Archive for the ‘taxa de juros’ Category

Agiotas perdem mercado

dezembro 28, 2007

Segundo o Valor Econômico, as financeiras e os bancos estão tomando o mercado dos agiotas (Crédito reduz espaço de agiotas, Valor Econômico, 28/12/20007)

Os velhos agiotas vêm perdendo espaço com o crescimento acelerado do crédito bancário. O espaço antes ocupado pelo crédito informal, hoje pertence às financeiras.

(…) Uma caminhada pela região, antigo centro financeiro de São Paulo e diversas promotoras de crédito oferecem dinheiro “sem comprovação de renda e sem consulta ao Serasa”. Em meia hora de caminhada, panfletos de diferentes bancos e financeiras. “Você só precisa ter talão de cheque” diz uma das vendedoras. Um carro também tem valor, já que o importante é ter uma garantia.

(…) A bancarização “reduziu a oferta informal de crédito”, avaliou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, em entrevista à imprensa. Segundo ele, o maior número de brasileiros com acesso aos bancos, aliado à queda dos juros, tirou clientela dos agiotas.

(…) Vários fatores colaboraram com essa disparada dos empréstimos formais: estabilidade econômica, queda das taxas de juros e a elevação do emprego e da renda. Além disso, alguns acertos legais facilitaram o financiamento de bens, com a alienação fiduciária, que reduziu os riscos para os bancos.A necessidade de expandir a oferta com a queda dos juros levou ainda o banco para o mercado de mais baixa renda, alvo fácil dos agiotas.

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Jogando para a platéia

dezembro 10, 2007

O governo resolveu agir nas tarifas bancárias, tentando padronizar e evitar abusos. Como um amador, que desconhece o que está fazendo, cometeu um grande erro: deixou de lado da periodicidade.

Preocupado em uniformizar a nomenclatura das tarifas, que varia de banco para banco, o governo deixou de lado um detalhe importante: também existe diferença de periodicidade na cobrança dos serviços. Um levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac) mostra, por exemplo, que a taxa para a manutenção ou validade do cartão de débito varia de 30 a 365 dias. O Citibank cobra R$6 a cada 30 dias. No Itaú, são R$12, pagos a cada três meses. (…)

Dependendo do banco escolhido pelo correntista, a renovação da ficha cadastral é cobrada a cada 90, 180 ou 365 dias. Clientes do ABN Real pagam uma tarifa de R$4,50 pelo serviço, valor aparentemente menos indigesto dos que os R$15 debitados pelo Bradesco. Mas a comparação só fica completa quando se considera os prazos: no ABN, a cobrança é feita a cada 90 dias, enquanto no Bradesco, uma vez por ano. (…)
Governo padroniza nomes de tarifas bancárias, mas periodicidade varia – O Globo – 8/12/2007

O BO dos Bancos

dezembro 10, 2007

Quando você compra um remédio numa farmácia, se o vendedor consegue “empurrar” certos tipos de medicamentos para o cliente ele ganha uma comissão conhecida como BO, ou Bônus, mas também conhecida como Bolso de Otário. Esta comissão chega a 20% do valor da venda. Assim, uma Novalgina, um remédio da Hoechst, não gera uma comissão bonificada, mas uma dipirona de um fabricante menos conhecido pode gerar 20% de BO.

Agora o Estadão informa que este BO chegou nas concessionárias de automóveis. É o o BO do carro. Veja a reportagem:

Bancos pagam bônus para lojista vender no crediário
O Estado de São Paulo – 9/12/2007

Bancos e financeiras pagam comissões e prêmios aos concessionários e vendedores para garantir gorda carteira de clientes. Lojistas recebem de 6% a 20% sobre o valor financiado por carro, operação conhecida como Retorno Financeiro ou simplesmente R seguido do porcentual a ser pago, como R6.

De olho no ganho extra com o crediário, lojistas treinam funcionários para convencer clientes a comprar a prazo. Para compra à vista é dada pouca vantagem. A prática não é nova nem restrita ao segmento, mas se alastra num momento em que o País tem venda recorde de 2,8 milhões de veículos. O bônus não é ilegal – se registrado na contabilidade dos envolvidos -, mas facilita ações predatórias de instituições e lojas que empurram planos que amarram o cliente por longo prazo, além do repasse de despesas para os consumidores.

Outra prática é a cobrança da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC), nem sempre divulgada ao comprador, cujos valores variam de R$ 200 a R$ 900. Nas medidas anunciadas quinta-feira pelo Banco Central foi incluída a obrigatoriedade de os bancos informarem a cobrança, sem valor máximo para a taxa.

“Tem vendedor que abusa e chega a cobrar duas TAC, uma embutida nas prestações e outra à vista”, conta o vendedor de uma grande concessionária de São Paulo. “A comissão pela venda de um carro hoje é baixa, por causa da concorrência, por isso os lojistas buscam a diferença na TAC ou no R”, diz ele, no ramo há 15 anos. “Hoje, em muitas revendas, quem paga o salário do vendedor é o banco.”

Segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Sérgio Reze, juros, TAC e Retorno dependem de negociações entre bancos e concessionárias, levando em conta o risco do crédito. “É da natureza do sistema financeiro num regime livre.” O Procon reconhece o Retorno como “relação comercial”, mas admite que há abusos quando o consumidor não é informado de taxas e não recebe cópia do contrato.

Taxa de juros internacionais

novembro 30, 2007


Figura da The Economist, com as mudanças na taxa de juros

Brasil pode ser muito afetado pela crise, segundo a ONU

setembro 6, 2007

A ONU alerta que uma real turbulência no mercado financeiro internacional ainda virá, que a crise pode se aprofundar e que, nesse cenário, o Brasil será um dos países mais afetados. (…) Para a ONU, o resultado da política monetária brasileira é “decepcionante”, os custos são “insustentáveis para a economia real” e a especulação do real só tende a crescer. (…)

Na opinião de Flassbeck, a decisão do Banco Central de acumular reservas ao mesmo tempo que mantém juros altos está “equivocada”. “Os custos de manter essa reserva são enormes e quem está pagando por isso são os contribuintes .”

(…) Segundo o documento, as altas taxas de juros, aliadas à valorização do câmbio, acabam criando oportunidades para a especulação internacional com o real. O resultado disso é uma queda também na competitividade brasileira. A especulação seria tão intensa em volume como nos momentos antes do regime monetário adotado em 1999.

ONU vê mais problemas para o Brasil, Jamil Chade, O Estado de São Paulo, 06/09/2007

Custo de captação

maio 21, 2007

Segundo a Gazeta Mercantil de 21/05/2007, a bolsa tem um custo de captação reduzido em relação a outras formas de captação:

Ir à Bolsa, o investimento da vez

21 de Maio de 2007 – O custo de captação, na abertura do capital, varia de 4% a 10%. Temos notado um “boom” recente de empresas abrindo seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo. (…) Outro fator de atração é o baixo custo de captação, se comparado com as fontes de financiamento tradicionais do mercado bancário. Enquanto a taxa de juros média anual de empréstimos bancários gira em torno de 63,65% ao ano, segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o custo de captação na abertura de capital é substancialmente inferior. No processo de abertura de capital, os custos iniciais da operação podem variar, em média, entre 4% e 10% sobre o valor da captação, incluindo-se os custos dos bancos coordenadores da oferta, auditoria, assessoria jurídica, publicações, comissões e outros.(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 3)(Léo Rosenbaum – Sócio-titular da Rosenbaum Advocacia )

Observe como a informação é tendenciosa ao comparar o custo de um empréstimo (taxa de juros, basicamente) com o valor inicial da operação (mas não o valor total). Não seria possível chegar a uma conclusão adequada com esta informação.

Links

maio 20, 2007

1. Escandâlo da Siemens – Corrupção numa das maiores empresas da Alemanha – Reportagem do El País

2. Vontade de jogar futebol – Foto

3. Linha do Tempo de Finanças Comportamentais mostra o ápice em 1999

4. Taxa de juros na China é múltiplo de nove

Prazo é mais importante que juros

março 27, 2007

Reportagem da Folha de São Paulo (27/03/2007, Para consumidor, prazo importa mais do que juros, de Fátima Fernandes) informa que o prazo é a variável mais relevante numa compra a prazo, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) e a ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

“Não é à toa que o consumidor sempre pergunta para o lojista em quantas vezes ele pode pagar o produto, não qual é a taxa de juros. Ele quer saber se a prestação cabe no orçamento do mês”, diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

(…) Em dezembro do ano passado, o prazo médio de financiamento de bens no país era de 18 meses, e o máximo, de 36 meses, segundo levantamento da Anefac. Em 2005, o prazo médio era de 16 meses, e, o máximo, de 36 meses. Em 2004, esses prazos eram de 12 meses e 24 meses, respectivamente.