Archive for the ‘universidade’ Category

Links

fevereiro 23, 2008


1. “Ao contrário do que se pensa, a educação formal nos tempos medievais não estava restrita ao clero e aos ricos. Nem a teologia era a matéria mais popular.”
2. O uso do EVA para decisão de investimento
3. Quantos britânicos existem no Brasil?
4. Sobrenomes britânicos (aqui), a distribuição geográfica e os mais aventureiros

Anúncios

Links

fevereiro 4, 2008

1. Número de mortes de Rambo
2. Tipo de Letra que Woody Allen usa nos seus filmes
3. Lucro da Exxon é de 40 bilhões de dólares. Mas isto não é muito…
4. Um estudo diz que o aquecimento global irá aumentar os furacões. Outro diz que irá diminuir
5. Terceirização da produção acadêmica

O ensino público no Brasil

janeiro 22, 2008

Um dado interessante da Universidade de Brasília, uma universidade custeada com o dinheiro dos contribuintes: no período de 2001 a 2005, dos 26.180 alunos de graduação que deixaram a universidade, somente 58% se formaram. 24% abandonaram a UnB, 16% foram desligados e 2% transferidos. O número de 40% de abandonos e desligamentos é elevado. (O número de abandonos e desligamentos do curso de contabilidade está próximo da média)

Coordenei a equipe da UnB que calcula o custo por aluno. Em média este custo está em torno de R$6.500 por ano. Um cálculo simples mostra o tamanho deste desperdício:

(26.180 x 40% / 5) x 6.500 = 13,6 milhões por ano

Quando se compara com a pós-graduação, onde o índice de abandono é inferior a 20%, talvez pudéssemos inferir que o problema está no processo seletivo. Na graduação, a seleção é feita quando o candidato ainda não sabe sua real escolha e é imaturo. Além disto, a processo seletivo da graduação é por atacado, sem vislumbrar as características que podem interferir no abandono. Já na pós-graduação, como os cursos são avaliados pelo baixo índice de abandono, a seleção visa verificar qual aluno tem condições de concluir o curso. A ótica é diferente (na graduação, o aluno que possui o melhor conhecimento ex-ante; na pós-graduação, o aluno com melhor condição ex-post.).

Uma forma de resolver este problema é através de incentivos para que as universidades federais reduzam o número de abandonos.

Reuni e Efeito Baumol

outubro 10, 2007

O Efeito Baumol é um fenomeno descrito por William Baumol e William Bowen, na década de 1960. Estes autores perceberam, ao estudar o setor de artes, que são necessários o mesmo número de músicos para tocar uma sinfonia de Beethoven hoje, assim como no século XIX. Ou seja, a produtividade não afetou a produtividade, ao contrário do que ocorre no setor industrial ou de serviços. Ou seja, em alguns setores intensivos de mão-de-obra, como é o caso da educação ou uma orquestra sinfônica. Recentemente o governo federal propôs as universidades verbas adicionais desde que fizessem um esforço no sentido de aumentar o número de vagas e aumentar a relação aluno/professor para mais de 18. E o efeito Baumol?

Ensino universitário

agosto 15, 2007

O Ensino universitário que não temos
10/08/2007 – 08:49

Um olhar detalhado e crítico sobre a vida universitária no Brasil leva-me à triste conclusão de que, salvo honrosas exceções em termos de cursos, docentes e alunos, as universidades que temos aqui não conseguiram construir uma mentalidade acadêmica producente, como a que existe e vigora na Europa, e nos Estados Unidos.

Percebo que a falta de uma vida acadêmica nos moldes mais tradicionais, algo próximo daquilo que vemos na França, Inglaterra, Estados Unidos ou na Alemanha – para citar alguns exemplos -, não permite aos nossos estudantes da graduação uma real imersão no espírito de pesquisa, formação, estudos acadêmicos e aperfeiçoamento profissional, humano e técnico que as universidades deveriam lhes proporcionar.

E o que quero dizer com vida acadêmica? Refiro-me à vivência acadêmica traduzida num compromisso que leve o aluno a estudar com vigor, a freqüentar a biblioteca da instituição, a fazer pesquisas de campo, a participar de aulas práticas com regularidade, a ter aulas que lhes cobrem o máximo de aprofundamento e dedicação (é isso mesmo, acho que temos que ser mais rigorosos com nossos educadores), e a envolver-se com os eventos culturais e científicos promovidos nos campi. Como não temos essa realidade dominando o cenário nacional, as perspectivas de um futuro melhor para as universidades continuam pouco promissoras.

É verdade que nossas universidades federais e algumas particulares perseguem a aura de instituições reconhecidas pela qualidade de seus cursos e produtividade científica. Não há como negar que a USP, a Unicamp, a UFRJ (Federal do Rio de Janeiro), a UFMG (Federal de Minas), o Ita (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) – apenas para mencionar alguns reconhecidos casos de qualidade – , ou ainda as PUCs (Pontifícias Universidades Católicas, apesar da grave crise que atormenta a PUC de São Paulo), a FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), a FGV (Fundação Getúlio Vargas), que representam o que há de melhor em termos de universidades privadas -, têm como propósito consolidar a qualidade no ensino superior brasileiro.

Ainda assim, falta no Brasil a cultura universitária que existe em muitos países e que permite a formação integral de profissionais capacitados a ingressar no mercado. Nessas instituições, os estudos são prioritários, os professores são valorizados e instados a pesquisar, há uma integração com o mercado, avalia-se com rigor o desenvolvimento dos estudantes.

Os rumos da Educação demandam comprometimento por parte das autoridades públicas. No Brasil, sabemos que os investimentos em Educação não são prioridade, apenas fazem parte de um discurso eleitoreiro. Creio, sinceramente, que a via prioritária para que qualquer país se emancipe econômica, social, política e culturalmente passa pela educação de qualidade em todos os níveis.

Nesse sentido, é preciso destacar que as novas instituições privadas de ensino surgidas nos últimos 10 ou 15 anos no país também devem repensar suas estruturas. Essas universidades ou faculdades estão focadas em oferecer uma infra-estrutura bastante qualificada – com instalações novas, quadras, boas bibliotecas, laboratórios de informática conectados à rede mundial de computadores -, mas carecem de uma maior preocupação com a qualificação do corpo docente.

A porta de entrada para o ensino superior de qualidade também passa pela incorporação das tecnologias, mas é essencial que o trabalho dos educadores seja prestigiado e que o corpo docente seja formado por mestres e doutores. Reina entre elas, infelizmente, uma mentalidade mercantilista em relação ao ensino. Por esse motivo se preocupam em oferecer um belo cartão de visitas e procuram economizar na contratação dos docentes.

Não podemos também esquecer que aos estudantes compete encarar com seriedade os estudos na Universidade, o que não ocorre em muitos casos. A avaliação dos estudantes, realizada no ensino superior, tem que ser mais rigorosa, tendo por base a leitura, a participação do aluno em sala de aula, em pesquisas e o seu grau de comprometimento com o saber. E os alunos têm que também partilhar, com maturidade, dessas exigências.

Se a formação universitária for deficiente e os graduandos forem aprovados, o custo maior será pago por esses estudantes quando tentarem ingressar no mercado de trabalho, onde acabarão sendo irremediavelmente reprovados.

Por: João Luís Almeida Machado, editor do portal Planeta Educação (www.planetaeducação.com.br), mestre em Educação, Arte e História da Cultura, professor universitário e pesquisador

Enviado por Ricardo Viana

As melhores universidades

agosto 14, 2007

Segundo a Agência Lusa (China: Lisboa e Porto entre as 500 melhores universidades do mundo – ranking da Jiaotong, 13/08/2007) uma lista da Universidade Jiaotong, de Xangai, atribui o título de melhor universidade do mundo a Harvard.

As duas universidades portuguesas estão na lista: Lisboa e Porto.

No Brasil, a USP lidera a listagem, inclusive da América Latina (entre 102.º e 150.º) e entre as instituições de ensino em língua portuguesa. Além disto aparecem na lista Universidade Estadual de Campinas (203.º – 304.º), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (305.º – 401.º), e a Universidade Estadual Paulista e a Federal de Minas Gerais (402.º – 508.º).

“A lista baseia-se em critérios como o número de prémios Nobel e outros reconhecimentos académicos, o número de artigos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais, o número de alunos e a qualidade de ensino e ainda o número de vezes que revistas de prestígio académico citam investigadores da instituição. “

O Papel dos Hospitais Universitários

agosto 13, 2007

Uma entrevista interessante sobre os hospitais universitários, que possuem problemas de financiamento, gestão e dificuldade de sobrevivência.

“Precisamos de um orçamento que hoje não existe”
12 August 2007
Gazeta do Povo

As comemorações dos 46 anos do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), durante a semana, foram marcadas por reivindicações do diretor-geral do HC, Giovanni Loddo, que pede melhorias para que a administração consiga vencer a crise econômica que vem enfrentando.

(…)
O senhor diz que o hospital tem seu lado positivo e negativo. Qual é a parte negativa?

Não temos orçamento determinado para um planejamento estratégico objetivo. Nós sabemos o que trabalhamos, o que produzimos e o quanto valeria nosso trabalho, mas não sabemos o que vamos receber, quando e como. Na questão de recursos humanos (RH) é a mesma coisa. Não temos no RH um processo de substituição para os funcionários aposentados ou afastados. Deveríamos ter uma auditoria correta e clara para fazer este dimensionamento.

Quais mudanças seriam necessárias para acabar com a crise do HC?

A primeira coisa é que o estado brasileiro (governo federal) deveria dizer o que ele espera dos hospitais universitários (HUs) de ensino, vinculados às universidades federais. Deveria ser uma regra bem clara: qual seria a nossa missão? Em função disso, eles deveriam dimensionar recursos humanos necessários para nós desempenharmos tal missão. Assim como recursos financeiros para que permanentemente pudéssemos acompanhar as mudanças tecnológicas e recebêssemos uma manutenção efetiva no hospital. Feito este pacto, ele deveria ser revisto periodicamente para sua sustentabilidade. Precisamos, por exemplo, de um orçamento mensal que hoje não existe. Atualmente sobrevivemos dos recursos da previdência (onde 50% são gastos em folha de pagamento), de projetos individualizados, emendas parlamentares, doações da comunidade, das várias associações que colaboram com o hospital, das secretarias municipal e estadual de saúde. São coisas pontuais e não um projeto com recursos determinados para que possamos manter nosso parque tecnológico atualizado.

O que motivou esta crise?

Foi a mudança na legislação e no tratamento dado aos hospitais universitários. Na fase inicial, os HUs, especialmente o nosso, eram vinculados à antiga Faculdade de Medicina. Corresponderia ao que chamaríamos de laboratório de aulas práticas dos alunos de Medicina. Não existia o SUS (Sistema Único de Saúde). Quando o hospital foi criado, a nossa clientela era os indigentes. Hoje o perfil do nosso paciente mudou. Se antigamente ele vinha com a idéia do agradecimento pelo tratamento que recebeu, atualmente ele é um cidadão que vem em busca de um direito. Tudo isto também está ligado à questão financeira. O hospital antigamente era subvencionado pelo Ministério da Educação (MEC). Nessa época, o hospital tinha uma idéia com o que contava para o ano inteiro. Independia da sua produção. Hoje tudo isto está invertido. Não temos mais o financiamento do MEC. Isto aconteceu quando o hospital passou a atender a previdência: primeiro foi o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), depois o Suds (Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde) e hoje o SUS. O MEC deixou de subsidiar o HC assim que apareceram os recursos provenientes da prestação de serviços à previdência. O problema é que estes recursos não cobrem a folha de pagamento dos fucionários atuais. (…)

Educação e negócio

julho 18, 2007

Educação não é mercadoria’
Instituições buscam melhorar gestão
ENSINO SUPERIOR Rede privada tem queda no ritmo de crescimento de faculdades, universidades e centros universitários; setor abre capital
Renata Cafardo Simone Iwasso
O Estado de São Paulo – 16/07/2007

A entrada de recurso estrangeiro no ensino superior privado, por meio da abertura de capitais, insere as instituições educacionais na mesma lógica de funcionamento de qualquer outra empresa, transformando o que seria um direito numa mercadoria. O raciocínio, extremamente crítico ao processo que está ocorrendo no Brasil, é da educadora Regina Vinhais, da Universidade de Brasília (UnB). “Sou totalmente contra qualquer tipo de iniciativa nesse sentido. Educação não é mercadoria, é direito da sociedade.”

De acordo com a professora, um dos riscos embutidos nessa abertura para investimentos é a preocupação comercial, com o lucro, em detrimento da qualidade de ensino. “Temos de buscar uma qualidade internacional, mas não entrar em conglomerados, como está ocorrendo”, diz.

“Se tiver risco para o ensino, é só de melhorar”, discorda o ex-ministro Paulo Renato Souza. Para ele, maior profissionalismo das instituições resulta em mais qualidade da educação. “Isso não quer dizer que vão deixar de existir instituições como USP ou Harvard”, completa. Paulo Renato acredita que são perfis diferentes de instituições que passam a formar o cenário do ensino superior. As particulares, que partem para uma abertura de capital, buscam mais e mais alunos e um ensino de massa. “O desafio delas não é oferecer excelência, e sim tentar fazer diferença na vida daquele aluno.” R.C. e S.I.

Diminuiu o ritmo de crescimento do número de universidades, centros universitários e faculdades privadas no Brasil. O índice de aumento entre 2006 e 2007, até agora, está em 0,14%. O porcentual é muito inferior ao crescimento médio de 13% registrado anualmente desde 1997. Desde o ano passado, instituições fecharam, outras foram compradas por grandes grupos e poucas cresceram. Num setor já consolidado e de concorrência voraz, só sobrevive agora quem investir para profissionalizar a gestão. E a novidade da vez é a venda de ações na Bolsa de Valores. Na semana passada, a maior universidade do País em número de alunos, a Estácio de Sá, abriu seu capital para investidores. A expectativa é captar R$ 800 milhões. O grupo mineiro Pitágoras, que tem 190 mil alunos em escolas e faculdades, seguiu o mesmo caminho no início deste mês.

As duas foram embaladas pelo sucesso da precursora nesse tipo de operação no ensino superior brasileiro, a Anhanguera Educacional. A procura pelas ações da instituição foi 12 vezes maior que o esperado, e o valor total da operação ficou em US$ 250 milhões (R$ 466,9 milhões). “É um movimento fantástico, você consegue atrair investimentos cada vez maiores”, diz Alexandre Saigh, sócio do Banco Pátria, responsável pela operação da Anhanguera. Depois da abertura, a instituição, que surgiu no interior do Estado, comprou o Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero) e chegou à capital. O processo de aquisições deve continuar, já que a Anhanguera prometeu a seus acionistas que cresceria cerca de 30%.

“Ao abrirem o capital, as instituições são obrigadas a ter uma relação de governança com transparência absoluta. Não pode haver caixa 2, nepotismo”, diz o ex-ministro da Educação e deputado federal (PSDB-SP), Paulo Renato Souza. A nova realidade se choca com a tradição no País de instituições educacionais formadas por grupos familiares, muitas vezes de gestão amadora, estrutura de custo pesada e inchada. Nesse cenário, investidores internacionais são bem-vindos porque, mesmo sendo acionistas minoritários, estão mais acostumados com a cobrança e o monitoramento de resultados, diz Paulo Renato. A Anhanguera teve 75% de suas ações compradas por estrangeiros, uma tendência que pode se repetir com outras instituições. A limitação da participação de capital estrangeiro em universidades chegou a ser discutida na reforma universitária do Ministério da Educação, mas não saiu do papel. NOVO GRANDE NEGÓCIO’

“O setor de ensino superior caminha para atingir a maturidade, em um nível de profissionalização nunca antes obtido em sua história”, acredita o consultor da área e presidente da Hoper Educacional, Ryon Braga. Os estudos da consultoria mostram que, nos próximos quatro anos, entre cinco e oito novos grupos de educação devem abrir capital. “Das cinco maiores instituições privadas do Brasil, duvido que alguma delas não irá daqui para frente abrir o capital”, completa o especialista no setor e proprietário da CM Consultoria, Carlos Monteiro. A tendência atual – que não atinge apenas o setor educacional – é explicada por uma conjunção de fatores internos e externos. O Brasil vive um momento de economia estável e queda de juros, o que torna a Bolsa de Valores um caminho atraente para captar recursos. “A educação é um novo grande negócio, como já disse Bill Gates”, completa o ex-ministro. Paulo Renato acredita que ainda há espaço para crescimento no número de alunos no ensino superior privado – hoje são 3,2 milhões no País -, principalmente porque o governo tem financiado as mensalidades. Programas como o Universidade para Todos (ProUni) oferecem milhares de bolsas por ano em instituições particulares para estudantes de baixa renda. Há especialistas, no entanto, que defendem que só o crescimento das vagas em universidades públicas vai aumentar o índice atual de apenas 11% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior. Segundo números do MEC há atualmente 2.141 instituições privadas de ensino superior no Brasil. Em 2006, eram 2.138. As aparentes três instituições a mais são, na verdade, um resultado entre as que fecharam e as que foram abertas de um ano para o outro. O MEC ainda não tem o número do total de novas instituições de 2007. Entre 2005 e 2006, porém, o índice de crescimento havia sido de 10,5%, com 204 novas instituições. Desde 1997, foram criadas mais de 1.400 universidades, faculdades ou centros universitários no País.

Muitas delas, no entanto, devem ser compradas ou fundidas umas às outras. “As instituições terão de trabalhar num mercado onde ou você cresce ou é engolido, como o que acontece no sistema bancário”, diz Monteiro. Para Braga, cerca de 600 instituições devem “sair do mapa” nos próximos anos. O que vale mais para fechar um bom negócio é o status de centro universitário ou de universidade. As instituições que recebem uma das duas nomenclaturas – criadas pelo governo federal nos anos 90 – têm o direito de abrir novos cursos sem prévia autorização do MEC, ao contrário do que ocorre com faculdades. A cidade-sede também faz diferença; instituições em São Paulo, onde há muitos alunos em potencial, são mais valorizadas. Apesar de ainda não confirmado, circula no mercado que a Estácio de Sá pagou R$ 60 milhões pelo Centro Universitário Radial (UniRadial), com cerca de 10 mil alunos.

No ano passado, a Faculdade Tancredo Neves fechou as portas por falta de alunos. A Anhembi Morumbi continua existindo, mas teve, em 2005, 51% de seu capital comprado pela Laureate Education, uma rede internacional de universidades. Outros grupos do exterior também já negociam a sua entrada no País por meio de compra de instituições.

As melhores universidades norte-americanas

junho 2, 2007

As melhores universidades do mundo na área de economia:

1 Harvard
2 U Chicago
3 Massachusetts Institute of Technology (MIT)
4 U California – Berkeley
5 Princeton U
6 Stanford U
7 Northwestern U
8 U Pennsylvania
9 Yale U
10 New York

Em 277 a Fundação Getúlio Vargas. A New U Lisbon (U Nova)aparece em 201a. A Universidade Católica Portuguesa em 321a. A Torcuato Di Tella, da Argentina, também consta da lista.

Os Centros de Pesquisas:

1 World Bank
2 International Monetary Fund (IMF)
3 Federal Reserve System Board of Governors
4 Federal Reserve Bank – Minneapolis
5 Federal Reserve Bank – New York
6 Institute for Fiscal Studies UK
7 Federal Reserve Bank – Chicago
8 US Dept of Labor – Bureau of Labor Statistics
9 Centre for Research in Econ. & Statistics (CREST-INSEE)
10 Resources for the Future – USA

O ranking também é dividido em áreas. Em Financial Economics a liderança é de Chicago

Citação própria é interessante?

maio 8, 2007

Uma situação muito comum no mundo acadêmico é um pesquisador fazer uma citação de um trabalho da sua própria autoria.

Durante minha defesa de doutorado fui alertado pela banca para não usar este recurso, pois isto não seria adequado como forma de defender um ponto de vista.

Quando uma pesquisa faz uma citação está usando o chamado “argumento de autoridade”. Num texto, quando se afirma que “segundo Fulano de Tal” está implícito para o leitor que Fulano de Tal, que é uma autoridade no assunto, também concorda com nosso pensamento.

A citação do próprio autor é também uma forma de dizer ao leitor que “sou uma autoridade no assunto”.

A citação própria também tem outra função: é uma forma de valorizar o trabalho do pesquisador perante a comunidade científica.

Uma pesquisa mostrou que um artigo que possui citações do próprio autor tem um efeito positivo sobre os artigos que estão relacionados. Esta é uma conclusão razoavelmente obvia uma vez que quando gostamos de um assunto olhamos as referências para procurar mais textos sobre o assunto.

Para quem trabalha com situações de análise de texto sem saber sua autoria (blind review), analisar as referências ao final do texto pode ser um indício para determinar o potencial autor do artigo.