Archive for the ‘remuneração’ Category

Beleza e Remuneração

dezembro 20, 2007

Já se sabe que as pessoas belas possuem uma melhor remuneração. Isto ocorre não somente porque alguns trabalhos exigem uma beleza (ser uma atriz global, por exemplo), mas também pelo fato de que provavelmente existe uma discriminação contra os feios. Um outro aspecto é que também já se comprovou que a beleza exógena – ou seja, aquela “produzida” – também influencia a remuneração. Clique aqui para ler

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Diferença de salário

outubro 4, 2007

Executivo mais bem pago: Bob Nardelli (Home Depot) = 133,7 milhões de dólares

Executiva mais bem paga: Zoe Cruz (Morgan Stanley) = 30 milhões

Vida pessoal do executivo e desempenho da empresa

setembro 5, 2007


Morte de sogra de executivo afeta a empresa? Alguns estudos dizem que sim
Mark Maremont – 05/09/2007
The Wall Street Journal

Será que os acionistas de uma empresa deveriam se importar se o filho do presidente morre? E se for a sogra?

Questões desse tipo normalmente não fazem parte de decisões de investimento. Mas talvez deveriam, de acordo com um estudo recente feito por três professores de finanças. A partir de dados detalhados do governo dinamarquês sobre milhares de empresas, os professores puderam estudar a relação entre as mortes nas famílias de presidentes de empresas e a lucratividade das empresas ao longo de uma década.

O estudo descobriu que o lucro cai, em média, quase 20% nos dois anos depois da morte de um filho do diretor-presidente. Quanto à sogra do executivo, velhas piadas parecem ter um fundo de verdade: os pesquisadores chegaram à conclusão de que a lucratividade tende, na média, a crescer levemente depois que ela morre.

O estudo é parte de uma nova e polêmica área de pesquisas financeiras, que se aprofunda na vida privada e na personalidade de presidentes para encontrar ligações com o desempenho das empresas. Ela é resultado da propensão de se tratar os presidentes executivos como fundamentais para as corporações que eles dirigem. Se o desempenho deles é tão vital, dizem esses pesquisadores, faria sentido que os investidores quisessem saber qualquer coisa que poderia afetá-lo.

“Quando vamos ao hipódromo, estudamos o cavalo”, diz David Yermack, um professor de finanças da Universidade de Nova York. “Investir não é muito diferente. Queremos saber o máximo possível sobre o jóquei.”

Um estudo do qual ele foi um dos autores analisou as compras de casas dos executivos. Constatou que, na média, as ações de empresas dirigidas por executivos que compram ou constróem megamansões têm um desempenho bem inferior ao da média do mercado. Os pesquisadores não sabem por que isso acontece. Eles teorizam que esses executivos podem estar mais preocupados em desfrutar sua riqueza do que trabalhar duro.

Um dos executivos incluídos no estudo foi Trevor Fetter, diretor-presidente da cadeia de hospitais americana Tenet Healthcare Corp., que comprou uma casa de 934 m2 na região de Dallas no início de 2005. Desde então, as ações da Tenet acumularam uma queda de mais 60%, enquanto o mercado acionário em geral subiu. Um porta-voz da Tenet disse que a empresa conhecia o estudo, mas não tinha comentários.

Outro grupo de pesquisadores encontrou desempenho abaixo da média, tanto em lucros quanto nas bolsas, em empresas lideradas por executivos que recebem prêmios, como os de melhores administradores dados pela imprensa. A teoria: depois que se tornam estrelas, alguns presidentes executivos gastam mais energia a escrever autobiografias e participar de conselhos de outras empresas do que dirigindo suas próprias.

Dois professores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, tentaram recentemente classificar diretores-presidentes de empresas de tecnologia com base em seu nível de narcisismo. Eles examinaram informações como o tamanho de suas fotos nos balanços anuais e com que freqüência falam na primeira pessoa do singular em entrevistas à imprensa. Os autores concluíram que executivos narcisistas tendem a assumir riscos maiores, causando oscilações mais fortes na lucratividade de suas empresas. O estudo, chamado “It’s All About Me” (algo como “Tudo Gira em Torno de Mim”), será publicado na “Administrative Science Quarterly”, publicação da Universidade Cornell.

A nova linha de pesquisa suscita algumas questões espinhosas sobre privacidade. Se ela se intensificar, a vida dos executivos pode se tornar como a dos políticos ou estrelas de cinema, vasculhada intensamente pelo público? Pesquisadores dizem que uma nova área perfeita para estudo é o possível impacto de divórcios e “esposas-troféu” no desempenho das empresas.

“Acho difícil imaginar que se eu tivesse um filho doente isso seria da conta de qualquer pessoa”, diz Jerry W. Levin, presidente do conselho da varejista americana Sharper Image Corp. e ex-diretor-presidente da Revlon Inc. “Presumir que por causa de algo que se passa na minha vida pessoal minha empresa será afetada é loucura. Eu sequer perguntaria esse tipo de coisa para meus próprios empregados, meus próprios executivos.”

Por outro lado, os executivos talvez gostassem de saber que os estudos concluem de maneira geral que os presidentes importam para o desempenho de suas empresas. Isso reforça o lado deles na discussão sobre remunerações de executivos.

Alguns investidores dizem que gostariam de receber mais informação sobre as vidas privadas dos executivos, desde que não seja muito intrusiva. “Bisbilhotar pessoas que têm um filho com leucemia, isso é um pouco de invasão”, diz Scott Black, diretor-superintendente da Delphi Management Inc., uma administradora de recursos de Boston. Mas Black diz que não investe em empresas que gastam excessivamente em sedes e mobília, e diz que “seria de nosso interesse” saber que um presidente comprou uma mansão gigantesca, um iate ou um quadro de US$ 20 milhões.

Já conhecia um estudo sobre a morte abrupta do executivo de uma empresa e a sua rentabilidade. Quanto ao desempenho dos executivos que tornam-se estrelas, uma possível explicação encontra-se na reversão à média.

A questão da remuneração dos executivos

setembro 4, 2007

A SEC, órgão de regulamenta o mercado de capitais nos Estados Unidos, enviou cartas para 300 empresas norte-americanas sobre a remuneração dos seus executivos.

As cartas foram endereçadas para os CEO e não para os diretores financeiros (CFOs) com é praxe. Entre as empresas estão a GE e a Coca-Cola.

Aqui e aqui para mais detalhes

Onde o executivo ganha mais

agosto 28, 2007


Fonte: The Economist, via Captain Capitalism. Exclui opções e bônus. Observe que os executivos em países mais “complicados” recebem melhor.

Remuneração e IPO

agosto 13, 2007

Um artigo no Valor Econômico (Os impactos da remuneração executiva nos processos de IPO, Valor Econômico – 13/08/2007) tenta vincular a oferta pública de ação a uma boa estrutura de remuneração. O início do texto destaca a situação atual do mercado de capitais, onde a oferta pública de ação (IPO) é destacada. A partir da questão do “grau de comprometimento dos executivos” da empresa que participa da IPO, o texto inicia-se um vínculo entre IPO e remuneração.

Uma das perguntas-chave, sempre feita por analistas, está relacionada ao grau de comprometimento dos executivos com o projeto e ao tempo de permanência deles no negócio. É preciso assegurar se aquele time ficará na companhia até a obtenção de resultados.

Entretanto, geralmente a empresa que faz a oferta pública de ação possui nos seus quadros pessoas vinculadas a “família” proprietária da empresa, geralmente parentes e pessoas de confiança dos donos. Mas o artigo tenta mostrar que mesmo assim, a política de remuneração é importante:

Sob este ponto de vista, um modelo de remuneração executiva de longo prazo é quase mandatório nos processos de IPO. Atrelado à valorização das ações ou ao retorno sobre o investimento, o enfoque da política de remuneração deve levar em conta os aspectos do mercado, mostrando o compromisso com o projeto apresentado e o dos executivos, garantindo que o sucesso do IPO proverá oportunidade de ganho justa para o profissional.E duas variáveis devem ser consideradas na elaboração da política de remuneração executiva: o valor e o tempo mínimo necessário de permanência do profissional na empresa. Companhias de origem familiar, por exemplo, têm uma visão de perenidade do negócio e adotam políticas com prazos maiores de retorno, aumentando a necessidade de reter os talentos por períodos mais longos.

O texto é de Leonardo Fialho Salgado, Hay Group.

Salário de Ministro

abril 11, 2007

Depois da notícia sobre os salários dos ministros, a reportagem a seguir, da Folha de S. Paulo (11/04/2007), torna-se interessante:

Cingapura paga US$ 1,3 mi a ministros
DO “NEW YORK TIMES”

Quanto um ministro do governo de Cingapura precisa ganhar para se sentir feliz? O governo diz que um milhão de dólares não basta, e anunciou um aumento de 60% nos salários dos ministros, o que elevaria seu pagamento médio ao equivalente a US$ 1,3 milhão, no ano que vem.

O salário do primeiro-ministro Lee Hsien Loong subirá para cerca de US$ 2 milhões. Os funcionários do governo defenderam os aumentos, dizendo que é preciso pagar bem para atrair bons profissionais -e combater a corrupção.

“Se não o fizermos, o sistema de governo se desmantelará lentamente até o colapso”, disse o ministro da Defesa Teo Chee Hean. “A corrupção tomará conta de tudo, e nós nos tornaremos como muitos outros países.”

O sistema salarial de Cingapura foi criado em 1994 por Lee Kuan Yew, o primeiro-ministro que promoveu a independência da nação. Ele vincula os salários dos ministros e funcionários do primeiro escalão aos salários que eles poderiam ganhar em cargos semelhantes no setor privado.

Sob a fórmula que ele estipulou, os ministros receberiam salário equivalente a dois terços da média dos oito profissionais mais bem pagos em seis das áreas econômicas mais importantes: contabilidade, advocacia, finanças, engenharia, multinacionais e indústria local.

Não houve sinal público de insatisfação entre os ministros, mas, no mês passado, o premiê foi informado de que eles estavam ganhando apenas 55% da referência, e isso justificou o aumento.

Os salários que alguns ministros recebem são compatíveis com o seu currículo? O mercado pagaria mais para um típico ministro brasileiro?

Ganhava demais…

janeiro 5, 2007

Executivo é derrubado por salário alto demais
Por Ann Zimmerman, Mary Ellen Lloyd e Joann Lublin
The Wall Street Journal.

A Home Depot Inc. disse que seu presidente Robert Nardelli fez acordo para renunciar depois de seis anos marcados por uma polêmica sobre sua remuneração, seu estilo de administração autocrático e o desempenho capenga da ação. Nardelli, que assumiu a Home Depot em dezembro de 2000 depois de ter sido preterido para a sucessão de Jack Welch na General Electric Co., vai receber um pacote rescisório de US$ 210 milhões e será substituído pelo vice-presidente Frank Blake.

A notícia fez subir a ação da varejista americana de materiais para construção, reforma e decoração. A Home Depot é uma das 30 componentes da Média Industrial Dow Jones. A ação fechou em alta de 2%.

(…) Ano passado, Nardelli virou o garoto-propaganda do inchaço na remuneração corporativa; sua remuneração foi avaliada em mais de US$ 245 milhões em cinco anos, a maior parte em opções. Na véspera da assembléia geral em maio, vários grupos de acionistas questionaram por que o conselho havia mudado o cálculo de um componente de sua remuneração por desempenho — associando-o ao lucro por ação, um indicador em que a empresa estava indo bem, em vez do retorno ao acionista, um indicador em que ela ia mal. Em maio de 2006, por exemplo, a ação estava caindo cerca de 12% desde sua chegada, enquanto a da principal concorrente, a Lowe’s, estava em alta de 173%.

Por orientação de Nardelli, nenhum dos membros do conselho participou da assembléia anual, e os acionistas que queriam questionar a diretoria eram silienciados depois de um minuto. O resultado foi um desastre em termos de relações públicas para Nardelli e a varejista.