões é que as empresas que fazem estas classificações vendem suas classificações e serviços. Além disto, quando uma informação sobre a governança de uma empresa é conhecida, o preço seria afetado imediatamente.

E o Brasil, onde a governança corporativa é dada por certas regras no mercado acionário? Seria possível uma boa governança sem fazer parte dos níveis da Bovespa? Ou o contrário, ao fazer parte deste níveis isto garantiria uma boa governança?

Clique aqui para ler reportagem

As melhores universidades norte-americanas

junho 2, 2007

As melhores universidades do mundo na área de economia:

1 Harvard
2 U Chicago
3 Massachusetts Institute of Technology (MIT)
4 U California – Berkeley
5 Princeton U
6 Stanford U
7 Northwestern U
8 U Pennsylvania
9 Yale U
10 New York

Em 277 a Fundação Getúlio Vargas. A New U Lisbon (U Nova)aparece em 201a. A Universidade Católica Portuguesa em 321a. A Torcuato Di Tella, da Argentina, também consta da lista.

Os Centros de Pesquisas:

1 World Bank
2 International Monetary Fund (IMF)
3 Federal Reserve System Board of Governors
4 Federal Reserve Bank – Minneapolis
5 Federal Reserve Bank – New York
6 Institute for Fiscal Studies UK
7 Federal Reserve Bank – Chicago
8 US Dept of Labor – Bureau of Labor Statistics
9 Centre for Research in Econ. & Statistics (CREST-INSEE)
10 Resources for the Future – USA

O ranking também é dividido em áreas. Em Financial Economics a liderança é de Chicago

Como levar em conta as estrelas?

abril 3, 2007

Quando entramos no sítio da Amazon nos encontramos uma avaliação de um livro feita pelos próprios consumidores da empresa. Geralmente são dadas “estrelas” para cada obra. O mesmo ocorre com as indicações de um filme (veja, por exemplo, o sítio Yahoo Cinema), restaurantes, atrações turísticas etc.

O problema é que um livro pode ter três indicações, com média de cinco estrelas, e outro pode ter uma indicação com média de cinco estrelas. Qual deveria ser mais valorizado? O sítio Statistical Modeling, Causal Inference, and Social Science oferece uma forma simples de analisar essa situação. Nesses casos, geralmente o livro com mais indicações deve ser mais relevante.

Assumindo uma distribuição normal, com uma determinada variância pre-determinada, é possível listar tais indicações. E teremos então surpresas. Um livro com 9 análises e com uma média de 4 estrelas e meia é melhor que um livro com uma única indicação de cinco estrelas.

Classificação

janeiro 24, 2007

Uma das manias modernas é criar classificações (rankings) para todas as coisas: a melhor empresa, o maior lucro, o melhor desempenho, a maior empresa etc. Isso espalhou para outras coisas como o melhor presidente, os melhores vídeos, as pessoas mais influentes.

Nesse endereço mesmo temos mostrados algumas dessas classificações. Recentemente foi postado as melhores mais influentes no setor de entreterimento.

Em vários dessas classificações não sabemos qual a metodologia escolhida e os cuidados existentes. Ou seja, existem rankings e rankings. Alguns são razoáveis em refletir o que se propõe. Outros são infelizes, em especial na metodologia.

Recentemente li numa revista Placar o ranking do futebol brasileiro. A proposta era refletir o desempenho dos clubes de futebol. Os problemas eram inúmeros que talvez fosse melhor a revista não ter feito tal sistema. Em primeiro lugar, o desempenho era de toda a história do clube. Isso significa dizer que clubes que ganharam títulos no passado, mas que não existem mais, ainda fazem parte do ranking da revista.

O segundo problema é que o ranking só considera os vencedores de cada torneio. Se uma determinada equipe consegue um vice-campeonato num torneio importante isso não conta nada para seu ranking. É um critério metodológico que distorce o desempenho.

Outro problema é considerar como igual peso torneios realizados em períodos diferentes com grau de dificuldade diferente. Um torneio que conta com a participação dos melhores times deveria valer mais do que um torneio com times ruins.

Finalmente, o ranking não mostra o desempenho atual da equipe. Talvez essa seja a informação mais relevante para as pessoas interessadas na informação.

Nesse sentido, o sistema de classificação do xadrez deveria ser considerado o exemplo melhor de ranking (ou rating, como é dito no xadrez). Cada jogador possui uma pontuação que indica o grau de qualidade atual do seu jogo. O melhor jogador do mundo hoje deve ter algo como 2700 a 2800 pontos de rating. Um grande mestre internacional algo como 2500 ou mais.

Quando dois jogadores se encontram para uma partida, o sistema de rating já antecipa o provável vencedor tendo por base seu rating. Se o jogador mais fraco ganha de um mais forte, seu rating irá aumentar; o rating do jogador mais forte irá diminuir.

Periodicamente o rating é atualizado para incluir os resultados recentes, sendo descartados os mais antigos. O sistema permite dizer quem é hoje o melhor jogador do mundo ou de um determinado país. Permite também dizer se um torneio que está sendo disputado entre diversos jogadores é forte ou não.

(CONTINUA)