Archive for the ‘receita’ Category

Um erro de 7 bilhões

março 4, 2008


A empresa de agronegócios Bunge irá refazer suas demonstrações em virtude de um erro de 7 bilhões, informou Stephen Taub, da CFO (Bunge Finds a Sales Error: $7B Worth).


As a result of these reviews, management said it has determined that the effect in 2006 and 2005 was immaterial.

“Bunge is remediating the control deficiencies that led to the need for these corrections, and which the company has determined constitute material weaknesses in its internal control over financial reporting in 2007,” it stated in a press release.

É interessante notar que em 2006 o WSJ (e este blog) já comentava, num artigo, a contabilidade confusa da empresa. Clique aqui para conferir isto

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Oscar e filmes

fevereiro 27, 2008


O gráfico mostra a relação existente entre o número de pessoas que assistiram a entrega do Oscar e a bilheteria dos filmes em cada ano. 2008 foi o ano recente com menor público para o Oscar. Fonte: Aqui

Os maiores clubes

fevereiro 15, 2008

O Real Madrid aumentou suas receitas em 20%, mas o Arsenal teve uma evolução maior (37%). Esta é a primeira vez que um mesmo país (a Inglaterra) possui 3 dos 5 maiores clubes. O Juventus, da Itália, perdeu o terceiro lugar (está em 12o.).

Fonte: Aqui

A questao do reconhecimento da receita

fevereiro 7, 2008

Uma pesquisa realizada pela BDO Seidman entre 100 CFOs mostrou algumas questões interessantes sobre o reconhecimento da receita em empresas de tecnologia (The Revenue-Recognition Rules Paradox, Technology-company CFOs see GAAP rules as more logical than those of IFRS — even if using the U.S. standards puts them at a competitive disadvantage, por Sarah Johnson, CFO, 5 de fevereiro de 2008). Ao mesmo tempo que estes executivos consideram que as regras contábeis norte-americanas (US GAAP) são superiores as normas do IASB no que diz respeito ao reconhecimento da receita, os CFOs consideram que as empresas estrangeiras possuem uma vantagem exatamente por usar as normas do Iasb.

Pelo IFRS (normas do Iasb), a receita de empresas de tecnologia pode ser reconhecida mais rapidamente. A questão do reconhecimento da receita torna-se importante para estas empresas já que os montantes são usados como uma aproximação do valor.

Receita Líquida Orgânica

fevereiro 1, 2008

As vezes somos surpreendidos por novos conceitos.

Para 2008, a expectativa é de uma elevação na receita líquida orgânica (sem considerar aquisições) de ao menos 4%, melhor do que o previsto inicialmente. O lucro por ação deve ser de ao menos US$ 1,56, ou US$ 1,90 excluindo US$ 0,34 em custos relacionados com reestruturação.

Custos mais altos afetam desempenho global da Kraft Foods – Juliana Cardoso – Valor Online)

Problemas no controle interno

janeiro 30, 2008

Em “Determinants of Weaknesses in internal control over Financial Reporting”, Jeffrey Doyle, Weili Ge e Sarah McVay (Journal of Accounting &Economics) procuram estudar a questão do controle interno nas organizações.

Usando os textos preparados pelas entidades, os autores verificaram existir uma relação entre o tamanho da empresa e o que é relatado nas demonstrações publicadas.

Segundo os autores, fraquezas nos controles internos são mais prováveis em empresas menores, mais jovens, financeiramente fracas, com rápido crescimento e/ou sob reestruturação.

Ao relacionarem com um indicador de governança, os autores encontraram que empresas com problemas neste sentido possuem problemas com o reconhecimento da receita.

É interessante notar que esta é uma pesquisa que mescla o quantitativo com o qualitativo, algo raro em artigos publicados na área de contabilidade.

Analisando a Prostituição

janeiro 29, 2008

O livro Freakonomics representa um marco para muitos leitores. De repente é possível aplicar os conhecimentos econômicos em situações triviais, como o comércio de drogas ou o aborto. Abre-se um leque para tentar entender o cotidiano sob uma nova perspectiva.

Num dos capítulos do livro é narrado o caso de um estudante que conhece o comércio de drogas numa grande cidade e começa a entender a razão pela qual alguns jovens são atraídos para este tipo de comércio.

Agora um dos autores do livro, Steven Levitt, em conjunto com este ex-estudante, Sudhir Venkatesh, publicaram um artigo preliminar sobre a prostituição numa grande cidade (Chicago). Em “An Empirical Analysis of Street-Level Prostitution”, os autores fazem um estudo da prostituição e diversos aspectos econômicos, incluindo a receita, os riscos da profissão e o custo de oportunidade.

Uma primeira constatação dos autores é que a prostituição é uma atividade econômica com um alto grau de concentração geográfica. Para isto, usaram notícias de prisões, comparando a prostituição com roubos, drogras e outros tipos de crimes.

Como atividade econômica, uma prostituta de rua gera uma média de 27 dólares por hora, o que significa 20 mil dólares por ano. Neste período de um ano, espera-se que a profissional tenha cerca de 12 incidentes de violência e 300 atividades de sexo sem proteção. O estudo concluiu que o preço cobrado varia conforme as características do cliente (incluindo raça) e exigências do cliente quanto ao ato sexual.

Já as prostitutas que trabalham com intermediário possuem uma receita maior e são menos prováveis de serem presas. Além disto, a existência de intermediário parece contribuir com um aumento de receita em razão do preço superior. Para as prostitutas que trabalham sem o intermediário é mais provável prestar serviços ao policial do que ser presa.

O trabalho apresenta ainda algumas lacunas, indicando ser uma versão preliminar. Mas é muito instigante.

Reportagens que educam

novembro 16, 2007

Duas reportagens publicadas no dia 14 de novembro em jornais espanhois são muito interessantes para permitir exemplificar erros contábeis cometidos por um contabilidade não muito confiável. O exemplo é de um time de futebol chamado Celta de Vigo e trata das irregularidades de uma gestão passada e os problemas encontrados. (Uma situação parecida com o Corinthians atual). A primeira reportagem foi retirada do jornal La Voz de Galicia (La situación que se está viviendo estos días en Vigo al descubrirse unas… Alexandre Centeno – La Voz de Galicia – 14/11/2007):

Sobre Classificação Contábil:

(…)La principal irregularidad que reconoció el propio Lendoiro fue que en las cuentas anuales presentadas en diciembre del 2006 había reflejado 118,3 millones de euros (más de 19.635 millones de pesetas) como deudores a corto plazo cuando en realidad se refieren a derechos de televisión y publicidad a cobrar a largo plazo.

Sobre Reconhecimento:

(…) El líder de la plataforma de accionistas aseguró que ese apartado se refiere a la tasación del estadio municipal de Riazor, propiedad del Ayuntamiento y que el Deportivo disfruta a cambio una renta anual simbólica de un euro. Nadie lo negó. Esto significa que el consejo de administración de Lendoiro dice que ingresó más de 3.000 millones de pesetas por el campo de fútbol. Las prácticas contables establecen que no se puede registrar como ingreso la tasación de algo que le ha salido gratis. Estas irregularidades observadas durante la junta tuvieron su continuación semanas después cuando se conoció la redacción del acta.

Sobre o Princípio da Entidade e Ética:

(…) Los socios critican la bancarrota a la que ha llevado Lendoiro al Deportivo en los últimos años, con una nefasta gestión cimentada en un endeudamiento continuo y la creación de empresas deficitarias en las que ha dado empleo a sus hijos, los cónyuges de éstos y otros familiares tanto suyos como de algunos de sus colaboradores.

Uma outra reportagem, do mesmo jornal, “Mouriño acusa a sus antecesores de ocultar la realidad contable del Celta”, de X.R. Castro, La Voz de Galicia, 14/11/2007

Sobre Ativo:


Además, indicó que jugadores como Catanha o Méndez eran considerados como activos del club años después de abandonar la disciplina y que aún a día de hoy son varios los jugadores que reclaman dinero que no aparece en ningún tipo de contabilidad. También señaló que se están pagando primas del último ascenso. En su comparecencia alimentó además el debate acerca de la legalidad contable. Sin entrar en críticas -aunque habló de mentiras y de engaños- reiteró que en su auditoría se había aplicado el único plan general contable que existe en España.

El delantero aparecía como activo del club por valor de 3,8 millones cuatro años después de marcharse

Mouriño descubrió que el futbolista Catanha, que hace casi un lustro que abandonó el club, aparecía en el balance contable con un valor de 3,8 millones de euros. Lo mismo sucedía con otros jugadores, como el argentino Méndez, que ya no pertenecen a la entidad por un valor cercano a los 6 millones de euros. «¿Cómo voy a tener en el balance que me cuesta eso si ya no es jugador mío? Es necesario retirarlo del balance y entonces ya se produce un desequilibrio. Si no son míos esos jugadores para qué voy a seguir mintiendo a la gente y mintiéndome a mí».

Sobre Passivo:

Se firmaron las actas de la deuda de 18 millones un mes antes del cambio

La deuda con Hacienda nunca había trascendido en ningún balance. Jamás se hizo la provisión de ese gasto. Sin embargo, Carlos Mouriño desveló que, «curiosamente, un mes antes del cambio, el consejo firmó las actas con Hacienda. En el descenso anterior se vendieron muchos jugadores y no hubo que pagar nada a Hacienda y nosotros tuvimos que destinar el 50% de los traspasos de los jugadores para pagar las actas de Hacienda».

No se corrigieron las observaciones de los auditores

En reiteradas auditorías anteriores, los auditores especificaron que había que corregir determinadas partidas que el consejo saliente obvió, según la declaración del propio Mouriño: «En la auditoría de los consejos anteriores esas observaciones grandes ya existían, pero simplemente no las corrigieron». El caso más llamativo lo representa la deuda con Hacienda. «Esos 18 millones tampoco iban en el balance, ¿Y si mañana sale que los perdí en la Audiencia Nacional? ¿Cómo lo pagamos?, le decimos a la gente que estamos quebrados y no fuimos capaces de hacer una previsión antes y de buscar una solución? Sabemos que es una deuda que ya se perdió en primera instancia y tenemos todas las posibilidades del mundo de perder de acuerdo con el informe de los abogados y por tanto seguir ignorándola, ocultándola y diciendo que no existe no se corresponde con la transparencia de la que hablamos desde el principio».

Sobre Passivo e Falta de Registro Contábil:

Jugadores de épocas anteriores que reclaman dinero que no consta en los libros de contabilidad

«Que estuvieran sin pagar no era tan grave como que no sabíamos a qué se debían». Con esta frase el presidente desveló que varios jugadores de épocas anteriores están reclamando dinero al club y que además de no ser abonado en su día no aparece reflejado en los libros de contabilidad. Puso como ejemplo la visita de Nagore a Vigo con el Numancia: «Al día siguiente del partido nos apareció en la puerta reclamando que le debían dinero. Le preguntamos si tenía algún papel y no lo tiene, en los libros tampoco aparece nada». Una situación idénticas se ha dado con jugadores como José Ignacio y Juan Sánchez. «El problema -dice el presidente- es que no sabíamos que se debían y cuando vienen a reclamarla vas a los libros de contabilidad y no están».

Problema contábil?

outubro 30, 2007

Esta saiu no sítio da minha Universidade. Um professor de engenharia discute um projeto de um veículo leve sobre a W3, uma avenida de Brasília. Após uma série de considerações sobre a viabilidade do projeto, o referido professor resolveu atacar com considerações financeiras:


A própria viabilidade financeira e comercial do novo sistema é um outro ponto importante. Sistemas sobre trilho são, em regra, deficitários, se contarmos apenas com as receitas tarifárias. Entretanto, esse cálculo está errado, pois tais sistemas viabilizam-se pela receita fiscal acrescida em função da dinamização econômica da área atendida. Eles costumam valorizar terrenos adjacentes, desde que sua implantação seja lastreada em um projeto urbano que agrega valor, prevendo um adensamento controlado. No Distrito Federal, já temos o exemplo do metrô, cujo déficit é uma falácia contábil, pois as receitas com a venda de terreno de Águas Claras e mais a arrecadação fiscal de toda a área uma vez construída asseguraram, em um fluxo de caixa de dez anos, o equilíbrio financeiro do empreendimento (incluindo os déficits operacionais).

Enviado por Vinicius Alves.

Fraude 2

outubro 16, 2007

TORONTO, 15 de outubro (Reuters) – A Nortel pagará 35 milhões de dólares em um acordo com a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), que acusa a empresa canadense de ter fraudado sua contabilidade para atingir as expectativas de lucro de analistas de Wall Street.

A Nortel, produtora de equipamentos de telecomunicações, se envolveu em dois esquemas de fraude contábil, uma relacionada a lucros e outra a receitas, segundo queixa da SEC no tribunal distrital de Manhattan.

Os esquemas permitiram à Nortel atingir “a orientação irrealista de lucros e receita que foi fornecida à Wall Street em 2000 e novamente em 2002 e 2003”, alegou a SEC em seu processo.

A Nortel fechou acordo para encerrar o litígio sem negar ou admitir culpa no caso, de acordo com documentos do tribunal nesta segunda-feira.

O órgão que regula o mercado de capitais dos EUA disse que a demanda por equipamentos de telecomunicações e de rede caiu em 2000, e o número de pedidos por produtos da Nortel diminuiu.

Segundo a SEC, a Nortel usou nessa época de ajustes “incompatíveis com os princípios de contabilidade dos EUA geralmente aceitos para mover receitas e lucros para cima e para baixo o necessário para atingir as irrealistas expectativas de Wall Street”.

Nortel paga US$35 mi para por fim a acusações de fraude contábil
Reuters Focus – 15/10/2007